Categoria: Mundo

  • Chuvas matam pelo menos 33 pessoas na Bolívia

    Chuvas matam pelo menos 33 pessoas na Bolívia

    Pelo menos 33 pessoas morreram na Bolívia devido a inundações, transbordamentos e deslizamentos de terra causados pelas chuvas que têm assolado diversas regiões do país. Diante da situação do país vizinho, o governo brasileiro divulgou nesta segunda-feira (19), por meio do Itamaraty, uma nota de pesar, na qual se coloca à disposição para ações de prevenção e combate a desastres naturais.

    De acordo com o vice-ministro da Defesa Civil, Juan Carlos Calvimontes, 171 casas foram afetadas; 446 casas ficaram completamente destruídas, além das 33 vítimas fatais. A capital administrativa, La Paz, é o departamento mais afetado, com 14 mortes, segundo informações da Agência Boliviana de Informação.

    Em Cochabamba foram seis mortes; em Potosí, cinco; e em Santa Cruz e Chuquisaca foram contabilizadas, até o momento, quatro mortes em cada. Segundo Calvimontes, 63 municípios localizados em oito departamentos foram impactados pelas chuvas.

    Itamaraty

    “O governo brasileiro tomou conhecimento, com profundo pesar, das inundações e dos deslizamentos ocorridos na Bolívia nos últimos dias, que causaram perdas humanas e materiais”, informou, por meio de nota, o Itamaraty.

    “Ao manifestar disposição de seguir cooperando com a Bolívia em matéria de prevenção e combate aos desastres naturais, o governo brasileiro manifesta solidariedade ao povo e ao governo bolivianos, e em particular às famílias das vítimas e aos afetados pela tragédia”, acrescentou.

    Agencia Brasil

  • Hamas agradece Lula por comparar ação de Israel em Gaza a Holocausto

    Hamas agradece Lula por comparar ação de Israel em Gaza a Holocausto

    O grupo extremista Hamas, que controla a Faixa de Gaza e está em guerra com Israel, agradeceu a declaração do presidente Lula, que comparou os ataques israelenses ao massacre de judeus pela Alemanha nazista. O agradecimento foi divulgado em canais do Hamas do aplicativo Telegram, neste domingo (18). A declaração de Lula está sendo condenada por entidades judaicas e por políticos de oposição, além de ter sido duramente criticada pelo governo de Israel, que convocou o embaixador brasileiro no país para explicações.

    “Nós, do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), agradecemos a declaração do presidente brasileiro Lula da Silva, por descrever aquilo a que o nosso povo palestino tem sofrido na Faixa de Gaza como um Holocausto. Os acontecimento na Faixa de Gaza são como o que o líder nazista Hitler fez aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial”, destaca o comunicado.

    Segundo a mensagem Hamas, Lula fez “descrição precisa dos desafios enfrentados pelo povo palestino e revela a gravidade do crime sionista, realizado com o apoio da administração presidente dos Estados Unidos, Joe Biden”.

    “Pedimos à Corte Internacional de Justiça que leve em conta o que o presidente brasileiro disse sobre as coisas ruins que estão acontecendo com os palestinos por causa do exército de ocupação e dos colonos. Isso é algo muito sério e nunca visto antes na história recente”, afirma o comunicado do Hamas.

    Bahia Notícias

  • Mesmo com oposição da Igreja Ortodoxa, Grécia tem dia histórico e legaliza casamento entre pessoas do mesmo sexo

    Mesmo com oposição da Igreja Ortodoxa, Grécia tem dia histórico e legaliza casamento entre pessoas do mesmo sexo

    O parlamento da Grécia aprovou nesta quinta-feira (15) um projeto de lei que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. É uma vitória histórica para ativistas LGBTQIA+.

    O projeto de lei foi aprovado por 176 votos a favor no parlamento com 300 assentos e se tornará lei quando for publicado no diário oficial do governo.

    A lei dá aos casais formados por pessoas do mesmo sexo o direito de casar e adotar crianças. A comunidade LGBTQIA+ fez campanhas por décadas para que o tema fosse aprovado. A Grécia é tida como um país socialmente conservador –é uma nação de maioria cristã ortodoxa.

    A Igreja Ortodoxa, que acredita que a homossexualidade é um pecado, é veementemente contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

    Antes mesmo da votação, uma pesquisa de opinião realizada com os moradores apontava que a maioria apoiava a reforma.

    Na abertura do debate de dois dias, na quarta-feira (14), o Ministro de Estado Akis Skertsos argumentou que a maioria dos gregos já aceita a ideia de casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

    “Não estamos decidindo sobre mudanças nesta câmara”, disse ele. “Já aconteceu… A sociedade muda e se desenvolve sem exigir a permissão do parlamento.”

     

    Embora membros do partido de centro-direita Nova Democracia, do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis, tenham se abstido ou votado contra o projeto de lei, ele ganhou apoio suficiente da oposição de esquerda, em um raro exemplo de unidade entre partidos, apesar do debate tenso.

    G1

  • Opositor de Putin, Alexei Navalny morreu, diz agência

    Opositor de Putin, Alexei Navalny morreu, diz agência

    O opositor russo Alexei Navalny morreu, informou a agência de notícias Reuters, nesta sexta-feira (16), citando o serviço penitenciário da região de Yamalo-Nenets, onde ele cumpria pena há cerca de três anos.

    O governo russo disse não ter nenhuma informação sobre a causa da morte.

    Navalny é um ex-advogado que ganhou fama há mais de uma década ao satirizar a elite do presidente Vladimir Putin e fazer acusações de corrupção. Na década de 2010, por exemplo, ele liderou um movimento contra Putin que levou milhares de pessoas às ruas do país.

  • Khan Younis: uma pessoa é morta e outras dezenas são feridas após ataque de Israel em hospital

    Um ataque do Exército de Israel ao hospital Nasser, na cidade de Khan Younis, no sul de Gaza, deixou uma pessoa morta e muitas outras feridas. O local era usado como refúgio para os palestinos. As informações são da agência de notícias da Palestina WAFA.

    Imagens feitas pelo palestino Mohammed Harara mostram o momento que o ataque israelense começou dentro do localA incursão aconteceu na ala de ortopedia do hospital.

    Na terça-feira (13), Israel enviou um drone com uma mensagem solicitando que os palestinos deixassem o local. Porém, palestinos disseram à agência de notícias Anadolu que foram obrigados a buscar outro abrigo em meio a tiroteios.

  • Parlamento grego votará hoje para legalizar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo

    Parlamento grego votará hoje para legalizar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo

    O parlamento grego votará nesta quinta-feira (15) para legalizar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Essa é a primeira vez, segundo a agência de notícias norte-americana AFP, que um país cristão-ortodoxo votará o tema.

    Uma pesquisa de opinião realizada com os moradores aponta que a maioria apoia a reforma proposta. O projeto de lei elaborado pelo governo de centro-direita do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis é apoiado por quatro partidos de esquerda, incluindo o principal partido da oposição, Syriza.

    Ou seja, na prática, isso pode garantir uma maioria confortável para a aprovação, quando a votação começar. Espera-se que vários parlamentares de esquerda se abstenham ou votem contra a reforma – mas não o suficiente para anular o projeto. Três pequenos partidos de extrema-direita e o Partido Comunista de inspiração soviética rejeitaram a proposta.

    Na abertura do debate de dois dias, na quarta-feira (14), o Ministro de Estado Akis Skertsos argumentou que a maioria dos gregos já aceita a ideia de casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

    “Não estamos decidindo sobre mudanças nesta câmara”, disse ele. “Já aconteceu… A sociedade muda e se desenvolve sem exigir a permissão do parlamento.”

     

    O projeto visa autorizar também que os parceiros tenham filhos. Mas impede os casais homossexuais de serem pais através de mulheres que oferecem barriga de aluguel.

    A parlamentar representante do partido Nova Democracia, Maria Syrengela, disse que a reforma iria corrigir uma injustiça de longa data para os casais do mesmo sexo e os seus filhos.

    As pesquisas mostram que, embora a maioria dos gregos concorde com casamentos entre pessoas do mesmo sexo, eles também rejeitam estender a paternidade por meio de barrigas de aluguel a casais do sexo masculino.

    Principal oposição

     

    A principal oposição ao novo projeto de lei vem da Igreja tradicionalista da Grécia. Os religiosos afirmam que a proposta pode ferir os valores das famílias tradicionais.

    O chefe da Igreja Ortodoxa da Grécia, Arcebispo Ieronymos, sugeriu na quarta-feira que a votação fosse realizada por chamada nominal. Isso permitiria que fosse visto como cada parlamentar votou.

    Apoiadores da Igreja e organizações conservadoras organizaram pequenos protestos contra a lei proposta, e membros de grupos de extrema-direita convocaram uma manifestação em frente ao parlamento ainda na quinta-feira.

    G1
  • Morre Sebastián Piñera, ex-presidente do Chile

    Morre Sebastián Piñera, ex-presidente do Chile

    Morreu nesta terça-feira (6), em um acidente de helicóptero, o ex-presidente do Chile Sebastián Piñera. As informações são do jornal local La Tercera. De acordo com o periódico, quatro pessoas viajavam no helicóptero quando ele caiu, e que três foram encontradas pelos socorristas. Piñera tinha 74 anos.

    A agência nacional de desastres do Chile confirmou que ocorreu um acidente de helicóptero na cidade de Lago Ranco, no sul do país, e que uma pessoa morreu e três ficaram feridas.

    A atual ministra do Interior do Chile, Carolina Tohá, confirmou a morte de Piñera e anunciou que o presidente Gabriel Boric ordenou a realização de um funeral de Estado e luto nacional.

    “Havia quatro tripulantes no helicóptero. Três deles conseguiram (chegar) à costa por conta própria, estão fora de perigo. Mas este não foi o caso do quarto tripulante, que era o ex-presidente Sebastián Piñera”, afirmou Tohá.

    Piñera era economista, formado em 1971. Entrou para a política em 1989, chefiando a campanha presidencial de Hernán Büchi, ex-ministro do governo do ditador Augusto Pinochet. Em 1990, Piñera foi eleito senador. Entre 2001 e 2004, presidiu o partido Renovação Nacional.

    Ele presidiu o Chile nos períodos de 2010 a 2014 e 2018 a 2022. Seu primeiro mandato foi marcado por um rápido crescimento econômico e uma queda acentuada no desemprego, numa altura em que muitos dos parceiros comerciais e vizinhos do Chile enfrentavam um crescimento mais lento.

    Sua segunda passagem pela presidência foi mais turbulenta. Em 2019, Piñera havia alcançado o menor índice de aprovação desde a redemocratização no país.

    No mesmo ano, foi acusado de crimes contra a humanidade cometidos em razão de manifestações que pararam o país entre outubro e novembro daquele ano. Na ocasião, Forças Armadas foram às ruas conter e reprimir os protestos e 20 pessoas morreram. Membros dessas forças teriam cometido pelo menos nove tipos de delito, entre homicídios, torturas, prisões ilegítimas, abusos sexuais, violações, além da destruição do globo ocular de mais de 150 pessoas causados por balas de borracha.

    Em 2021, escapou de um impeachment após a Câmara dos Deputados aprovar o processo, mas o Senado rejeitá-lo.

    Condolências

    Pelas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte do ex-mandatário chileno. “Surpreso e triste com a morte de Sebastián Piñera, ex-presidente do Chile. Convivemos, trabalhamos pelo fortalecimento da relação dos nossos países e sempre tivemos um bom diálogo, quando ambos éramos presidentes, e também quando não éramos. Muito triste seu falecimento de forma tão abrupta. Meus sentimentos aos seus familiares e amigos de Piñera por esta perda”.

    Agencia Brasil

  • Rei Charles III é diagnosticado com câncer

    Rei Charles III é diagnosticado com câncer

    O Palácio de Buckingham, residência oficial do monarca do Reino Unido, informou que o rei Charles III está com câncer. O pronunciamento relata que o rei passou recentemente por um procedimento médico em razão de um aumento benigno da próstata. Nesse momento, os médicos perceberam um possível problema não relacionado com o procedimento original.

    “Testes diagnósticos subsequentes identificaram uma forma de câncer”, afirmou o Palácio de Buckingham, em nota. Não houve especificação do tipo de câncer que foi encontrado. A nota afirma também que Charles III está otimista com o tratamento e ansioso para retornar aos compromissos públicos assim que possível. Ele, no entanto, não ficará afastado totalmente dos seus deveres como rei, e deverá despachar em seu gabinete, no próprio palácio.

    “Sua Majestade escolheu compartilhar seu diagnóstico para prevenir especulações e acredita que isso ajudará na compreensão pública por todos ao redor do mundo que são afetados pelo câncer”, finaliza a nota.

    Charles III se tornou rei da Inglaterra aos 74 anos, no dia 6 de maio de 2023, após a morte de sua mãe, a rainha Elizabeth II. Ela ficou no trono por 70 anos, o maior reinado britânico. Nenhum outro herdeiro do trono da Inglaterra esperou tanto tempo para ser coroado.

    Agencia Brasil

  • Paquistão: ataque em delegacia deixa 10 policiais mortos

    Paquistão: ataque em delegacia deixa 10 policiais mortos

    Um ataque contra uma delegacia deixou 10 policiais mortos e outros seis feridos, no noroeste do Paquistão, nesta segunda-feira (5). As autoridades informaram que o ataque foi promovido por um grupo militante.

    O ataque aconteceu por volta das 3h, pelo horário local — 19h de domingo (4), em Brasília). Segundo as autoridades, os atiradores entraram na delegacia disparando contra polícias, na região de Draban.

    “Depois de entrarem no edifício da esquadra da polícia, os terroristas usaram granadas de mão que causaram mais vítimas à polícia”, disse Malik Anees ul Hassan, vice-superintendente da polícia em Draban.

    Ainda não está claro qual grupo militante foi responsável pelo ataque. Além disso, as autoridades não afirmaram se o caso tem alguma relação com as eleições gerais do país, marcadas para esta semana.

    Desde 2022, o Paquistão vem enfrentando um aumento de ataques de militantes islâmicos, principalmente contra agentes de segurança. Ocorrências do tipo se tornaram mais frequentes após o fim do cessar-fogo entre talibãs paquistaneses e o governo.

    Em dezembro de 2023, 23 soldados foram mortos após um esquadrão suicida invadir um campo militar com um caminhão cheio de explosivos.

    Já nos últimos dias, três ataques mataram um candidato à Assembleia Nacional, um líder de um partido político e quatro pessoas que participavam de um comício.

    G1

  • As mortes de soldados dos EUA em ataque com drone que elevam tensão no Oriente Médio e pressionam Biden

    A morte de três militares americanos na fronteira entre Jordânia e Síria aumentaram a pressão sobre o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

    Foram as primeiras mortes de soldados americanos por fogo inimigo desde o início da guerra Israel-Gaza.

    O ataque que matou soldados americanos teve como alvo uma base dos EUA no nordeste da Jordânia, perto da fronteira com a Síria. Acredita-se que um drone atingiu a base.

    Três soldados dos EUA foram mortos e pelo menos 34 estão sendo avaliados por possíveis ferimentos, segundo autoridades dos EUA.

    Os americanos atribuem o ataque a grupos militares apoiados pelo Irã. O Irã negou qualquer envolvimento.

    A escalada acentuada da violência parece algo quase inevitável. Desde meados de outubro, as instalações militares dos EUA no Iraque e na Síria têm sido repetidamente atacadas por milícias apoiadas pelo Irã, ferindo um número crescente de soldados dos EUA. Segundo autoridades americanas, suas bases foram atacadas mais de 150 vezes desde o início do conflito Israel-Hamas.

    Os EUA retaliaram diversas vezes, atingindo alvos em ambos os países.

    Desta vez, no entanto, os EUA precisam decidir se responsabilizam o próprio Irã. E essa é uma opção repleta de riscos importantes.

    Os EUA sabem que precisam passar uma imagem de que estão trabalhando para proteger as vidas dos seus militares.

    Críticos de Biden vão acusá-lo novamente de ser “brando com o Irã”. Mas seu objetivo tem sido travar guerras distantes com linhas claras para evitar arrastar os americanos para um combate que exigiria demais do país.

    Tanto Washington como Teerã, há muito presos ao seu antagonismo, conseguiram cautelosamente evitar um confronto direto.

    O Irã, também sob pressão interna, conteve-se nos seus ataques contra instalações israelenses ou americanas em retaliação pelo assassinato dos seus principais comandantes da Guarda Revolucionária, que atribui a Israel.

    No início deste mês, na sua primeira resposta direta, o Irã concentrou o seu fogo no que foi considerado um “alvo fácil” ao atingir o que chamou de base da agência Mossad de Israel no Curdistão iraquiano.

    Os EUA, apoiados pelo Reino Unido e outros, lideram a campanha contra os houthis do Iêmen, mas isso não impediu os ataques a navios na rota marítima vital do Mar Vermelho.

    Agora os EUA precisam enfrentar outros grupos apoiados pelo Irã defendendo seus interesses, mas sem colocar esta região volátil numa outra espiral perigosa.

    Trump e republicanos

    O ex-presidente Donald Trump, pré-candidato republicano nas eleições deste ano, disse que o ataque “nunca teria acontecido” se ele fosse presidente.

    Apesar das declarações de Trump, forças americanas na Síria foram atacadas várias vezes durante o seu mandato, entre 2016 e 2020, incluindo um ataque que matou quatro soldados.

    A rival de Trump na disputa pela candidatura presidencial republicana, Nikki Haley, pediu orações às famílias das vítimas.

    O líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, disse: “O mundo inteiro agora está esperando sinais de que nosso presidente está finalmente preparado para exercer a força americana para obrigar o Irã a mudar o seu comportamento. Os nossos inimigos estão se sentindo empoderados”.

    G1