Categoria: Mundo

  • Conselho de Segurança deve votar adesão da Palestina à ONU na quinta-feira

    Conselho de Segurança deve votar adesão da Palestina à ONU na quinta-feira

    O Conselho de Segurança da ONU deve ser pronunciar na quinta-feira (18) sobre o pedido da Palestina de adesão plena às Nações Unidas, indicaram várias fontes diplomáticas à AFP.

    Em meio à ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza, os palestinos reviveram no início de abril uma candidatura à adesão que haviam apresentado pela primeira vez ao órgão mundial em 2011.

    No entanto, os Estados Unidos já expressaram repetidamente oposição à proposta. Os norte-americanos possuem poder de veto no Conselho de Segurança.

    A Assembleia Geral pode admitir um novo Estado membro com uma votação de dois terços da maioria, mas somente depois que o Conselho de Segurança der sua recomendação.

    O bloco regional Grupo Árabe emitiu uma declaração nesta terça-feira (16) afirmando seu “apoio inabalável” à candidatura dos palestinos.

    “A adesão às Nações Unidas é um passo crucial na direção certa para uma resolução justa e duradoura da questão palestina em conformidade com o direito internacional e as relevantes resoluções da ONU”, diz a declaração.

     

    A Argélia, membro não permanente do Conselho de Segurança, redigiu a resolução que “recomenda” à Assembleia Geral “que o Estado da Palestina seja admitido como membro das Nações Unidas”.

    A votação de quinta-feira coincidirá com uma reunião do Conselho de Segurança agendada várias semanas atrás para discutir a situação em Gaza, à qual se espera a presença de ministros de vários países árabes.

    Os palestinos, que têm status de observador nas Nações Unidas desde 2012, têm feito lobby há anos para obter a adesão plena.

    G1

  • Como ataque do Irã a Israel foi visto pelos iranianos

    Como ataque do Irã a Israel foi visto pelos iranianos

    O Irã realizou pela primeira vez na sua história um ataque contra Israel diretamente a partir do seu território.

    Para iranianos, o ato foi considerado importante para que a Guarda Revolucionária da República Islâmica do Irã mantivesse a sua credibilidade junto dos seus aliados na região e seus simpatizantes internos. O seu objetivo era demonstrar a disposição do Irã para o confronto e a capacidade dos seus mísseis e drones.

    A Guarda Revolucionária foi criada há 45 anos para defender o sistema islâmico do país e servir de contrapeso às forças armadas normais. Desde então, ela se tornou uma importante força militar, política e econômica dentro do país e na região.

    Após o ataque de sábado (13/4) à noite, muitos apoiadores da República Islâmica do Irã saíram às ruas de Teerã para comemorar. Muitos traziam símbolos palestinos.

    “Acho que foi a decisão certa atacar Israel para evitar novos assassinatos de comandantes iranianos na Síria e em outros lugares”, disse uma mulher com cerca de 20 anos, que apoia o governo do Irã, em mensagem de voz enviada à BBC Persian — serviço de notícias da BBC em farsi.

    No entanto, muitos críticos afirmam que o regime não representa necessariamente as opiniões de toda a população iraniana.

    “Não somos a República Islâmica, somos o verdadeiro Irã. Os próprios iranianos estão em guerra com o regime atual. Não guardamos rancor de nenhuma nação, incluindo Israel”, disse um homem de 40 anos em mensagem de voz enviada para a BBC Persian.

    Outra mulher na casa dos 50 anos se disse preocupada com a possibilidade de o ataque desencadear uma guerra regional do Irã contra Israel e seus aliados ocidentais.

    Este sentimento se refletiu em uma nova queda na cotação da moeda iraniana contra o dólar americano.

    Filas e pânico no Irã

     

    Os iranianos agora temem retaliação de Israel e dos seus aliados após o ataque do fim de semana. Houve pânico entre iranianos, com cidadãos correndo para estocar alimentos e combustível.

    Longas filas se formaram em postos de gasolina em Teerã e em outras grandes cidades. Os supermercados ficaram lotados.

    Embora Israel afirme ter interceptado com sucesso 99% dos 300 mísseis e drones lançados contra o seu território, as autoridades iranianas celebraram o ataque como um sucesso, destacando o seu impacto simbólico, independentemente das vítimas reais causadas.

    O chefe do Estado-Maior iraniano, major-general Mohammad Bagheri, afirmou que entre os alvos dentro de Israel estava a base aérea israelense de Notam, de onde voaram os aviões F35 israelenses que causaram a morte de 7 comandantes da Guarda revolucionária iraniana há duas semanas no consulado iraiano em Damasco.

    Ele também garantiu que o Irã alcançou o seu objetivo e não tem intenção de continuar as operações. O presidente iraniano, Ebrahim Raisi, advertiu, no entanto, que qualquer novo ataque provocaria uma resposta muito mais forte do Irã.

    Aparentemente, militares e autoridades governamentais estão satisfeitos com o ataque de sábado, e o clima no Irã agora é de redução das tensões.

    “O Irã nunca pretende contribuir para as repercussões do conflito na região, nem para escalar ou prolongar a tensão”, disse no domingo (14/4) o embaixador do Irã na ONU em uma sessão de emergência do Conselho de Segurança.

    E há uma leitura de que o Irã, ao dar a Israel tempo suficiente para montar as suas medidas defensivas, não tinha intenção de causar maiores danos ou vítimas.

    Crise de legitimidade

     

    Muitos iranianos são contra as intervenções da Guarda Revolucionária Iraniana na região.

    Vários iranianos afirmam que os bilhões de dólares gastos na organização, treinamento e armamento de milícias no exterior poderiam ter sido usados no desenvolvimento do país.

    A intromissão do Irã na região levou a sanções e ao isolamento, o que prejudicou a economia do país. A inflação está disparando e até a classe média iraniana tem cada vez mais dificuldades econômicas.

    As vozes que ouvimos do Irã indicam que o regime não tem apoio da maioria da população, especialmente em caso de guerra.

    É um cenário radicalmente diferente daquele observado durante os oito anos de conflito com o Iraque na década de 1980, quando milhões de jovens iranianos defenderam fervorosamente o seu país contra o regime de Saddam Hussein.

    Um veterano da guerra Irã-Iraque manifestou sua oposição ao governo e sua dura repressão aos críticos. “Eu nunca mais lutaria por eles”, disse ele.

    As políticas do regime mudaram a opinião até dos antigos apoiadores e alteraram significativamente o cenário político.

    O Irã tem capacidade de lançar uma combinação poderosa de ataques com mísseis e drones, reforçada pelo forte apoio das milícias xiitas no Líbano, Síria e Iraque, bem como dos Houthis no Iêmen. Mas parece que o ataque foi projetado para causar o mínimo de baixas a Israel.

    Em tempos de guerra, a República Islâmica do Irã não está apenas preocupada com a capacidade militar de Israel e do seu aliado, os Estados Unidos, mas também com uma possível agitação interna.

    Os protestos de 2022 após a morte de Mahsa Amini sob custódia policial expuseram a vulnerabilidade do regime.

    Muitos líderes da República Islâmica do Irã temem que ataques aos centros de comando e comunicação das forças de segurança iranianas e da Guarda Revolucionária, em caso de uma guerra com Israel e os Estados Unidos, poderia reacender os protestos e animar os opositores do regime.

     

    G1
  • Austrália: homem invade igreja e esfaqueia líder religioso

    Austrália: homem invade igreja e esfaqueia líder religioso

    Um homem esfaqueou o líder religioso de uma igreja em Sydney, na Austrália, nesta segunda-feira (15), de acordo com a polícia local.

    Ainda segundo a polícia, outra pessoas que participavam do serviço religioso também foram esfaqueadas. O bispo que conduzia a missa, um famoso líder religioso da Igreja Aramaica Assíria identificado como Mar Mari Emmanuel, foi atingido várias vezes e levado a um hospital, mas não corre risco de vida, ainda segundo a polícia.

    O criminoso foi preso, e as motivações do crime ainda não haviam sido divulgadas até a última atualização desta reportagem.

    Este é o segundo caso de esfaqueamento em locais públicos em Sydney nos últimos três dias. No sábado (13), um homem esfaqueou várias pessoas dentro de um shopping na região metropolitana da cidade. Seis elas, todas mulheres, morreram.

    O homem foi baleado e morto pela polícia.

    G1

  • Milei se encontra com Elon Musk e oferece ajuda na disputa contra o STF no Brasil

    Milei se encontra com Elon Musk e oferece ajuda na disputa contra o STF no Brasil

    Em meio às recorrentes “farpas” entre Elon Musk e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, o presidente da Argentina, Javier Milei, se encontrou com o bilionário no Texas nesta sexta-feira (12), na fábrica da montadora de carros elétricos Tesla.

    De acordo com o governo argentino, entre uma lista de outros temas abordados, Milei “ofereceu colaboração neste conflito entre a rede social X no Brasil e o marco do conflito judicial e político no país”, disse a assessoria do argentino.

    De acordo com a Folha de São Paulo, não foram dados detalhes de como seria essa colaboração ofertada pelo presidente libertário, que no decorrer da última semana fez um giro pelos Estados Unidos, onde se encontrou com empresários e com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e deu entrevistas.

    Buenos Aires também comunicou que no encontro o dono do X (antigo Twitter) e Milei acordaram que vão realizar “muito em breve” um grande evento na Argentina para “fomentar as ideias da liberdade”.

    Entre outros temas, Musk teria abordado suas ideias sobre como fomentar as taxas de natalidade ao redor do mundo, “enfatizando que o decrescimento das populações pode ser o fim da nossa civilização”. Apesar de se definir como um “absolutista da liberdade de expressão” e ter protestado contra o que definiu como “tanta censura” de Moraes, Musk tem cumprido, sem reclamar, centenas de ordens de remoção de conteúdo vindas dos governos da Índia e da Turquia, como mostrou a Folha de S.Paulo.

    Musk trava uma disputa com o ministro Alexandre de Moraes, a quem tem chamado de ditador. Moraes, por sua vez, determinou a investigação de Musk, que ameaçou liberar contas bloqueadas na Justiça por fake news. Moraes incluiu Musk no inquérito que apura a existência de milícias digitais antidemocráticas e seu financiamento.

    Na quarta-feira (10), Lula disse que Musk nunca produziu “um pé de capim no Brasil” e defendeu o STF. No dia anterior, o presidente brasileiro havia dito que bilionários do mundo precisam aprender a preservar a floresta, fazendo uma referência indireta ao dono do X.

    Bahia Notícias

  • EUA enviam general de alto escalão para Israel em meio a risco de ataque do Irã

    EUA enviam general de alto escalão para Israel em meio a risco de ataque do Irã

    Os EUA enviaram seu mais alto comandante militar no Oriente Médio para Israel em meio à escalada das tensões entre Teerã e Tel Aviv.

    O general Michael E. Kurilla se reuniu com autoridades das Forças Armadas de Israel depois de o presidente Biden reafirmar seu apoio ao país no caso de um ataque iraniano, apesar das críticas pontuais de Washington à campanha militar em Gaza.

    Segundo o jornal “The Wall Street Journal”, Israel está em alerta para um possível ataque direto do Irã a seu território, que pode ocorrer nesta sexta-feira (12) ou no sábado. O regime iraniano prometeu vingança depois que um bombardeio israelense em Damasco, na Síria, atingiu seu consulado, matando comandantes da Guarda Revolucionária.

    Em várias cidades israelenses o sinal de GPS está bloqueado, na tentativa de evitar ataques de mísseis ou drones. Além disso, funcionários do governo americano no país estão proibidos de deixar as cidades de Tel Aviv, Jerusalém e Bersebá.

    Segundo o “New York Times”, o general Kurilla vai coordenar com Israel um plano de ação contra uma possível retaliação do Irã, além de discutir a guerra contra o Hamas, em Gaza, e as operações de ajuda humanitária ao território.

    Fome em Gaza

     

    Os atritos recentes entre Israel e Irã atrapalham as negociações por um cessar-fogo em Gaza e pela libertação dos reféns israelenses em poder do Hamas.

    Ao mesmo tempo, a fome extrema avança em Gaza, sobretudo na região norte do território palestino, segundo a chefe da USAID, a Agência Humanitária dos EUA. Segundo Samantha Power, o fluxo de ajuda humanitária não aumentou no território, conforme o prometido por Netanyahu uma semana atrás.

    Ataque na Síria

     

    No último dia 1º, Aviões militares de Israel atingiram o consulado do Irã em Damasco, na Síria, e mataram Mohammad Reza Zahedi, comandante sênior da Guarda Revolucionária do Irã, de acordo com a mídia estatal iraniana.

    A Guarda Revolucionária do Irã anunciou que sete de seus membros, entre eles três comandantes, morreram no bombardeio israelense. Segundo a organização, além de Mohammad Reza Zahedi, os comandantes mortos incluem Mohammad Hadi Haji Rahimi, nº 2 de Zahedi, e outro comandante sênior. Os três fariam parte da Força Qods, o braço de operações exteriores do grupo.

    G1

  • Morre Ted Toleman, dono da primeira equipe de Ayrton Senna na Fórmula 1

    Morre Ted Toleman, dono da primeira equipe de Ayrton Senna na Fórmula 1

    Morreu aos 86 anos o empresário britânico Ted Toleman, o fundador da equipe Toleman de Fórmula 1, que deu a Ayrton Senna a sua primeira chance na categoria.

    Apaixonado por automobilismo, Ted patrocinava pilotos em categorias de base no Reino Unido antes de montar equipes na Fórmula Ford 2000 inglesa e na Fórmula 2. Em 1981, decidiu finalmente se aventurar na Fórmula 1.

    Sem orçamento para competir com equipes maiores pelas primeiras posições, e equipado com um modesto motor Hart, a Toleman se consolidou como um time do meio do pelotão. Seu momento de maior brilho ocorreu em 1984, com a chegada do brasileiro Ayrton Senna.

     

    Senna era campeão da Fórmula 3 inglesa e havia testado carros vencedores, como a Williams e a McLaren, e chegou ter convites de equipes maiores — mas escolheu a Toleman por entender que haveria menor pressão e mais tempo para se adaptar à principal categoria do automobilismo.

    Foi com Senna que a equipe conquistou seus três únicos pódios. O mais famoso deles foi no GP de Mônaco, quando o diretor de prova encerrou a corrida por causa da chuva, no momento em que o brasileiro estava na segunda posição. Senna estava diminuindo a diferença para o francês Alain Prost, o vencedor, e contestou a decisão, acreditando que poderia vencer.

     

    Durante toda a incursão na Fórmula 1, Ted Toleman delegou a função de chefe de equipe a Alex Hawkridge. Além de Senna, o time deu oportunidades a outras figuras vencedoras, como o projetista sul-africano Rory Byrne, que participou da criação dos carros com que Michael Schumacher conquistou todos os seus sete títulos, e o engenheiro Pat Symonds.

    A Toleman nunca conquistou uma vitória na categoria principal, mas deixou uma pole position registrada em 1985, no GP da Alemanha, com Teo Fabi. No ano seguinte, o grupo Benetton assumiu a equipe.

    G1

  • Em campanha, Trump diz que direito ao aborto deve ser decidido pelos estados, e não por lei federal nos EUA

    O candidato republicano à Presidência dos EUA, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (8) que ele segue acreditando que as leis sobre aborto devem ser decididas pelos estados nos EUA, e não deve tentar uma proibição federal à prática, caso seja eleito.

    “Minha opinião é que agora que temos o aborto onde todos queriam do ponto de vista legal, os estados irão determiná-lo por voto ou legislação ou talvez as duas coisas. O que decidirem deve ser a lei do país, neste caso, a lei do estado”, disse Trump, em um vídeo publicado na sua rede social.

    Desde que a Suprema Corte dos EUA, de maioria conservadora, mudou seu entendimento sobre o aborto, concedendo aos estados o poder de proibir a sua prática, o tema tem ganhado relevância nas discussões da sociedade norte-americana. O assunto deve ser um dos protagonistas das próximas eleições presidenciais, em novembro.

  • Vaticano classifica mudança de gênero e aborto de ‘ameaças graves à dignidade humana’

    Vaticano classifica mudança de gênero e aborto de ‘ameaças graves à dignidade humana’

    Em documento divulgado nesta segunda-feira (8), o Vaticano chamou as cirurgias de mudança de sexo, o aborto, a eutanásia e a barriga de aluguel de “ameaças graves à dignidade humana”.

    O documento, chamado de “Dignitas infinita”, foi aprovado pelo papa Francisco e elaborado pela ala mais conservadora da Igreja Católica, liderada por bispos da África.

    O novo posicionamento ocorre em reação a outro documento lançado pela Vaticano há quatro meses no qual o papa autoriza que padres deem bênçãos a casais do mesmo sexo dentro do igrejas.

    Segundo o chefe do Gabinete de Doutrinamento do Vaticano, o cardeal Victor Manuel Fernández, que divulgou o novo documento, o papa Francisco aprovou a carta após solicitar que os bispos mencionassem nele também “a pobreza, a situação dos migrantes, a violência contra as mulheres, o tráfico de seres humanos, a guerra e outros temas” também fossem classificados como ameaças graves à dignidade humana.

    Veja abaixo alguns pontos do novo documento:

    • Barriga de aluguel – a declaração afirma que a barriga de aluguel viola a dignidade tanto da mulher responsável pela gestação como a da criança, e lembra que o pontífice chamou esse método de “desprezível”.
    • Mudança de gênero – os bispos afirmam no documento que “qualquer intervenção de mudança de sexo, em regra, corre o risco de ameaçar a dignidade única que a pessoa recebeu desde o momento da concepção”.
    • Aborto, eutanásia e pena de morte – a declaração também reforça a condenação permanente do Vaticano ao aborto, à eutanásia e à pena de morte, citando o papa Francisco, seus antecessores Bento XVI e João Paulo II e documentos anteriores do Vaticano.
    • Abuso sexual – a nova carta também classifica o abuso sexual como uma ameaça à dignidade humana e diz que o crime é “generalizado na sociedade”, incluindo dentro da Igreja Católica. Também faz a mesma classificação para a violência contra as mulheres, o cyberbullying e outras formas de abuso on-line.

     

    G1
  • Finlândia: ataque a tiros deixa uma criança morta e duas gravemente feridas em escola

    Finlândia: ataque a tiros deixa uma criança morta e duas gravemente feridas em escola

    Um ataque a tiros deixou uma criança morta e duas gravemente feridas na cidade finlandesa de Vantaa, um subúrbio da capital, Helsinque, nesta terça-feira (2). As informações são da polícia local.

    Um menor suspeito de abrir fogo e balear os adolescentes foi detido, acrescentou a polícia local, que seguia na região da escola Viertola horas após a ação.

    As vítimas e o menino detido têm 12 anos, segundo a polícia.

    As três crianças atingidas foram levadas a um hospital da região, disse um porta-voz da polícia à Reuters. Uma delas, porém, teria morrido imediatamente.

    De acordo com a polícia, a detenção do suspeito e da arma ocorreu no subúrbio de Siltamaki, cerca de 3 km distante da escola Viertola.

    Ao comentar o ataque, o primeiro-ministro da Finlândia, Petteri Orpo, disse que o episódio “nos choca profundamente”, em paticular pela idade dos envolvidos. Ele afirmou também que a motivação do ataque ainda não é conhecida pelas autoridades.

     

    A instituição de ensino onde ocorreu o ataque tem cerca de 800 alunos, do primeiro ao nono ano, e uma equipe de cerca de 90 pessoas.

    “O perigo imediato acabou”, disse Sari Laasila, diretor da escola de Viertola, à Reuters, recusando-se a comentar mais sobre o incidente.

    “O dia começou de uma forma horrível. Houve um tiroteio na escola Viertola, em Vantaa. Só posso imaginar a dor e a preocupação que muitas famílias estão sentindo neste momento. O suspeito do crime foi capturado”, postou a ministra do Interior, Mari Rantanen no X.

     

    Casos anteriores

     

    A Finlândia já registrou casos de ataques a tiros em escola no passado. Em 2007, Pekka-Eric Auvinen matou a tiros seis estudantes, a enfermeira da escola, o diretor e ele próprio usando uma arma na Jokela High School, perto de Helsinque.

    Um ano depois, em 2008, Matti Saari, outro estudante, abriu fogo numa escola profissionalizante em Kauhajoki, noroeste do país. Ele matou nove estudantes e um funcionário antes de apontar de se matar.

    A Finlândia reforçou a sua legislação sobre armas em 2010, introduzindo um teste de aptidão para todos os requerentes de licenças de armas de fogo. O limite de idade para os candidatos também foi alterado de 18 para 20 anos.

    Existem mais de 1,5 milhão de armas de fogo licenciadas e cerca de 430 mil titulares de licenças no país de 5,6 milhões de habitantes, onde a caça e o tiro ao alvo são atividades populares.

    G1
  • Turquia: em pior derrota eleitoral, partido de Erdogan perde Istambul e não consegue retomar Ancara

    Turquia: em pior derrota eleitoral, partido de Erdogan perde Istambul e não consegue retomar Ancara

    Há 20 anos no poder, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, sofreu sua maior derrota nas urnas nas eleições municipais e estaduais realizadas no domingo (31) no país.

    Nesta segunda-feira (1º), com cerca de 99% dos votos apurados, a oposição reivindicou vitória nas duas principais cidades turcas: a capital, Ancara, e Istambul, cidade que Erdogan foi prefeito e onde começou sua carreira política.

    A votação também consolidou a oposição — acuada pela expansão de poderes de Erdogan aprovadas por ele mesmo nos últimos anos — como força política. O nome do presidente da Câmara de de Deputados de Istambul, Ekrem Imamoglu, também surgiu como principal rival do presidente.

    Com 92,92% das urnas apuradas em Istambul, a maior cidade da Europa e o motor econômico do país, Imamoglu teve 50,92% dos votos, em comparação com 40,05% do candidato do AKP, o ex-ministro de Erdogan Murat Kurum.

    Sua sigla, o Partido Popular Republicano (CHP), também conseguiu manter o controle de Ancara e ganhou outras 15 prefeituras pelo país.

    Em discurso na madrugada desta segunda-feira, Erdogan, reeleito em 2023, reconheceu a derrota.

    Uma das explicações, apontadas em pesquisas de intenção de voto antes das eleições, é o aumento da inflação no país aliado a uma insatisfação crescente de eleitores islâmicos insatisfeitos com o governo de Erdogan.

    “Aqueles que não entendem a mensagem da nação acabarão perdendo”, disse Imamoglu, 53 anos, a milhares de apoiadores exultantes na noite de domingo, alguns deles gritando para que Erdogan renunciasse.

     

     

    A derrota acontece também após um forte envolvimento do presidente turco nas campanhas de seu partido em Istambul e Ancara.

    Nesta madrugada, dirigindo-se às multidões reunidas na sede do AKP em Ancara, ele afirmou que a sua aliança “perdeu altitude” em todo o país e tomará medidas para transmitir a mensagem dos eleitores.

    “Se cometemos um erro, iremos corrigi-lo” nos próximos anos, disse ele. “Se faltar alguma coisa, vamos completá-la.”

    G1