Categoria: Mundo

  • Itamaraty pede que Israel cumpra decisão de Tribunal Internacional

    Itamaraty pede que Israel cumpra decisão de Tribunal Internacional

    O Ministério das Relações Exteriores (MRE) pediu que Israel cumpra imediatamente as determinações da Corte Internacional de Justiça (CIJ). Em nota oficial, o Itamaraty destacou o caráter vinculante das medidas cautelares aprovadas no processo movido pela África do Sul.

    “O governo brasileiro tem a convicção de que as medidas cautelares contribuirão para garantir o cumprimento da Convenção e a proteção dos direitos do povo palestino, bem como o necessário e imediato alívio humanitário, conduzindo à pronta cessação das hostilidades”, destacou o Ministério das Relações Exteriores.

    Em contrapartida, a nota oficial reforçou a importância da imediata liberação dos cerca de 130 reféns que permanecem em poder do grupo Hamas. O Itamaraty repetiu a defesa da solução de dois Estados.

    “O Brasil reitera a defesa de um Estado palestino economicamente viável convivendo lado a lado com Israel, em paz e segurança, dentro de fronteiras mutuamente acordadas e internacionalmente reconhecidas, que incluem a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, tendo Jerusalém Oriental como sua capital”, concluiu o comunicado.

    Nesta sexta-feira (26), a CIJ, mais alta instância das Nações Unidas, determinou que Israel permita a chegada de ajuda humanitária à Faixa de Gaza. O tribunal também decidiu que o governo israelense deve evitar que suas forças cometam genocídio.

    A corte, no entanto, não se pronunciou diretamente sobre a acusação principal do processo: se a população da Faixa de Gaza sofre genocídio. O principal argumento foi o de que processos de genocídio são complexos e que uma decisão definitiva leva anos.

    Agência Brasil

  • Primeira decisão sobre acusação de genocídio a Israel sai na sexta

    Primeira decisão sobre acusação de genocídio a Israel sai na sexta

    A Corte Internacional de Justiça (CIJ) informou nesta quarta-feira (24) que vai anunciar na sexta-feira (26) sua decisão sobre a denúncia feita pela África do Sul contra o Estado de Israel de violação da Convenção das Nações Unidas sobre o Genocídio, na Faixa de Gaza. Na ação, o país africano pede medidas imediatas para suspender as ações militares de Israel contra os palestinos. 

    A juíza Joan E. Donoghue, presidente da Corte, vai ler a decisão em uma sessão pública do tribunal, no Palácio da Paz, em Haia, nos Países Baixos.

    No dia 29 de dezembro do ano passado, a África do Sul apresentou um pedido contra Israel alegando o descumprimento das suas obrigações nos termos da Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio em relação aos palestinos na Faixa de Gaza.

    A convenção, criada em 1948 em resposta ao Holocausto na Segunda Guerra Mundial, caracteriza genocídio como atos “cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso”.

    Na sua petição, a África do Sul também solicita ao tribunal que indique medidas provisórias para “proteger contra danos ainda mais graves e irreparáveis os direitos que o povo palestino tem assegurado pela Convenção do Genocídio” e para “garantir que Israel cumpra as suas obrigações” de não cometer genocídio, bem como a preveni-lo e puni-lo.

    No dia 11 de janeiro, houve uma primeira audiência sobre o caso, na qual representantes do governo da África do Sul sustentaram que o Estado de Israel promove um genocídio sistemático contra o povo palestino, acrescentando que essas ações configuram uma colonização da Palestina.

    O embaixador sul-africano em Haia, Vizdomuzi Madonsela, afirmou que as atuais ações de Israel são a continuidade de atos perpetrados contra o povo palestino desde 1948. “O pedido coloca os atos e omissões genocidas de Israel no contexto mais amplo dos 75 anos de Israel, anos de apartheid, ocupação de 56 anos e cerco de 16 anos imposto à Faixa de Gaza”.

    No dia seguinte (12), foi a vez da corte ouvir os advogados de Israel. Eles negaram a acusação da África do Sul de que praticam genocídio na Faixa de Gaza. De acordo com os advogados israelenses, a denúncia é uma distorção do que acontece na Faixa de Gaza, e pediram ao tribunal que rejeite a solicitação sul-africana de determinar a suspensão das ações militares na região.

    O consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores de Israel Tal Becker disse que “a tentativa de transformar o termo genocídio contra Israel numa arma, no contexto atual, faz mais do que contar ao tribunal uma história grosseiramente distorcida, e faz mais do que esvaziar a palavra da sua força única e do seu significado especial. Subverte o objeto e a finalidade da própria Convenção [para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio]”.

    Apoio

    A denúncia da África do Sul recebeu o apoio do Brasil. O México e o Chile também expressaram “crescente preocupação” com a “escalada da violência” da guerra entre Israel e o Hamas, em documento enviado ao Tribunal Penal Internacional (TPI) sobre possíveis crimes. A ação da África do Sul também recebeu apoio de Bolívia, Colômbia, Venezuela, Malásia, de países da Liga Árabe e da Organização de Cooperação Islâmica. A Alemanha rejeitou as alegações feitas pela África e manifestou apoio a Israel.

    Conflito

    Iniciado no dia 7 de outubro do ano passado, o conflito no Oriente Médio já dura mais de 100 dias. O número de palestinos mortos em ataques israelenses na Faixa de Gaza desde o início da guerra entre Israel e o Hamas em outubro ultrapassou 25 mil pessoas.

    Israel iniciou a sua campanha militar em Gaza após os ataques do Hamas, nos quais 1,2 mil pessoas foram mortas, a maioria delas civis. Na terça-feira (23), 24 soldados israelenses foram mortos no pior dia de perdas de Israel em Gaza, disseram as Forças Armadas. As forças israelenses e os combatentes do Hamas entraram em confronto em vários locais, desde Jabalia, no norte, até Khan Younis, no sul, foco das recentes operações israelenses.

    Agencia Brasil

  • Donald Trump expulsa homem durante comício em New Hampshire

    O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expulsou um homem que interrompeu seu discurso durante um comício em New Hampshire neste sábado (20).

    Enquanto Trump criticava o atual presidente, Joe Biden, chamando-o de “a maior ameaça à nossa democracia” e especulando sobre uma possível III Guerra Mundial com Biden no comando, um homem na plateia interrompeu o discurso. O ex-presidente prontamente reagiu, pedindo que seus apoiadores o retirassem do local.

    “Você pode tirá-lo daqui. Saia daqui. Vá em frente”, declarou Trump, enquanto seus partidários empurravam o homem para fora do evento. Apesar das vaias recebidas pelos apoiadores, o ex-presidente não hesitou em garantir a remoção do interruptor.

    A cena foi marcada por um clima de tensão, com seguranças escoltando o homem para fora do comício. No palco, Trump continuou a abordar o incidente, descrevendo o indivíduo como “apenas uma pessoa perturbada”.

    Bahia Notícias

  • Brasileiro foi ferido durante atentado em Israel, confirma Itamaraty

    Brasileiro foi ferido durante atentado em Israel, confirma Itamaraty

    O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou nesta terça-feira (16) que um brasileiro está entre os feridos no atentado terrorista ocorrido ontem (15) em Ra’anana, em Israel.

    De acordo com o Itamaraty, o cidadão brasileiro está em condição de saúde estável e recebe assistência da Embaixada do Brasil em Tel Aviv. A identidade do brasileiro não foi divulgada.

    De acordo com agências internacionais, na segunda-feira (15), um homem esfaqueou populares que caminhavam pelas ruas de Ra’anana. Pedestres também foram atropelados por um carro roubado pelo terrorista. Uma pessoa morreu e cerca de 20 ficaram feridas.

    Em comunicado divulgado na noite de ontem, o Ministério das Relações Exteriores repudiou a violência e prestou solidariedade ao povo e ao governo de Israel.

    “Ao manifestar seu repúdio ao recurso à violência, sobretudo contra civis, o governo brasileiro apela a palestinos e israelenses que se abstenham da prática de atos que ampliem as tensões e tragam o risco de escalada ainda maior no conflito ora em curso na região”, declarou a pasta.

    A diplomacia brasileira também reiterou a defesa da busca pela paz na região. “O Brasil reitera a defesa da solução de dois Estados, com um Estado Palestino economicamente viável convivendo lado a lado com Israel, em paz e segurança, dentro de fronteiras mutuamente acordadas e internacionalmente reconhecidas”, concluiu.

    Agência Brasil

  • Colômbia: aumenta para 36 o número de mortos após deslizamento

    Colômbia: aumenta para 36 o número de mortos após deslizamento

    Com cães farejadores e escavadeiras, socorristas ainda buscam dez desaparecidos sob os escombros de um deslizamento que matou 36 pessoas e deixou outras 20 feridas em uma comunidade indígena do noroeste da Colômbia, segundo um balanço oficial do último domingo (14).

    “Nas últimas horas foram encontrados 3 novos corpos. Dois identificados por seus familiares foram entregues em Medellín. Uma pessoa ainda não identificada foi transferida para Quibdó”, informou a província de Chocó, em um boletim.

    Mais de 200 pessoas entre bombeiros, socorristas, militares e indígenas trabalham contra o relógio, enquanto os parentes dos desaparecidos aguardam notícias nos arredores.

    “A todas as famílias das vítimas, meu sentimento de pêsames […] Esperamos encontrar os desaparecidos e que as pessoas não estejam mortas”, disse o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, no município de Carmen de Atrato, no departamento de Chocó, onde ocorreu o deslizamento na sexta-feira.

    “Seguem em risco”

    A estrada ficou dividida ao meio. Ao longo da encosta, veem-se carros enterrados, árvores destruídas, lama e pedras. Os socorristas carregam corpos em macas, e helicópteros sobrevoam a área.

    “A possibilidade de mais deslizamentos está presente aqui, neste mesmo ponto. Houve dois dias de sol, o risco é menor, mas assim que começarem as chuvas, todo o pessoal envolvido na atividade e quem estiver aqui ainda estará em risco”, disse o presidente Petro.

    Apesar de a Colômbia atravessar uma temporada de seca, o Instituto de Hidrologia, Meteorologia e Estudos Ambientais (IDEAM) registrou fortes chuvas na sexta-feira em alguns departamentos do Pacífico e da Amazônia.

    “Declara-se desastre natural em Chocó. Como consequência, serão destinados meio bilhão de pesos (R$ 606 milhões) para concluir a estrada este ano e realizar obras de segurança que nunca foram contratadas em 20 anos”, escreveu o presidente na rede social X (antigo Twitter).

    Os deslizamentos bloquearam o caminho de Quibdó, a capital do departamento de Chocó, para Medellín, a segunda maior cidade da Colômbia.

    G1

  • Hamas divulga vídeo de reféns e diz que anunciará o destino deles nesta segunda

    Hamas divulga vídeo de reféns e diz que anunciará o destino deles nesta segunda

    O Hamas publicou um vídeo no último domingo (14) mostrando três reféns que supostamente mantém em Gaza. Em 37 segundos, eles pedem para que o governo de Israel pare com os ataques contra o grupo terrorista. A medida, segundo os sequestrados, poderia garantir a libertação deles.

    O vídeo sem data mostram os reféns: Noa Argamani, de 26 anos, Yossi Sharabi, de 53 anos, e Itai Svirsky, de 38 anos. E termina com a informação de que o Hamas informará o destino deles nesta segunda-feira (15).

    Até a publicação desta reportagem, nenhum destino foi informado. Vale lembrar que no início da guerra, o Hamas ameaçou executar reféns em retaliação aos ataques militares israelitas.

    As autoridades israelenses geralmente se recusaram a responder às mensagens públicas do Hamas sobre os reféns, classificando-as como uma guerra psicológica.

    Hagar Mizrahi, oficial forense do Ministério da Saúde de Israel, disse à TV local em 31 de dezembro que as autópsias de reféns mortos que foram recuperados encontraram causas de morte inconsistentes com o relato do Hamas de que haviam morrido em ataques aéreos.

    Mas Israel também deixou claro que está ciente dos riscos da sua ofensiva para os reféns e está tomando os devidos cuidados.

    “A operação militar leva tempo. Ela nos obriga a ser precisos e estamos adaptando-a de acordo com as ameaças e os reféns que estão no campo”, disse o porta-voz chefe das Forças Armadas, contra-almirante Daniel Hagari, no domingo.

    Das cerca de 240 pessoas capturadas pelo Hamas, cerca de metade foram libertas numa trégua de novembro. Israel diz que 132 permanecem em Gaza e que 25 deles morreram no cativeiro.

    Pedido a Netanyahu

    A crise dos reféns deixou Israel atordoado pelo pior ataque da sua história. Alguns familiares dos reféns apelaram ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para que estabelecesse outra trégua ou mesmo cancelasse a guerra.

    Ele prometeu continuar lutando até que o Hamas seja destruído, o que, segundo ele, permitiria a libertação dos reféns.

    No mês passado, Netanyahu disse no parlamento que pediu a Pequim que ajudasse a libertar Argamani, cuja mãe Liora é chinesa. Sofrendo de uma doença terminal, Liora Argamani apelou para se reunir com sua filha antes que ela morra.

    G1

  • Jornalistas iranianas presas por cobrirem morte de Mahsa Amini saem da prisão

    Jornalistas iranianas presas por cobrirem morte de Mahsa Amini saem da prisão

    O Irã libertou duas jornalistas presas há mais de um ano por cobrirem o caso de Mahsa Amini -jovem morta em 2022 pela polícia moral do regime teocrático por suposto uso incorreto do hijab, o véu islâmico- e que desencadeou uma série de protestos em todo o país.
     

    Niloufar Hamedi, 31, e Elaheh Mohammadi, 36, saíram da prisão de Evin, em Teerã, após pagamento de fiança de US$ 200 mil (R$ 970 mil) e aguardam em liberdade a decisão de um tribunal local, segundo a agência de notícias AFP. Ambas ainda podem pegar até 13 anos de prisão, no entanto, e estão proibidas de deixar o Irã.
     

    Mahsa Amini morreu sob custódia, três dias após ter sido detida pela polícia moral do Irã em 13 de setembro de 2022. Ela foi presa por violar regras que exigem que as mulheres cubram os cabelos com um véu islâmico.
     

    O mistério em torno da morte de Amini conta com duas versões conflitantes. Um médico legista do governo iraniano atribuiu o falecimento a condições médicas pré-existentes, enquanto um especialista em direitos humanos da ONU disse que as provas estabelecem que Amini morreu após ser espancada pela polícia moral.
     

    Niloufar Hamedi trabalhava para o jornal Shargh e noticiou a morte de Amini. Ela fotografou o pai e a avó da jovem se abraçando após descobrirem que ela havia morrido e postou uma imagem com a legenda “o vestido preto de luto se tornou nossa bandeira nacional”.
     

    Já Elaheh Mohammadi, repórter do Ham-Mihan, escreveu que centenas de pessoas gritavam “mulher, vida, liberdade” durante o funeral de Amini, em Saghez, sua cidade natal.
     

    As jornalistas foram presas logo após o início dos protestos em todo o país, acusadas de conluio com o governo dos Estados Unidos e de atentar contra a segurança nacional. Centenas de pessoas foram mortas e feridas durante os protestos que tomaram o Irã naquele período.
     

    O fato de Amini ser curda acrescentou às manifestações a dimensão da violência étnica no Irã; há um número desproporcional de curdos executados pelo regime todos os anos. Alguns manifestantes removeram o hijab em desafio ao regime e o queimaram ou cortaram simbolicamente o cabelo antes de aplaudir a multidão, segundo imagens publicadas nas redes sociais.

    Bahia Notícias

  • Ataques no Mar Vermelho agravam conflito no Oriente Médio

    Ataques no Mar Vermelho agravam conflito no Oriente Médio

    O conflito entre Israel e Palestina, iniciado em 7 de outubro após ataque do grupo Hamas a Israel, pode ampliar a área de conflagração, envolver mais atores, mais armamentos, ferir e matar mais inocentes. Um sinal dessa expansão são os quase 30 ataques dos rebeldes Houthis do Iêmen a embarcações comerciais que navegam pelo Mar Vermelho, no Oceano Índico entre a Ásia e a África, a caminho do Canal de Suez para abastecimento da Europa (pelo Mar Mediterrâneo).

    A rota é passagem de petroleiros e cargueiros com produtos e insumos industriais chineses. Com a ameaça de ter navios alvejados por mísseis e drones, as quatro maiores transportadoras marítimas do mundo e a companhia British Petroleum anunciaram que não farão deslocamentos pelo Canal de Suez, optando por contornar, pelo Índico e pelo Atlântico, o continente africano para chegar à Europa.

    “Os navios estão procurando caminho mais longo. E tudo fica mais lento e mais caro”, observa historiador Bernardo Kocher, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e especialista em Oriente Médio. A demora e o encarecimento afetam o fornecimento de bens duráveis e de consumo, e pressionam por mais altas do preço do barril do petróleo.

    A commodity fechou em alta de 1% no mercado internacional de ontem (11) para hoje (12), após os Estados Unidos e a Grã-Bretanha realizarem mais de 70 bombardeios a bases dominadas pelos Houthis no Iêmen. Altas no preço de petróleo afetam a economia global e podem gerar inflação em nível internacional.

    “Os Houthis são um grupo rebelde. Se eles influenciam a economia mundial e conseguem vergar uma pressão sobre Israel, ganham um prestígio muito grande e um enorme capital político”, avalia Bernardo Kocher.

    Menos de um mês após os ataques de Israel à Faixa de Gaza, os Houthis anunciaram a entrada no conflito ao lado do Hamas. Os dois movimentos, junto com o libanês Hezbollah, agem com armamento fornecido pelo Irã e formam um “eixo de resistência” que se opõe à Israel e à influência norte-americana no Oriente Médio.

    Além de problemas econômicos e bélicos, há riscos políticos – em especial ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, do Partido Democrata, que deverá tentar em novembro a reeleição, possivelmente contra o ex-presidente Donald Trump, do Partido Republicano.

    Para Bernardo Kocher, as derrotas no exterior têm impacto na popularidade de Biden. “Que condições tem de concorrer um presidente que está perdendo duas guerras? O presidente Biden [já] perdeu a Guerra da Ucrânia [ainda em andamento] e a guerra em Gaza, que é um desastre humanitário. Muitos grupos minoritários como eleitores de origem árabe e latina não vão votar nele”, afirma o historiador.

    Agência Brasil

  • PF oferece apoio ao Equador para rastrear facções criminosas

    PF oferece apoio ao Equador para rastrear facções criminosas

    Representantes de forças policiais de 16 países latino-americanos se reuniram nesta sexta-feira (12), por meio de videoconferência, para discutir saídas para a onda de violência que assola o Equador. O encontro extraordinário da Comunidade de Polícias das Américas, a Ameripol, foi convocado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que também é secretário-executivo da entidade internacional que reúne corporações policiais do continente.

    A crise de segurança pública no Equador, que já dura alguns anos, é resultado da atuação de facções criminosas do narcotráfico. Cerca de 13 pessoas morreram nos últimos dias, em meio a motins, sequestros e confrontos.  

    Os participantes da reunião aprovaram o encaminhamento de propostas que incluem o intercâmbio de informações de inteligência para o enfretamento do crime organizado, a disponibilização de equipamentos de inteligência, o apoio na identificação dos presos do sistema penitenciário equatoriano e a oferta de cursos de descapitalização do crime organizado. Este último tema é uma das especialidades da PF brasileira. Todos os países encaminharão as propostas de cooperação policial à secretaria-executiva da Ameripol, que formalizará o envio ao Equador até este sábado (13).

    As forças policiais que participaram da reunião da Ameripol são: Gendarmeria Argentina; Polícia Federal do Brasil; Polícia Nacional do Equador; Polícia Boliviana; CICPC/Venezuela; Polícia Nacional do Uruguai; Polícia Nacional da Colômbia; Polícia Nacional do Peru; Carabineros de Chile; Polícia de Investigações (PDI) do Chile; Polícia Nacional do Haiti; Polícia Nacional da República Dominicana; Polícia Nacional de Honduras; Força Publica da Costa Rica; Policia Federal da Argentina; Polícia Nacional do Paraguai; Polícia Nacional de Belize e Polícia Nacional da Guatemala.

    Escritório no Equador

    Um dos temas discutidos, com a participação da ministra do Interior do Equador, Monica Palencia, foi a criação de uma adidância da PF brasileira no país andino. A ideia, como isso, é que a PF trabalhe em uma cooperação estreita com as forças policiais do país.

    Além do diretor-geral Andrei Rodrigues, da PF, participaram da reunião o vice-presidente da Interpol para as Américas, Valdecy Urquiza; além de Fábio Mertens, coordenador-geral de cooperação policial. Também estiveram presentes representantes do Ministério das Relações Exteriores e da Assessoria Especial da Presidência da República.

    O Tratado de Constituição da Comunidade de Polícias da América (Ameripol) é recente. Foi assinado em novembro do ano passado, em Brasília. A entidade, cuja sede fica em Bogotá (Colômbia), serve como mecanismo de cooperação e troca de informações entre as polícias e forças de segurança dos países das Américas.

    Agência Brasil

  • Brasileiro sequestrado no Equador conta que foi levado por criminosos após entrar em táxi

    Brasileiro sequestrado no Equador conta que foi levado por criminosos após entrar em táxi

    O brasileiro Thiago Allan Freitas, de 38 anos, que estava em poder de sequestradores em Guayaquil, no Equador, disse em entrevista à GloboNews que foi levado pelos criminosos após entrar em um táxi.

    Ele também relatou que foi bastante agredido até ser liberado pela polícia na noite de quarta (10).”Ao entrar nesse veículo, passando por um certo lugar, parou o carro abruptamente, e já entraram, me forçando sair e entrar em uma casa. Tinham homens armados, violentos. Eu obviamente não me entreguei fácil. De início isso foi pior, me machucaram, me bateram muito para facilitar. E assim que eu já não podia mais, me amarraram, e me deixaram no chão da cozinha.”

    Ainda de acordo com os relatos de Thiago, os criminosos fizeram inúmeras ameaças e queriam contatos de familiares e amigos para que pudessem pedir dinheiro.

    “E começaram a pedir contatos, tudo que eu tinha. Eu não tinha muitos, começaram a enviar muitas mensagens já pedindo dinheiro, ameaçando com armas, facas. As armas não me pareciam de verdade. Mas uma que me bateram na cabeça, essa sim parecia de verdade, tanto que me deixou tonto. Eu fiquei 31 horas e para mim tinha sido dois dias lá. Não tinha noção do tempo.”

    Nesta quinta, pelas redes sociais, ele agradeceu o apoio. “Muito obrigado primeiramente a Deus, e em especial à Polícia Nacional, a Unase [Unidade Anti-Sequestro]. É incrível como todo o Equador me acolheu, recebi mensagens e orações de todos os lugares”, escreveu.

    “É a possibilidade de ter uma segunda chance. Quero tranquilizar que estou bem, e o pior já passou. Muitas coisas ainda não posso falar, mas quero agradecer todos”, completou no vídeo.

    O Itamaraty confirmou com autoridades policiais equatorianas a informação que ele tinha sido libertado na tarde de quarta. A notícia tinha sido divulgada primeiro por um irmão de Thiago, Eric Lorran Vieira.

    Thiago vive há cerca de três anos no país. Ele é de São Paulo e morava em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, antes de se mudar para o Equador, onde tem uma empresa que faz churrasco brasileiro.

    Nas redes sociais, o empresário mantém uma página profissional e uma pessoal, que é privada. A da churrascaria tem mais de 8 mil seguidores. Nas postagens, Thiago apresenta os pratos com decoração brasileira e usa camiseta da Seleção brasileira.

    Segundo a família, há cerca de um ano ele levou os três filhos para o país. Os mais velhos aparecem em vídeos ajudando o pai.

    Entenda o caso

    Em vídeo nas redes sociais, Gustavo, um dos filhos de Thiago, afirmou na terça-feira (9) que a família pagou parte do resgate e estava desesperada por não ter o restante do dinheiro 

    “Meu nome é Gustavo, eu sou filho de Thiago. Meu pai foi sequestrado nesta manhã. Já enviamos todo o dinheiro que tínhamos. Não temos mais. Por isso recorro a vocês, que me ajudem com o que têm, com qualquer valor, é muito bem-vindo. Se é US$ 1, US$ 2. Precisamos de verdade. Estamos desesperados.”

    Uma brasileira amiga da família afirmou à GloboNews que todos estavam “angustiados”, tentando arrecadar o valor pedido pelos sequestradores.

    O Equador vive uma crise de segurança há dois dias depois da fuga de um chefe de quadrilha do presídio em que estava. A escalada da violência inclui a tomada de uma emissora de TV ao vivo por criminosos.

    Em resposta, o presidente Daniel Noboa declarou estado de exceção por 60 dias em todo o país, inclusive nas prisões. A medida inclui um toque de recolher de seis horas, a partir das 23h locais (1h de Brasília).

    G1