Categoria: Mundo

  • Lula diz que fome não é problema econômico, mas político

    Lula diz que fome não é problema econômico, mas político

    Após participar do Fórum Mundial da Alimentação, em Roma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (13) que a fome não é um problema econômico, mas um problema político.

    “Se houver interesse político dos governantes do mundo inteiro, se encontrará um jeito de colocar o café da manhã, o almoço e a janta para o povo pobre do mundo inteiro”, destacou, durante coletiva de imprensa após o evento da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

    “Não tem explicação o mundo rico gastar US$ 2,7 trilhões em armamentos e, com apenas 12% disso, US$ 300 e poucos bilhões, a gente poderia dar comida a 763 milhões de seres humanos que passam fome.”

    Para Lula, só será possível acabar com a fome no mudo “quando houver indignação da humanidade”. “Há muito tempo, se dizia que a gente não ia ter capacidade tecnológica de produzir alimento para acompanhar o crescimento da humanidade”.

    “Hoje, nós produzimos quase duas vezes o alimento necessário. Não basta produzir, é preciso consumir, é preciso chegar até as pessoas. E fazer com que as pessoas recebam esse alimento. E é preciso ter renda.”

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    Ao final da coletiva, o presidente voltou a classificar a fome como uma questão política e disse esperar discutir o tema em todos os fóruns mundiais dos quais participar.

    “O mundo é desigual porque a economia, tal como ela é pensada, leva à um mundo desigual”.

    “Podem gostar ou não gostar, mas, em todos os fóruns em que eu participar, os dirigentes políticos vão me ouvir falar da desigualdade racial, da desigualdade de comida, da desigualdade do salário, da desigualdade de tudo”, concluiu.
    Agência Brasil

  • Trio ganha Nobel de Economia de 2025 por trabalho sobre inovação

    Trio ganha Nobel de Economia de 2025 por trabalho sobre inovação

    São eles os pesquisadores Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt

    Os pesquisadores Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt ganharam o Prêmio Nobel de Economia de 2025 por “terem explicado o crescimento econômico impulsionado pela inovação”, informou a Academia Real de Ciências da Suécia nesta segunda-feira (13).

    Formalmente conhecido como Prêmio Sveriges Riksbank em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel, o prêmio é o último Nobel a ser concedido este ano e vale 11 milhões de coroas suecas (US$ 1,2 milhão).

    “Os laureados nos ensinaram que o crescimento sustentado não pode ser dado como certo”, disse o órgão que concedeu o prêmio em comunicado. A estagnação econômica, e não o crescimento, tem sido a norma na maior parte da história da humanidade. O trabalho deles mostra que devemos estar cientes das ameaças ao crescimento contínuo e combatê-las”.

    Mokyr é professor da Northwestern University, em Evanston, nos Estados Unidos, enquanto Aghion é professor do College de France e do INSEAD, em Paris, e da London School of Economics and Political Science, no Reino Unido. Howitt é professor da Brown University, em Providence, nos Estados Unidos.

    Mokyr recebeu metade do prêmio e a outra metade foi dividida entre Aghion e Howitt.

    “Joel Mokyr usou observações históricas para identificar os fatores necessários para o crescimento sustentado com base em inovações tecnológicas”, disse John Hassler, membro do Comitê do Nobel.

    “Philippe Aghion e Peter Howitt produziram um modelo matemático de destruição criativa, um processo interminável no qual produtos novos e melhores substituem os antigos.”

    Os prêmios de Medicina, Física, Química, Paz e Literatura foram anunciados na semana passada.

    Esses prêmios foram estabelecidos no testamento do inventor da dinamite e empresário sueco Alfred Nobel e têm sido entregues desde 1901, com algumas interrupções, principalmente devido às guerras mundiais.

    O prêmio de Economia foi instituído muito mais tarde, tendo sido concedido pela primeira vez em 1969 ao norueguês Ragnar Frisch e ao holandês Jan Tinbergen por seu trabalho em modelagem econômica dinâmica. O irmão de Tinbergen, Nikolaas, também ganhou um prêmio, levando para casa o de Medicina em 1973.

    Embora poucos economistas sejam nomes conhecidos, entre os ganhadores relativamente conhecidos estão o ex-presidente do Federal Reserve dos EUA, Ben Bernanke, Paul Krugman e Milton Friedman.

    O prêmio de Economia do ano passado foi para os acadêmicos norte-americanos Simon Johnson, James Robinson e Daron Acemoglu, por uma pesquisa que explorou a relação entre a colonização e o estabelecimento de instituições públicas para explicar por que alguns países estão atolados na pobreza há décadas.

    Agência Brasil

  • Hamas liberta últimos 20 reféns israelenses após mais de dois anos em cativeiro

    Hamas liberta últimos 20 reféns israelenses após mais de dois anos em cativeiro

    O grupo Hamas libertou, na madrugada desta segunda-feira (13), os últimos 20 reféns israelenses ainda vivos que eram mantidos em cativeiro desde o ataque de 7 de outubro de 2023, no sul de Israel, episódio que deu início à guerra em Gaza. A libertação encerra dois anos de conflito armado, marcado por bombardeios, operações militares e intensas negociações internacionais.

    A ação faz parte de um acordo de cessar-fogo firmado entre Israel e o Hamas, que prevê também a libertação de cerca de 2 mil prisioneiros palestinos pelas autoridades israelenses.

    O processo começou por volta das 2h (horário de Brasília), quando sete reféns foram entregues. Pouco depois, às 4h20min, outros 13 foram transferidos para a Cruz Vermelha, responsável pela mediação da operação humanitária.

    Segundo o governo israelense, os reféns fazem parte de um grupo de 251 pessoas sequestradas durante o ataque do Hamas em 2023. Os corpos de 28 reféns mortos em cativeiro ainda não foram devolvidos.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a Israel por volta das 3h30min (horário de Brasília) para acompanhar a conclusão da operação e se reunir com familiares dos libertados. Recebido pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e pelo presidente Isaac Herzog, Trump afirmou que o conflito chega ao fim após dois anos de escalada militar.

    “A guerra acabou”, declarou o mandatário americano a jornalistas a bordo do Air Force One.

    O cessar-fogo entrou em vigor na sexta-feira (10), às 6h, e permitiu que cerca de 200 mil palestinos retornassem ao norte da Faixa de Gaza, área severamente destruída por bombardeios israelenses. No mesmo dia, o Exército de Israel anunciou a retirada de tropas da Cidade de Gaza, encerrando formalmente as operações terrestres no enclave.

    Em 7 de outubro de 2023, o Hamas realizou um ataque sem precedentes a Israel, invadindo o país por terra, ar e mar. Milhares de civis foram mortos, e centenas, sequestradas. Um dos locais atacados foi o festival de música eletrônica Universo Paralello, que reunia cerca de 3 mil pessoas no deserto do Neguev.

    O ataque motivou a declaração de guerra por parte de Israel, que iniciou uma ampla ofensiva na Faixa de Gaza, resultando em dezenas de milhares de mortos, segundo estimativas de organizações humanitárias.

    Conheça os sete primeiros reféns libertos:

    Matan Angrest (22 anos), militar, foi capturado enquanto tentava conter uma invasão do Hamas próximo à base de Nahal Oz.
    Gali e Ziv Berman (28 anos), irmãos gêmeos e produtores musicais, foram sequestrados no kibutz Kfar Aza, incendiado durante o ataque.
    Elkana Bohbot (36 anos), produtor do festival Nova, foi filmado algemado e ferido enquanto era levado por milicianos.
    Evyatar David (24 anos) e Guy Gilboa Dalal (24 anos) foram raptados no festival e apareceram em vídeos divulgados pelo Hamas, visivelmente debilitados.
    David e Ariel Cunio, irmãos israelenses-argentinos, foram sequestrados com familiares em Nir Oz; parte da família foi libertada em 2023.
    Omri Miran (48 anos), terapeuta, foi um dos últimos a aparecer em vídeos divulgados pelo grupo, pedindo o fim dos bombardeios.
    Matan Zangauker (25 anos), trabalhador de uma fazenda de cannabis medicinal, se tornou símbolo do movimento de famílias que pressionaram o governo israelense por negociações.

    Bahia Notícias

  • Lideranças criticam Nobel da Paz para María Corina

    Lideranças criticam Nobel da Paz para María Corina

    Para políticos e autoridades, premiação teve caráter político
    O Prêmio Nobel da Paz perdeu credibilidade ao premiar María Corina Machado, afirmou o ex-diretor executivo do FMI, Paulo Nogueira Batista Jr., em sua conta no X.

    Segundo ele, o comitê premiou uma “política controlada por Washington” em vez de pessoas que lutam contra o “genocídio em Gaza”.

    Assim como o economista brasileiro, uma série de políticos e autoridades condenaram a concessão do prêmio à oposicionista venezuelana.

    “Sem comentários”, escreveu a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, em suas redes sociais, ao comentar a escolha para o Prêmio Nobel da Paz. Também o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, e o ex-presidente Evo Morales, da Bolívia, postaram mensagens de repúdio.

    O Nobel da Paz deste ano também é questionado pela educadora em direitos humanos do Observatório para Dignidade no Trabalho, Marisol Guedez. De acordo com ela, María Corina não apresentou “nenhuma preocupação” com a paz na Venezuela.

    Em entrevistas ao jornal Brasil de Fato, Guedez lembra que María Corina promoveu uma série de atos violentos na Venezuela.

    “Ela convocou eventos violentos que saíram dos marcos jurídicos. Não eram espaços de encontro para uma via democrática com justiça social”, disse.

    Lideranças da base do governo compararam o papel da venezuelana ao desempenhado atualmente pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Assim como o bolsonarista, Corina apoiou sanções econômicas impostas à Venezuela pelo governo Trump, em 2017.

    Representantes da direita brasileira, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), por sua vez, festejaram nas redes sociais a premiação da oposicionista venezuelana.

    Em caráter pessoal, o assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, disse que o Prêmio Nobel “priorizou a política em relação à paz” ao premiar a líder da oposição na Venezuela.

    “Não sei os critérios do Nobel. Nem ponho em dúvida as qualidades pessoais da María Corina. Eu havia lido uma referência a uma postagem de um porta-voz da Casa Branca, aparentemente retirada, em que dizia que o Comitê do Nobel priorizou a política em relação à paz. Pessoalmente achei interessante”, disse Amorim à CNN Brasil, nesta sexta-feira.

    Prêmio Nobel da Paz
    O Comitê Norueguês anunciou nesta sexta-feira (10) a atribuição do Prêmio Nobel da Paz a María Corina Machado, líder da oposição venezuelana.

    Em nota, o comitê diz que o prêmio foi concedido “pelo trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos para o povo da Venezuela e sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.

    “Como líder do movimento pela democracia na Venezuela, Maria Corina Machado é um dos exemplos mais extraordinários de coragem civil na América Latina nos últimos tempos”, afirmou o presidente do Comitê, Jørgen Watne Frydnes, em Oslo.
    Agência Brasil

  • Itamaraty confirma reunião de chanceleres do Brasil e dos EUA

    Itamaraty confirma reunião de chanceleres do Brasil e dos EUA

    Data do encontro em Washington sobre tarifaço ainda não foi marcada

    O secretário de Estados dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, devem se encontrar em Washington, em breve, para tratarem sobre taxação extra aos produtos brasileiros exportados para aquele país.

    Em comunicado, o Itamaraty informou que os dois conversaram nesta quinta-feira (9), por telefone.

    “Após diálogo muito positivo sobre a agenda bilateral, acordaram que equipes de ambos os governos manterão reunião proximamente em Washington, em data a ser definida, para dar seguimento ao tratamento das questões econômico-comerciais entre os dois países, conforme definido pelos presidentes”, diz a nota.

    “O Secretário de Estado convidou o Ministro Mauro Vieira para que integre a delegação, de modo a permitir uma reunião presencial entre ambos, para tratar dos temas prioritários da relação entre o Brasil e os Estados Unidos”, acrescenta o Itamaraty.

    Lula e o presidente estadunidense, Donald Trump, conversaram por videoconferência na segunda-feira (6) e, segundo Lula, as negociações, agora, entram em um outro momento.

    Os dois presidentes trocaram seus números de telefone para estabelecer uma via direta de comunicação e, também, devem se encontrar pessoalmente em breve.

    Trump ainda designou Marco Rubio para dar sequência às negociações.

    Nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o Brasil vai oferecer os melhores argumentos econômicos para os Estados Unidos, para reverter o tarifaço ao Brasil. O principal deles, segundo o ministro, é que a medida está encarecendo a vida do povo estadunidense.

    Haddad lembrou ainda que os Estados Unidos já têm superávit comercial em relação ao Brasil e muitas oportunidades de investimento no país, sobretudo voltado para transformação ecológica, terras raras, minerais críticos, energia limpa, eólica e solar.

    Tarifaço
    O tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca, inaugurada pelo presidente Donald Trump, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais na tentativa de reverter a relativa perda de competitividade da economia dos Estados Unidos para a China nas últimas décadas.

    No dia 2 de abril, Trump impôs barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação.

    Como os EUA têm superávit com o Brasil, na ocasião, foi imposta a taxa mais baixa, de 10%.

    Porém, em 6 de agosto, entrou em vigor uma tarifa adicional de 40% contra o Brasil em retaliação a decisões que, segundo Trump, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022.

    Entre os produtos tarifados pelos Estados Unidos estão café, frutas e carnes. Inicialmente, cerca de 700 itens (45% das exportações do Brasil aos EUA) como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes ficaram de fora da taxação.

    Depois, outros produtos também foram livrados das tarifas adicionais.

    Agência Brasil

  • Trump anuncia acordo de paz entre Israel e Hamas e promete libertação de reféns

    Trump anuncia acordo de paz entre Israel e Hamas e promete libertação de reféns

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite desta quarta-feira, 8, que Israel e o grupo Hamas assinaram a primeira fase do plano de paz proposto por Washington para encerrar a guerra em Gaza. O comunicado foi feito por meio de sua rede social.

    Segundo Trump, o acordo prevê a libertação de todos os reféns e a retirada das tropas israelenses para uma linha definida em comum entre as partes. O local exato dessa linha, contudo, não foi detalhado.

    “Tenho muito orgulho em anunciar que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase do nosso Plano de Paz. Isso significa que TODOS os reféns serão libertados em breve e Israel retirará suas tropas para uma linha acordada, como os primeiros passos em direção a uma paz forte e duradoura. Todas as partes serão tratadas com justiça!”, escreveu o presidente.

    Trump agradeceu o apoio de Catar, Egito e Turquia, que atuaram como mediadores nas negociações. Mais cedo, durante uma conversa com jornalistas, o presidente recebeu um bilhete do secretário de Estado, Marco Rubio, e mencionou a possibilidade de viajar ao Oriente Médio no próximo fim de semana.

    No último sábado, o republicano já havia afirmado que o acordo seria “bom para todas as partes envolvidas”. “Eles começaram a negociar nos últimos dias e estão negociando agora. Ouvi dizer que está indo muito bem”, declarou.

    O plano de paz norte-americano foi apresentado no fim de setembro e inclui 20 pontos principais, entre eles a libertação dos reféns e a criação de um governo internacional para administrar Gaza. Ainda não há confirmação sobre quais itens foram aceitos no acordo assinado.

    O conflito entre Israel e Hamas teve início em 7 de outubro de 2023 e já deixou mais de 67 mil palestinos mortos e cerca de 9,5 mil desaparecidos, segundo o Ministério da Saúde do território palestino.

  • Brasileiros da Flotilha Global Sumud são libertados na Jordânia

    Brasileiros da Flotilha Global Sumud são libertados na Jordânia

    Eles estão livres das autoridades de Israel

    O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou na manhã desta terça-feira (7), em Brasília, que os 13 brasileiros (foto) que integravam a Flotilha Global Sumud, entre eles a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), foram conduzidos até a fronteira com a Jordânia e estão livres das autoridades israelenses. A liberação ocorre exatamente no dia em que completam dois anos do início da escalada de violência na guerra em Gaza.

    “Diplomatas das embaixadas em Tel Aviv e em Amã receberam os ativistas que estão, nesse momento, sendo transportados para a capital jordaniana em veículo providenciado pela embaixada brasileira naquele país”, informou – por meio de nota – o Itamaraty.

    Além da deputada, integram o grupo Thiago Ávila, Bruno Gilga, Lisiane Proença, Magno Costa, a vereadora Mariana Conti, Ariadne Telles, Mansur Peixoto, Gabriele Tolotti, Mohamad El Kadri, Lucas Gusmão, João Aguiar e Miguel Castro.

    Segundo o Movimento Global à Gaza, a informação da liberação dos ativistas foi repassada ao Centro Jurídico para os Direitos das Minorias Árabes em Israel (Adalah, justiça em árabe), ainda na noite de segunda-feira (6), quando foi avisado que todos os remanescentes da flotilha deixariam a prisão de Kesdiot, no deserto de Negev, instalação localizada entre Gaza e o Egito.

    Sem comunicação

    De acordo com o informe, os ativistas foram transportados pela Ponte Allenby/Rei Hussein pelas autoridades israelenses até a fronteira, sem direito a comunicação ou interação da diplomacia internacional. A assistência só pode ser dada após a chegada no país vizinho.

    A delegação brasileira da Flotilha Global Sumud foi capturada pelas autoridades israelenses desde o início do mês de outubro, quando tentava romper o cerco a Gaza transportando ajuda humanitária em 50 embarcações.

    A interceptação em águas internacionais foi considerada ilegal e arbitraria pelo MRE, que chegou a notificar formalmente o governo de Israel por meio da Embaixada do Brasil em Tel Aviv e da Embaixada de Israel em Brasília.

    Agência Brasil
  • Trump diz a Lula que Brasil e EUA se darão bem juntos

    Trump diz a Lula que Brasil e EUA se darão bem juntos

    Ele afirma ter gostado de conversar com o presidente brasileiro

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter gostado da conversa que teve na manhã desta segunda-feira (6), por telefone, com o presidente Luís Inácio Lula da Silva. “Nossos países se darão muito bem juntos”, postou ele em sua rede social.

    “Esta manhã, tive uma ótima conversa telefônica com o presidente Lula, do Brasil. Discutimos muitos assuntos, mas o foco principal [abrange] a economia e o comércio entre nossos dois países. Teremos novas discussões e nos encontraremos em um futuro não muito distante, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Gostei da conversa — nossos países se darão muito bem juntos!”, afirmou Trump.

    O diálogo entre os dois chefes de Estado foi por videoconferência, e durou cerca de 30 minutos. Na oportunidade, Lula solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta pelo governo norte-americano a produtos brasileiros.

    Tom amistoso

    “Em tom amistoso, os dois líderes conversaram por 30 minutos, quando relembraram a boa química que tiveram em Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU [Organização das Nações Unidas]. Os dois presidentes reiteraram a impressão positiva daquele encontro”, informou o Palácio do Planalto.

    A ligação telefônica ocorreu por iniciativa de Trump. Os dois presidentes chegaram a trocar números de telefones para estabelecer uma via direta de comunicação.

    Na conversa, Lula disse que o contato representa uma “oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”.

    Sobretaxa

    Ele recordou que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços. Na sequência, solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos nacionais, além das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras.

    O presidente Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad”, informou o Palácio do Planalto.

    Os dois presidentes concordaram em se encontrar pessoalmente em breve. Lula sugeriu que a reunião seja durante a Cúpula da Asean, na Malásia. Ele reiterou convite a Trump para participar da COP30, em Belém, em novembro, e se dispôs também a viajar aos Estados Unidos.

    Agência Brasil

  • Lula conversa com Trump e pede fim de tarifaço a produtos brasileiros

    Lula conversa com Trump e pede fim de tarifaço a produtos brasileiros

    Os dois presidentes conversaram nesta segunda por 30 minutos

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,  tiveram nesta segunda-feira (6) uma conversa de 30 minutos por videoconferência. Na oportunidade, Lula solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta pelo governo norte-americano a produtos brasileiros.

    Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou a conversa entre os dois chefes de Estado como “positiva”, do ponto de vista econômico.

    “Em tom amistoso, os dois líderes conversaram por 30 minutos, quando relembraram a boa química que tiveram em Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU. Os dois presidentes reiteraram a impressão positiva daquele encontro”, informou o Planalto.

    De acordo com o Planalto, a ligação telefônica ocorreu por iniciativa de Trump. Os dois presidentes chegaram a trocar telefones para estabelecer via direta de comunicação.

    Na conversa, Lula disse que o contato representa uma “oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”.

    Ele recordou que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços. Na sequência, solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta a produtos nacionais, além das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras.

    “O presidente Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad”, informou o Planalto.

    Os dois presidentes acordaram encontrar-se pessoalmente em breve. Lula sugeriu que o encontro seja durante a Cúpula da Asean, na Malásia. Ele reiterou convite a Trump para participar da COP30, em Belém; e se dispôs  também a viajar aos Estados Unidos.

    Agência Brasil
  • Professora de Gaza destaca esforço para manter ensino em meio à guerra

    Professora de Gaza destaca esforço para manter ensino em meio à guerra

    Ofensiva de Israel destruiu inúmeros centros de estudos na região

    Em meio à crise humanitária e ao cenário de destruição em Gaza, professores universitários ainda persistem, gravando aulas para que os alunos assistam de maneira remota e deixando conteúdos anotados para eles em pequenas bibliotecas locais. É o que revelou a professora titular dos departamentos de Engenharia Elétrica e Sistemas Inteligentes da Universidade Islâmica de Gaza, Hala El-Khoondar, em uma palestra durante a 17ª Conferência Geral da Academia Mundial de Ciências, que terminou na quinta-feira (2), no Rio de Janeiro.

    “Estudar on-line pode garantir que os alunos não percam sua formação e é um modo de escapar da terrível realidade. Por outro lado, não é justo, porque não é possível para todos”, desabafou a cientista.

    De acordo com ela, ao esforço dos professores se soma a resistência dos estudantes, que continuam com suas vidas ameaçadas e precisam dividir seu tempo entre os estudos e as filas para comida e água e para carregar celulares e computadores, nos poucos locais abastecidos com energia solar.

    Hala El-Khozondar comoveu a plateia de mais de 300 cientistas de todo o mundo, ao contar a trajetória de resistência dos pesquisadores e estudantes de Gaza, que têm convivido com bombardeios e restrições há muitos anos. A ofensiva mais recente do Estado de Israel contra a região destruiu inúmeros centros de estudos, incluindo a Universidade Islâmica de Gaza, que tinha em torno de 18 mil estudantes.

    O conglomerado de ensino e pesquisa abrigava cerca de 200 laboratórios científicos e 20 institutos, além de um hospital. Dez cursos superiores eram ministrados na Universidade de Gaza, incluindo medicina, engenharia e artes. O presidente da instituição, Sufyan Tayeh, foi uma das vítimas dos bombardeios. Ele foi morto com a família em dezembro de 2023, em um ataque aéreo israelense contra o campo de refugiados de Jabalia.

    “É preciso sair de Gaza para fazer pesquisa, pois lá não há mais infraestrutura. E é preciso encontrar uma universidade que o receba”, lamentou a pesquisadora.

    Ela ressaltou as dificuldades de sair da região, já que as fronteiras são controladas por Israel, e o aeroporto de Gaza também foi destruído.

    Especialista em soluções inovadoras para sistemas de energia solar e em fibras e sensores ópticos, Hala El-Khozondar vive atualmente na Inglaterra e trabalha no Imperial College. “Para mim, é muito sofrido. Não posso aguentar perder meus alunos a cada semestre”, disse, emocionada.

    Conferência

    A 17ª Conferência da Academia Mundial de Ciências (TWAS na sigla em inglês) reuniu centenas de pesquisadores do chamado Sul Global, para discutir o fortalecimento da ciência nos países da região e temas emergentes como a regulação das ferramentas de inteligência artificial, mudanças climáticas e segurança alimentar.

    Além de realizar sua conferência anual no Brasil, a TWAS, pela primeira vez, é dirigida por um brasileiro, o físico e ex-reitor da Universidade Estadual de Campinas, Marcelo Knobel.

    “Nós temos uma agenda muito positiva de intercâmbio entre as academias dos países do Sul Global e realmente é uma necessidade, porque a geografia da ciência está mudando. Hoje, 60% da ciência produzida no mundo é feita nos países de renda baixa e média. Mudou muitíssimo nos últimos anos e é uma configuração que realmente está em evolução”, destacou o diretor da Academia Mundial de Ciências.

    A conferência também marcou a entrega dos prêmios concedidos pela TWAS a dois cientistas brasileiros, considerados referência mundial em suas áreas. A socióloga Maria Cecília Minayo foi agraciada na área de ciências sociais, e o físico Luiz Davidovich recebeu o grande TWAS-Apex, dedicado este ano à ciência e tecnologia quânticas.

    O evento foi organizado pela Academia Brasileira de Ciências, que é membro da TWAS, com patrocínio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e apoio da Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

     

    Agência Brasil