Categoria: Mundo

  • Israel pede a palestinos que abandonem área do hospital Al Shifa em Gaza e bombardeia região

    Israel pede a palestinos que abandonem área do hospital Al Shifa em Gaza e bombardeia região

    O Exército de Israel pediu nesta segunda-feira (18) à população civil que abandone “imediatamente” a área do hospital Al Shifa, na Cidade de Gaza, cenário de bombardeios desde o amanhecer.

    “Para sua segurança, deve-se abandonar imediatamente a área, tomar a estrada da costa em direção ao sul, até a zona humanitária de Al Mawasi”, no sul da Faixa de Gaza, afirmou um porta-voz das Forças Armadas em uma mensagem em árabe na rede social X.

    Testemunhas afirmaram à AFP que panfletos com esta informação foram lançados na área.

    Os combates começaram durante a madrugada nas imediações do hospital. Em um comunicado, o Exército anunciou uma “operação antiterrorista na área do hospital Al Shifa”.

    “Nas últimas horas, os soldados identificaram terroristas atirando contra eles a partir de vários edifícios do hospital. Os soldados responderam aos terroristas e atingiram vários deles”, afirmou o Exército.

    Segundo os moradores do bairro de Al Rimal, onde fica o hospital, mais de 45 tanques e veículos blindados de transporte de tropas entraram na área do centro médico.

    Desde o início da guerra entre Israel e Hamas, em 7 de outubro, o Exército israelense efetuou operações em diversos hospitais do território palestino, interrompendo o atendimento médico em diversas cidades de Gaza. O governo israelense acusa o movimento islamista palestino de utilizar as instalações médicas como centros de comando.

    G1

  • Brasileiros pedem ajuda federal para resgatar 150 parentes em Gaza

    Brasileiros pedem ajuda federal para resgatar 150 parentes em Gaza

    Dez famílias de brasileiros de origem palestina uniram-se para pedir ao governo federal ajuda para retirar 150 parentes da Faixa de Gaza, dos quais cerca de 90 são crianças. Dois representantes dessas famílias estiveram em Brasília nesta semana e foram recebidos nos ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e das Relações Exteriores (MRE).

    O grupo pede uma portaria interministerial concedendo vistos para fins familiares para os parentes desses brasileiros, além de uma ajuda na travessia para o Egito. O MRE informou, por meio da assessoria, que está sensível à solicitação do grupo e que vai analisar as possibilidades para trazer essas pessoas de Gaza.

    A articulação para resgatar os parentes em Gaza foi iniciada pelo comerciante Hasan Said Rabee, de 33 anos. “Comecei a fazer [essa articulação] porque a gente está bem aqui, mas o nosso coração está com esses familiares que estão sofrendo na Faixa de Gaza”, disse Hasan à Agência Brasil.

    Ele tenta trazer duas irmãs, os cunhados e cinco sobrinhos, com idades entre 6 meses e 5 anos. Resgatado pelo governo na Faixa de Gaza no fim do ano passado, junto com a esposa e as duas filhas, Hasan se tornou a principal voz, no Brasil, dos palestinos que estavam no enclave, chegando a ser entrevistado pelo programa DR com Demori, na TV Brasil.

    Hasan contou que a casa da família dele em Khan Yunes, ao sul de Gaza, foi totalmente destruída e que, agora, a família está vivendo em tendas na cidade de Rafah, na fronteira com o Egito. Segundo ele, demora dias para conseguir enviar uma mensagem por aplicativo para os familiares. Israel tem prometido fazer uma operação por terra em Rafah, que atualmente abriga cerca de 1,5 milhão de refugiados.

    “Hoje a gente tem uma lista com 150 nomes. Amanhã esse número pode diminuir porque a ameaça da invasão de Israel à cidade de Rafah pode causar muitas mortes”, lamentou Hasan, completando que sente uma responsabilidade muito grande em “salvar a vida das crianças que estão sofrendo lá”.

    O grupo de brasileiros de origem palestina vive no Brasil há muitos anos, em diversos estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Bahia. Eles são orientados por um grupo de advogadas especializadas em direito internacional e direitos humanos.

    Travessia de risco

    A advogada Talitha Camargo da Fonseca esteve nas reuniões com os representantes dos ministérios, em Brasília, e reforçou a necessidade de ajuda para realizar a travessia devido aos chamados “comerciantes de guerra”, que estão cobrando de U$S 5 mil a US$10 mil, por pessoa, para transportar palestinos para o Egito.

    “Uma empresa privada egípcia está cobrando para fazer a travessia por Rafah. A gente confia na diplomática brasileira, uma das melhores do mundo, para conseguir acessar essas pessoas. Nós não solicitamos nem o avião. Se necessário, a comunidade palestina no Brasil paga as passagens. Mas é necessária a intervenção do Brasil para a gente conseguir”, explicou.

    De acordo com Talitha, os representantes do Itamaraty e do Ministério da Justiça receberam positivamente as solicitações do grupo. “Aguardamos assim a construção da portaria, os vistos e o planejamento para travessia dos familiares de palestinos-brasileiros” destacou a advogada.

    De acordo com a assessoria do Itamaraty, a comitiva de brasileiros de origem palestina foi recebida pelo chefe de gabinete do ministro Mauro Vieira, o embaixador Ricardo de Souza Monteira. Ainda segundo a assessoria, a pasta está sensível a essa demanda, haja vista as operações realizadas de repatriação de brasileiros na Faixa de Gaza, e está analisando como pode auxiliar o grupo, disse a assessoria.

    Agência Brasil

  • Voo da Latam apresenta problema técnico no ar e deixa 50 feridos

    Voo da Latam apresenta problema técnico no ar e deixa 50 feridos

    Um problema técnico fez com que um voo da Latam, entre Sydney (Austrália) e Auckland (Nova Zelândia), fizesse um movimento no ar que deixou pelo menos 50 passageiros feridos. Há relatos de pessoas que chegaram a bater no teto da aeronave.

     

    De acordo com as informações, a maioria apresentou ferimentos leves, mas 13 pessoas precisaram ser levadas ao hospital quando o avião pousou na Nova Zelândia. Uma delas, segundo informações de um porta-voz da ambulância Hato Hone St John, encontra-se em estado mais grave.

     

    O Boeing 787-9 Dreamliner pousou no aeroporto de Auckland, conforme programação inicial, de onde seguiria para Santiago, no Chile.

     

    “Como resultado do incidente, alguns passageiros e tripulantes de cabine foram afetados. Eles receberam assistência imediata e foram avaliados ou tratados pela equipe médica no aeroporto, conforme necessário”, diz o comunicado divulgado pela Latam.

    Bahia Notícias

  • Partido oficializa Nicolás Maduro como candidato às eleições presidenciais

    Partido oficializa Nicolás Maduro como candidato às eleições presidenciais

    O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), atualmente no poder, oficializou, neste domingo (10), Nicolás Maduro como seu candidato nas próximas eleições presidenciais de 28 de julho. O ditador já era o candidato natural do chavismo e foi escolhido após três dias de assembleias pelo país.
    Na rede social X, o PSUV publicou que os militantes resolveram dar seu “apoio ao presidente Nicolás Maduro”. A proclamação oficial como candidato é esperada para o dia 15 de março, embora o ditador já tenha reconhecido o apoio de seus seguidores.
    “Agradeço todas as suas expressões de amor, todas as suas bênçãos, todo o seu apoio e vamos unir todos que puderem ser unidos e convocados do povo para domingo, 28 de julho”, disse o mandatário em áudio também divulgado no X.
    O líder Diosdado Cabello, considerado o número dois do chavismo, havia afirmado na quarta-feira que “não tinha dúvidas” de que Maduro seria o candidato “por consenso” do PSUV.
    O agora candidato está em campanha há semanas e tem aumentado suas aparições públicas, algo que não era habitual –assim como os anúncios de programas sociais de “nova geração”. Ele também prometeu a criação de novas obras públicas.
    Enquanto isso, a oposição deve definir um candidato diante da inabilitação política de María Corina Machado, que venceu nas primárias da principal coalizão Plataforma Unitária em outubro passado. Embora Machado insista que será candidata, na prática sua candidatura está suspensa por 15 anos pela justiça eleitoral.
    A habilitação de candidatos tem sido um dos pontos críticos dos diálogos entre o governo e a oposição, com mediação da Noruega. Em outubro passado, ambas as partes assinaram um acordo em Barbados para organizar a eleição com a presença de observadores internacionais.
    A oposição esperava que o acordo permitisse a Machado se apresentar às eleições, mas a Suprema Corte, acusada de agir sob influência do governo, confirmou a inelegibilidade em 26 de janeiro. A oposição exige que sua candidata seja habilitada.
    A data de julho respeita o acordo de realizar as eleições no segundo semestre de 2024, embora coloque em xeque os prazos para a formação de missões de observação internacional. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) enviou, na quinta-feira (7), convites à União Europeia (UE), à ONU e ao Carter Center para observarem o processo.
    No sábado (9), a oposicionista disse na rede social X que o diretor de sua campanha no estado de Barinas, Emill Brandt, havia sido sequestrado pelo regime de Nicolás Maduro. Com Brandt, já são quatro os dirigentes de seu partido que foram detidos.
    Em janeiro, três líderes regionais da equipe de campanha de Machado foram presos acusados de estarem supostamente relacionados com planos conspirativos contra o governo de Maduro.
    Eles estão detidos na sede do Helicoide, um edifício construído nos anos 1950 para ser centro comercial, mas que se tornou uma prisão do serviço de inteligência venezuelano. Organizações de direitos humanos qualificam o lugar como “centro de torturas”.

    Bahia Notícias

  • França inclui oficialmente direito ao aborto em sua Constituição e anuncia que tentará expansão do direito para a UE

    No Dia Internacional da Mulher, nesta sexta-feira (8), o governo da França inscreveu oficialmente o direito ao aborto na sua Constituição.

    A inclusão, que foi aprovada pelo Parlamento do país no início desta semana, tornou a França o primeiro país do mundo a tornar a interrupção voluntária da gravidez um direito previsto na Constituição.

    Com a inclusão, o direito ao aborto passou a ser irreversível no país, segundo o presidente francês, Emmanuel Macron.

    A inserção foi feita manualmente com uma impressora do século XIX para selar a alteração na Constituição. Foi a primeira vez que a máquina, de 300 kg, saiu da sala onde fica. A lei foi inserida dentro do Artigo 34 da Constituição francesa.

    O artigo passou a ter a seguinte inscrição: “a lei determina as condições em que uma mulher tem a liberdade garantida de recorrer ao aborto”.

     

    Com a inclusão, a lei entra em vigor oficialmente a partir desta sexta-feira.

    Na cerimônia, ao ar livre em Paris, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que pretende lutar para que o direito se expanda pela União Europeia — a interrupção da gravidez é legalizada na maioria dos países do bloco, mas até diferentes períodos de gestação e, em nenhum caso, está prevista na Constituição.

    A aprovação do projeto, apresentado pelo governo ao Parlamento, foi amplamente celebrado na França. Na segunda-feira, o texto foi aprovado por ampla maioria na Assembleia Nacional (a Câmara dos Deputados da França), milhares de pessoas comemoram em frente à Torre Eiffel, em Paris, que exibiu as inscrições “meu corpo, minhas regras” em uma tela.

    G1

  • Entenda a situação do Haiti e o risco de paramilitares tomarem o poder

    Entenda a situação do Haiti e o risco de paramilitares tomarem o poder

    A situação de conflagração armada no Haiti é hoje mais grave do que nos momentos que antecederam às intervenções militares internacionais de 1994 e 2004, com risco real de grupos paramilitares tomarem o poder, segundo avaliaram dois especialistas no tema ouvidos pela Agência Brasil.

    O primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, ainda não conseguiu voltar ao país depois que grupos paramilitares atacaram uma penitenciária, libertando 4 mil presos, e estiveram próximos de controlar o aeroporto internacional de Porto-Príncipe, capital do país caribenho. Sem conseguir voltar ao Haiti, Henry pousou em Porto Rico, território dos Estados Unidos no Caribe.

    “A situação hoje no Haiti é extremamente perigosa, extremamente volátil, e nós podemos, como sempre acontece no Haiti, esperar o pior: que é a tomada de poder por parte dessas gangues. Uma vez eles tomando o poder, desalojá-los será muito mais custoso”, destacou o o professor aposentado de relações internacionais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Ricardo Seitenfus, que atuou como representante da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Haiti durante a ocupação liderada pelo Brasil.

    O pesquisador do Grupo de Estudos em Conflitos Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), João Fernando Finazzi, destacou que os grupos armados estão mais fortes hoje que antes das últimas intervenções internacionais e acredita que, por isso, há uma possibilidade real de que eles tomem o poder em Porto Príncipe.

    “Os grupos estão mais profissionalizados, com operações com táticas mais complexas, armamento muito mais pesado, ponto 50, rifles, snipers e drones, sendo que boa parte desse armamento, os relatórios da ONU [Nações Unidas] já mostraram, vem dos Estados Unidos, principalmente da Flórida”, destacou.

    As gangues

    O líder de uma dessas gangues com mais visibilidade é Jimmy Cherizier, um ex-policial conhecido como Barbecue e alvo de sanções dos Estados Unidos e da ONU. Autointitulado revolucionário, ele foi a público pedir aos grupos armados que suspendam as hostilidades entre si e se unam para derrubar o primeiro-ministro.

    “Esses grupos que estavam se matando, que estavam disputando o controle no país, eles convergem na pauta de oposição ao governo”, acrescentou Finazzi, que é doutor em relações internacionais pelo programa San Tiago Dantas.

    Para o professor aposentado Ricardo Seitenfus, esses grupos são oportunistas e estão aproveitando o vácuo de poder causado pela fraqueza das forças policiais.

    “Eles veem a oportunidade, primeiro, de fazer os sequestros e aferir lucros com os resgates. Mas notam hoje que eles podem ter um papel político. Há um discurso tentando dizer que esse é um suposto processo revolucionário. O que há por trás disso é que sempre houve uma espécie de conivência, de aceitação, às vezes até de colaboração entre o poder político e as gangues no Haiti”, afirmou.

    João Finazzi reforçou que sempre houve uma relação entre os grupos paramilitares e os partidos políticos no Haiti. Além das gangues com atuação criminosa, Finazzi enfatiza que o Haiti tem grupos armados de autodefesa dentro das comunidades.

    “Tem grupos armados que, por vezes, não são necessariamente gangues puramente criminais. Você tem alguns grupos armados de autodefesa que têm uma certa representatividade comunitária também”, comentou Finazzi, que diz ser difícil definir a natureza desses grupos.

    “É muito difícil distinguir se são grupos criminosos ou se são revolucionários porque pode ser um grupo revolucionário, mas que comete crimes. Ao mesmo tempo, pode ter grupos simplesmente criminosos que usam da ideia de revolução para conseguir alcançar seus fins particulares”, acrescentou.

    Governo não eleito

    Com cerca de 80% da população desempregada e 60%, analfabeta, o Haiti vem registrando uma deterioração da segurança pública desde o assassinato do presidente Jovenel Moïse, em julho de 2021. O caso ainda não foi resolvido e há dezenas de suspeitos, incluindo o próprio primeiro-ministro e a esposa de Jovenel, Martine Moïse.

    Herdeiro político indicado por Moïse, Henry chegou ao poder sem passar por eleições. Apoiado pela comunidade internacional desde então, ele já prometeu realizar eleições por duas vezes. Na última vez, prometeu deixar o cargo em 7 de fevereiro deste ano, o que não aconteceu. Agora, o premiê informa a interlocutores que pretende ficar no governo até agosto de 2025.

    “Ele está no poder há três anos governando por decretos. O Parlamento haitiano não tem nenhum membro. Então, a impressão que se tem, e certamente não é errônea, é de que há uma postergação indefinida desse governo que deveria ser de transição”, destacou o pesquisador João Fernando Finazzi, acrescentando que o Haiti está há sete anos sem eleições.

    “A comunidade internacional falhou em lidar com esse processo exatamente na medida em que não pressionou o suficiente o primeiro-ministro Ariel Henry para que ele realizasse essas eleições”, completou.

     

    Para o professor Seitenfus, o vazio de poder criado pela falta de eleições fortaleceu a ação das gangues. “O grupo do Ariel Henry argumenta que não tem acordo com a oposição para encontrar meios de organizar eleições confiáveis, eleições com participação ampla. Nesse vazio de poder, começaram a surgir e se afirmar cada vez mais essas gangues”, destacou.

    Intervenção Internacional

    Em outubro de 2023, sob a presidência temporária do Brasil, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a Resolução 2.699, autorizando o envio de uma força internacional para ajudar a Polícia Nacional do Haiti a enfrentar os grupos paramilitares.

    Ainda sem data para começar, a força internacional seria liderada por policiais do Quênia. O Benin, outro país africano, também anunciou a disposição de enviar policiais para o Haiti.

    O especialista João Fernando Finazzi tem dúvidas do sucesso de uma ação como essa por considerar que as duas últimas intervenções não conseguiram resolver o problema de segurança do país. A última, liderada pelo Brasil, terminou em 2017.

    “Quando essas intervenções acontecem, elas conseguem, em um ou dois anos, conter esses grupos armados porque existe uma diferença de poder de fogo. Só que, na medida em que essas tropas se retiram, esse quadro volta”, ponderou.

    Ao contrário das intervenções anteriores, desta vez o apoio é bem menor. “Será que uma missão com 4 mil ou 5 mil policiais de diversos países, com baixo poder militar, vão fazer aquilo que os Estados Unidos, em 1994, não conseguiram fazer com 20 mil marines?”, questionou.

    Finazzi lembrou que, na intervenção da década de 1990, os Estados Unidos construíram a atual Polícia Nacional haitiana, fizeram uma reforma no sistema de segurança, financiando e trenando as forças internas. “Poucos anos depois, em 2004, você teve um cenário muito parecido com o que a gente está enxergando agora”, comentou.

    O professor Ricardo Seitenfus, por sua vez, acredita que essa possível intervenção encontrará forte resistência armada. “A confrontação ocorrerá, entre essa missão multinacional que diz que chegará no Haiti e não se sabe quando, composta por militares, mas sobretudo policiais do Quênia e de outros países, contra essas guerrilhas são muito bem armadas, são jovens, assassinos, sequestradores e que não têm nenhum receio de enfrentar essa missão”, destacou.

    Agência Brasil

  • Índia: influenciadora brasileira que denunciou estupro coletivo é indenizada em R$ 60 mil

    Índia: influenciadora brasileira que denunciou estupro coletivo é indenizada em R$ 60 mil

    A influencer goiana Fernanda Santos, que denunciou ter sido vítima de um estupro coletivo em uma viagem com o marido à Índia, na última sexta-feira (1º), foi indenizada pelo governo do estado de Jharkand, onde aconteceu o crime. O valor recebido, cerca de 12 mil dólares, equivale a R$ 60 mil.

     

    “Fizemos uma investigação rápida e, por parte da administração distrital, estamos fornecendo toda a ajuda a eles [Fernanda e Vicente]. No âmbito do esquema de compensação às vítimas, demos a eles Rs 10 lakhs. Tentaremos um julgamento e condenação rápidos [dos suspeitos]”, afirmou, em entrevista a repórteres da imprensa local.

     

    À reportagem, Vicente Barbera, marido de Fernanda, falou sobre o recebimento da indenização.

    “Aqui é lei. Não tem como falar que não aceito ou fazer outra coisa. Qualquer vítima tem direito a uma indenização aqui na Índia”, afirmou.

    Suspeitos

    A Polícia do distrito de Dumka, na Índia, publicou uma foto informando a prisão de três homens suspeitos de participarem do estupro coletivo da brasileira Fernanda Santos. Nas redes sociais, a vítima contou que viajava junto com o marido dela, o espanhol Vicente Barbera, pelo continente asiático, quando foram atacados por sete homens. Quatro suspeitos continuam foragidos.

    A identidade de nenhum dos três presos foi revelada. Segundo Fernanda e o marido, a polícia indiana já tem informações de para onde os outros homens podem ter fugido e trabalha para encontrá-los, mas pediram para que o casal não fale sobre o assunto para não atrapalhar nas investigações

    Entenda o caso

    O crime aconteceu no distrito de Dumka, na sexta-feira (1º). Nas redes sociais, Fernanda Santos publicou um vídeo em que aparece com o rosto todo machucado.

    Ela disse que chegou a pensar que iria morrer naquele momento. “Meu rosto está assim, mas não é o que mais me dói. Graças a Deus estamos vivos”, afirmou.

    Antes disso, em um vídeo compartilhado também nas redes sociais, Fernanda aparece com o marido, o espanhol Vicente Barbera, e fala sobre o ocorrido.

    “Nos aconteceu algo que não desejaríamos a ninguém. Sete homens me violaram, nos espancaram e nos roubaram, embora não tenham levado muitas coisas porque o que queriam era me violar. Estamos no hospital com a polícia”, detalhou.

    G1
  • Governo brasileiro acompanha “com preocupação” situação no Haiti

    Governo brasileiro acompanha “com preocupação” situação no Haiti

    Os tiroteios se intensificaram nesta segunda-feira (4) em vários pontos da capital do Haiti, Porto Príncipe, incluindo no aeroporto, em mais um dia de violência, enquanto o paradeiro do primeiro-ministro, Ariel Henry, continua a ser desconhecido.

    Diante do cenário, o governo brasileiro informou que “acompanha, com preocupação, a grave deterioração da situação de segurança pública no Haiti, que levou à decretação do estado de emergência naquele país”.

    Em nota, o Itamaraty também cobrou da comunidade internacional que tome medidas concretas para apoiar o país, com o envio de uma missão internacional de segurança.

    “Ao recordar seu histórico compromisso com a estabilização do Haiti, o Brasil conclama a comunidade internacional a adotar, com urgência, passos concretos para apoiar o país, em particular por meio da implementação da Resolução 2699 (2023) do Conselho de Segurança da ONU, que cria a Missão Multinacional de Apoio à Segurança no Haiti (MSS), bem como por meio de ações em prol do desenvolvimento do país.”

    O governo brasileiro também cobrou das lideranças haitianas que contribuam para a realização de eleições, assim que a situação de violência esteja minimamente contornada, para garantir segurança a eleitores e candidatos.

    “O governo brasileiro reitera, igualmente, a importância de que os principais atores políticos haitianos se engajem em processo de diálogo nacional, com vistas à realização de eleições tão logo sejam dadas as condições de segurança”.

    Segundo o Itamaraty, a embaixada em Porto Príncipe está em contato com a comunidade brasileira e não há registro de nenhum brasileiro afetado diretamente pela violência.

    Confrontos e fuga de presos

    Nas últimas horas, aumentou o número de desalojados que fogem dos confrontos entre bandos armados e a polícia no centro da capital. Enquanto isso, continuam surgindo informações sobre possíveis ataques contra instituições públicas.

    No sábado (2), quadrilhas armadas atacaram as duas maiores prisões do Haiti, La Capitale e Croix des Bouquets, de onde fugiram cerca de 3,6 mil detentos, muitos deles líderes de bandos.

    Ontem, enquanto escolas, universidades, estabelecimentos privados e instituições públicas da capital permaneceram fechados, o exército e a polícia foram destacados para o principal aeroporto de Porto Príncipe, Toussaint Louverture, para enfrentar bandos armados que tentaram, novamente, tomar o controle do terminal.

    A troca de tiros criou uma situação de tensão na região, com pessoas fugindo em pânico. Durante o dia, todos os voos no aeroporto foram cancelados, à medida que cresciam os rumores de que Ariel Henry iria regressar em breve ao país.

    Esta nova escalada de violência no Haiti começou na quinta-feira, depois de o primeiro-ministro das Bahamas, Phillip Davis, ter informado que Henry tinha se comprometido a realizar eleições até 31 de agosto de 2025, enfurecendo os líderes das quadrilhas armadas que exigem a demissão do chefe do governo.

    Atualmente, na ausência de Henry, o primeiro-ministro interino do Haiti é o ministro da Economia, Patrick Michel Boivert, que decretou, no domingo (3), o estado de emergência e um toque de recolher obrigatório de 72 horas no departamento ocidental, onde se situa a capital, que pode ser alargado por mais 72 horas.

    Agência Brasil

  • Índia: força-tarefa procura quatro suspeitos de estupro coletivo de brasileira

    Índia: força-tarefa procura quatro suspeitos de estupro coletivo de brasileira

    Três homens compareceram a um tribunal pela acusação de estupro coletivo de uma turista brasileira que viajava por uma região remota da Índia com o marido, informou a imprensa local nesta segunda-feira (4) A polícia procura outros quatro suspeitos do crime.

    O ataque ocorreu na noite de sexta-feira, no distrito de Dumka, no estado de Jharkhand, no leste da Índia), onde o casal, que viajava de moto, parou para acampar.

    Sete homens teriam atacado a mulher.

    “Formamos uma equipe para descobrir o paradeiro dos suspeitos”, declarou à AFP o policial Pitamber Singh Kherwar. “Em breve eles serão detidos”, prometeu.

    Kherwar anunciou também que uma equipe especial foi criada para examinar a cena do crime.

    “Temos que garantir uma punição rigorosa”, disse Kherwar, segundo a agência de notícias Press Trust of India (PTI).

    Três homens foram escoltados ao tribunal no domingo, com as cabeças cobertas, por policiais. Os três permanecem em prisão preventiva.

    A turista e o marido também compareceram ao tribunal.

  • Haiti declara emergência e toque de recolher após fuga de milhares de detentos

    Haiti declara emergência e toque de recolher após fuga de milhares de detentos

    O governo do Haiti decretou estado de emergência e toque de recolher noturno em Porto Príncipe no domingo (3), após um ataque contra uma penitenciária que deixou pelo menos 10 mortos e permitiu a fuga de milhares de detentos.

    O governo decretou estado de emergência no departamento Ouest, que inclui Porto Príncipe, a capital do país, e um toque de recolher entre 18h00 e 5h00 entre domingo e quarta-feira, 6 de março, informou um comunicado oficial.

    O estado de emergência e o toque de recolher poderão ser prolongados.

    O ministro da Economia, Patrick Michel Boisvert, assinou o decreto como primeiro-ministro em exercício do país.

    O primeiro-ministro Ariel Henry estava no Quênia para assinar um acordo para o envio de policiais do país africano como parte de uma missão apoiada pela ONU para ajudar a restabelecer a ordem no país caribenho, muito afetado pelas ações das gangues.

    O governo indicou que o objetivo das restrições é “restabelecer a ordem e tomar as medidas apropriadas para recuperar o controle da situação”.

    O toque de recolher foi instaurado “devido à deterioração da segurança” em Porto Príncipe, onde são registrados “atos criminosos cada vez mais violentos perpetrados por gangues armadas”, afirma o comunicado.

    “A fuga de presos perigosos coloca em risco a segurança nacional”, destacou o governo.

    “As forças de segurança receberam ordens para utilizar todos os recursos legais à disposição para fazer cumprir o toque de recolher e prender todos os infratores”, acrescenta a nota oficial.

    Fuga, crimes e gangues

     

    O Haiti, país pobre do Caribe, enfrenta uma grave crise política, humanitária e de segurança desde o assassinato do presidente Jovenel Moïse em 2021.

    As forças de segurança estão sobrecarregadas pela violência das gangues, que assumiram o controle de áreas inteiras do país, incluindo a capital.

    Pelo menos dez pessoas morreram depois que grupos criminosos atacaram na noite de sábado a Penitenciária Nacional de Porto Príncipe, resultando na fuga de detentos.

    “Foram contabilizados muitos corpos de detentos”, declarou no domingo o diretor executivo da ONG Rede Nacional de Defesa dos Direitos Humanos (RNDDH), Pierre Espérance.

    Ele informou que apenas uma centena de presos permaneciam na penitenciária, que antes do ataque tinha 3.800 detentos.

    Um jornalista da AFP visitou a prisão na manhã de domingo e observou uma dezena de corpos nos arredores do local, alguns deles com marcas de tiros.

    A porta estava aberta e não havia quase ninguém, segundo o correspondente.

    Desde quinta-feira, gangues armadas atacaram locais estratégicos da capital, alegando que pretendiam derrubar o governo do polêmico primeiro-ministro Ariel Henry, que está no poder desde 2021 e deveria ter abandonado o cargo no início de fevereiro.

    No sábado, policiais “tentaram repelir um ataque de grupos criminosos à Penitenciária Nacional e à prisão Croix des Bouquets”, informou o governo haitiano.

    Os ataques deixaram presos e funcionários do sistema penitenciário feridos.

    O governo denunciou “a selvageria de criminosos fortemente armados que queriam a todo custo libertar pessoas detidas, principalmente por sequestro, assassinato e outros crimes graves”.

    A polícia nacional anunciou que fará “tudo o que estiver ao seu alcance para localizar os prisioneiros fugitivos e prender os responsáveis pelos atos criminosos e os seus cúmplices”.

    Ainda não foi possível determinar quantos detentos fugiram da prisão de Croix des Bouquets, segundo Pierre Espérance.

    Criminosos comuns, líderes de gangues e os acusados pelo assassinato do presidente Jovenel Moïse estavam na Penitenciária Nacional, que fica a poucas quadras do Palácio Nacional.

    G1