Categoria: Mundo

  • Nova presidente do México defende voto direto para eleger ministros do Supremo e para juízes

    Nova presidente do México defende voto direto para eleger ministros do Supremo e para juízes

    A presidente recém-eleita do México, Claudia Sheinbaum, defende uma proposta controversa: alterar a Constituição para que ministros da Suprema Corte, ministros do tribunal eleitoral, desembargadores e juízes de primeira instância passem a ser eleitos por voto direto da população.

    Além disso, todas as pessoas que atualmente ocupam esses cargos terão que renunciar.

    A mudança é um desejo do atual presidente atual, Andrés Manuel López Obrador, principal apoiador de Sheinbaum. Ela já deu declarações favoráveis ao projeto de reforma judicial. Em uma entrevista ao “Financial Times”, ao ser perguntada sobre a proposta, respondeu: “O que queremos é mais democracia para o país, e os investimentos serão garantidos”.

    Ela fez uma referência a investidores porque o México, por ser próximo dos Estados Unidos, recebe muitas empresas estrangeiras, e no país há uma discussão sobre uma possível insegurança jurídica caso os juízes passem a ser eleitos por voto direto da população.

    López Obrador não conseguiu aprovar a reforma judicial pois são precisos dois terços dos votos no Legislativo, e os partidos governistas não têm essa quantidade de deputados e senadores.

    Os eleitores do México foram às urnas no dia 2 de junho para eleger presidente, 128 senadores e 500 deputados e, se as previsões das pesquisas de intenção de voto se confirmarem, o partido Morena, que está no poder, poderá aumentar sua bancada no Legislativo.

     

  • Coreia do Sul ameaça suspender acordo militar com Norte após lançamento de balões com lixo

    Coreia do Sul ameaça suspender acordo militar com Norte após lançamento de balões com lixo

    A Coreia do Sul planeja suspender completamente um acordo militar que assinou com a Coreia do Norte em 2018 depois de, no últimos dias, o regime de Pyongyang enviar centenas de balões com lixo ao país vizinho.

    O anúncio foi feito pelo Conselho de Segurança Nacional de Seul.

    No ano passado, o governo sul-coreano suspendeu parcialmente o acordo, depois que a Coreia do Norte colocou um satélite espião em órbita.

    Agora, o Conselho recomendará ao governo “suspender com todos os efeitos” o Acordo Militar de 19 de setembro, “até o retorno da confiança mútua entre as duas Coreias”.

    Na última semana, a Coreia do Norte enviou quase mil balões com sacos de lixo, que incluíam bitucas de cigarro e o que pareciam fezes, entre outros produtos, em represália aos balões que ativistas sul-coreanos enviam ao Norte com propaganda contra o líder norte-coreano, Kim Jong-Un.

    A Coreia do Sul chamou a ação de “irracional” e de “baixa classe”, mas, ao contrário dos recentes lançamentos de mísseis balísticos, o envio de lixo não viola as sanções da ONU contra o governo de Kim.

    A Coreia do Norte decidiu encerrar no domingo o envio de balões, depois de anunciar que foi uma ação efetiva, mas advertiu que pode retomar a iniciativa se considerar necessário.

    O acordo militar de 2018, assinado em um período de relações diplomáticas menos complicadas entre os dois países pretende reduzir as tensões na península e evitar uma escalada militar acidental, em particular ao longo da fronteira militarizada.

    G1
  • Israel aceita termos gerais de proposta de Biden para encerrar guerra em Gaza, diz assessor de Netanyahu

    Israel aceita termos gerais de proposta de Biden para encerrar guerra em Gaza, diz assessor de Netanyahu

    Um assessor do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu confirmou neste domingo (2) que Israel aceitou os termos gerais de um acordo para interromper a guerra na Faixa de Gaza proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
    Em entrevista ao jornal britânico The Sunday Times, o assessor de Relações Exteriores de Netanyahu, Ophir Falk, disse que a proposta de Biden “não é um bom acordo, mas queríamos muito libertar os reféns, todos os reféns, e por isso aceitamos”.
    “Muitos detalhes precisam ser acertados, e nada mudou em relação às exigências israelenses de que os reféns devem ser soltos e que o Hamas deve ser destruído como uma organização terrorista genocida”, afirmou Falk, que repetiu que “não haverá cessar-fogo permanente até que todos nossos objetivos sejam atingidos”.
    A proposta de Biden, que o presidente americano anunciou na última sexta-feira (31) como sendo um plano apresentado por Tel Aviv, prevê três fases até que a guerra seja encerrada.
    Na primeira, haveria um cessar-fogo completo por seis semanas, Israel retiraria todas as tropas das áreas habitadas da Faixa de Gaza, e reféns sequestrados pelo Hamas nos ataques de 7 de outubro seriam libertados em troca da soltura de centenas de prisioneiros palestinos. Ao mesmo tempo, passaria a haver um fluxo de 600 caminhões de ajuda humanitária entrando em Gaza por dia, de acordo com Biden.
    Na segunda fase, o Hamas e Israel negociariam um fim permanente para a guerra, e o cessar-fogo continuaria em vigor durante essas negociações. Esse ponto contraria aquele que tem sido o principal mantra de Netanyahu e da cúpula do gabinete de guerra israelense desde o início do conflito —de que a guerra só terminaria com a destruição completa do Hamas e com a erradicação de seu controle político e militar sobre a Faixa de Gaza.
    Com efeito, horas depois do discurso de Biden, o gabinete de Netanyahu disse em uma publicação no X que a proposta “permite que Israel prossiga com a guerra até que todos seus objetivos sejam atingidos, incluindo a destruição das capacidades governamentais e militares do Hamas”, em uma aparente contradição dos termos divulgados pelo presidente americano.
    A terceira fase consistiria de um plano de reconstrução do território palestino. A proposta já foi entregue ao Hamas pelo Qatar, disse a Casa Branca. Em comunicado, a facção afirmou que vê o plano de forma positiva.
    Ao longo dos últimos meses, uma série de propostas de cessar-fogo mediadas pelos EUA, Qatar e Egito não tiveram sucesso —em fevereiro, Biden chegou a dizer que Israel havia concordado com uma pausa nos ataques pelo mês do Ramadã, considerado sagrado para muçulmanos, mas não houve interrupção dos bombardeios em Gaza.
    No discurso em que apresentou o acordo, Biden disse que as negociações levariam a um “dia seguinte” para a Faixa de Gaza sem o Hamas no poder, mas não está claro como isso seria possível. Depois de meses de bombardeios e mais de 36 mil palestinos mortos em Gaza, o Hamas não dá sinais de que perdeu a coesão e a capacidade de agir como grupo.
    A facção terrorista foi responsável pelos ataques contra Israel em 7 de outubro, que deixaram 1.200 mortos e serviram de estopim para o conflito atual.
    O governo Netanyahu, que chegou ao poder desta vez graças à coalizão mais à direita da história do país, sofre pressão de partidos extremistas, que disseram que abandonarão o governo se um acordo que “poupe o Hamas” for aceito.
    No domingo, o Qatar condenou a decisão do parlamento israelense da última quarta-feira (29) de iniciar a tramitação de uma lei que classifica a agência da ONU para Refugiados Palestinos, a UNRWA, como uma organização terrorista.
    Tel Aviv acusou o braço das Nações Unidas que atua em Gaza e na Cisjordânia de ter ligação com o Hamas e com os ataques de 7 de outubro, o que levou uma série de países ocidentais a suspender seu financiamento da agência. Em abril, uma investigação independente apontou que Israel não produziu provas para sustentar a acusação.
    Bahia Notícias

  • Índia: maior do mundo, eleição chega à reta final com Modi acusado de opor hindus a muçulmanos

    Índia: maior do mundo, eleição chega à reta final com Modi acusado de opor hindus a muçulmanos

    Nem o crescimento econômico, nem a projeção internacional, nem a alta popularidade. A polarização entre hindus e muçulmanos tem sido a grande carta na manga utilizada pelo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, para garantir sua reeleição nas eleições do país, que entraram na reta final nesta semana.

    O último grupo dos 970 milhões de eleitores convocados a votar no pleito do país — mais de 10% da população mundial — irá às urnas neste sábado (1º). A votação ocorre ao longo de sete semanas, e cada região vota em datas diferentes. A contagem dos votos começa na próxima terça (4); o vencedor será anunciado até quinta (5).

    Desde seu início, em 19 de abril, o processo de votação vem sendo marcado por acusações de que Modi vem tentando colocar em disputa a população hindu, que é maioria, com a minoria muçulmana.

    Segundo analistas do país, o premiê, com alta popularidade, pretende fomentar a polarização para que os hindus, religião de cerca de 85% da população e da base de sua sigla, o Partido Bharatiya Janata (PBJ), compareçam aos locais de votação.

     

    Uma estratégia que pode ter sido redesenhada às pressas por conta de outro fator que marcou a primeira das sete fases: um baixo comparecimento às urnas, principalmente por parte da população hindu.

    “O Modi tem mais camadas que a questão religiosa, mas a religião é o grande ponto de mobilização [de sua campanha]. Ele já entendeu que os muçulmanos não importam para sua reeleição”, disse ao g1 o professor de política internacional Tanguy Bagdhadi.

     

    As acusações começaram após Modi lançar sua campanha em uma das cidades mais sagradas para o hinduísmo.

    Ainda assim, o premiê, um dos maiores defensores do nacionalismo hindu no país, começou a corrida eleitoral baseando-se no pilar do crescimento econômico da Índia, na intenção do país em se tornar uma nova potência e em sua alta popularidade.

    No entanto, nas ainda na primeira fase das eleições, ele foi migrando seu discurso nas questões religiosas. O premiê acusou a principal legenda de oposição, o Partido do Congresso, por exemplo, de ser pró-muçulmano.

    “Ele tem usado o discurso de que muçulmanos estão se reproduzindo mais rápido para se tornar maioria no país”, afirmou Bagdhadi, que disse achar que o premiê adotará a narrativa também em um novo governo, no caso de se reeleger.

     

    “Ele sabe que, dessa maneira, conseguirá se manter como favorito dos hindus e não precisará depender sempre de resultados econômicos para isso.”

    Há duas semanas, questionado sobre a possível estratégia, Modi negou:

    “O dia em que eu começar a falar sobre hindus e muçulmanos (na política) será o dia em que perderei minha capacidade de levar uma vida pública”, disse o premiê, falando em hindi. “Não farei isso. Essa é a minha decisão”.

     

    Mas, na semana passada, quando as eleições chegaram à Caxemira, outro foco de tensões, Modi voltou a usar o discurso.

    Em 2019, o premiê indiano retirou o status de semi-autonomia de Srinagar, a maior cidade da região, que é dividida com Paquistão e China, e já foi palco de um dos principais conflitos do século XX pela disputa do território.

    governo nacional passou a controlar diretamente a cidade, com o argumento de que a medida traria desenvolvimento econômico e paz para a Caxemira. A região, no entanto, tem maioria muçulmana e um forte sentimento anti-Índia.

    Caso consiga se reeleger, como apontam as principais pesquisas eleitorais, Modi irá para seu terceiro mandato consecutivo, completando um feito que apenas um premiê conquistou, o fundador da Índia moderna e um dos líderes da independência do país Jawaharlal Nehru.

    Desafios da maior eleição do mundo

    Começa na Índia o maior processo eleitoral do mundo

    Para garantir que todos os eleitores consigam votar, cerca de 15 milhões de funcionários eleitorais e equipes de segurança vêm percorrendo, desde abril, desertos e montanhas do país –às vezes de barco, a pé e até mesmo a cavalo — para tentar alcançar cada eleitor.

    Os desafios são muitos. As últimas eleições, em 2019, mostraram alguns deles:

    • Funcionários eleitorais precisaram viajar a uma vila escondida no alto do Himalaia para instalar uma cabine a 4.650 metros de altitude, que se tornou a estação de votação mais alta do mundo.
    • Uma equipe de oficiais eleitorais teve que percorrer mais de 480 quilômetros durante quatro dias apenas para que um único eleitor em um vilarejo de Arunachal Pradesh, fronteiriço com a China, pudesse votar.
    • Para as eleições deste ano, Comissão Eleitoral da Índia já se prepara para instalar seções em lugares remotos, incluindo uma dentro de uma reserva natural no sul do estado de Kerala e outra em um contêiner de transporte no estado ocidental de Gujarat.

    G1

  • Índia: onda de calor extremo provoca ao menos 50 mortes

    Índia: onda de calor extremo provoca ao menos 50 mortes

    Ao menos 50 pessoas morreram em decorrência da onda de calor extremo que atinge a Índia. A temperatura na capital, Nova Déli, chegou a quase 53ºC.

    A situação se torna ainda mais grave diante dos apagões de energia e pela falta de água no país.

    O nível do Rio Yamuna, que abastece a capital, está baixo. Moradores fazem filas para conseguir água de caminhões-pipa.

    G1

  • ‘Isso foi uma desgraça’, diz Trump após ser condenado

    Considerado culpado em julgamento sobre fraude e suborno a atriz pornô Stormy Daniels, Donald Trump classificou a decisão como “uma desgraça” e atacou o juiz.

    “Isso foi uma desgraça. Este foi um julgamento manipulado por um juiz em conflito de interesses e corrupto”, disse o ex-presidente nesta quinta-feira (30), após a decisão ter sido anunciada.

    A decisão do júri foi unânime. Trump foi declarado culpado em todas as 34 acusações pelos 12 integrantes do júri, moradores de Nova York.

    “O real veredito virá em 5 de novembro pelo povo”, complementou ele em referência ao dia das eleições presidenciais no país. “Não fizemos nada de errado. Sou um homem inocente. Estou lutando pelo nosso país.”

    G1

  • Guerra contra o Hamas vai durar ‘muitos meses, pelo menos’, diz Israel

    Guerra contra o Hamas vai durar ‘muitos meses, pelo menos’, diz Israel

    A guerra entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza ainda vai durar, “pelo menos, muitos meses”, afirmou nesta quarta-feira (29) o conselheiro nacional de Segurança Nacional do governo de Israel, Tzachi Hanegbi.

    Hanegbi afirmou que a previsão é que os combates em Gaza continuem ao longo de 2024, podendo se prolongar até o ano seguinte.

    Esta foi a primeira vez que o governo israelense deu alguma perspectiva sobre a duração da guerra. No fim de abril, ao reafirmar que seu Exército entraria em Rafah, no extremo sul de Gaza, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sugeriu que a conquista da cidade seria a etapa final da guerra.

    Nesta quarta, o conselheiro de Segurança Nacional disse que os militares de Israel avançaram sobre Rafah e já controlam atualmente 75% do corredor de Philadelphi, uma zona tampão entre Gaza e o Egito.

    “Dentro de Gaza, as IDF (Forças de Defesa de Israel) controlam agora 75% do corredor de Philadephi e acredito que controlarão tudo com o tempo. Juntamente com os egípcios, devemos garantir que o contrabando de armas seja evitado.” ele disse à emissora pública de Israel Kan.

     

    As previsões feitas pelo conselheiro acontecem na semana em que um ataque de Israel a um acampamento de pessoas que haviam sido deslocadas em Rafah deixou 45 mortos.

    A morte de crianças, mulheres e idosos no episódio levou a uma forte condenação de diversos países ao redor do mundo, incluindo tradicionais aliados de Israel, como a França.

    O Exército de Israel alegou que as mortes ocorreram por um incêndio “inesperado e não intencional” após os militares bombardearem um alvo com terroristas do Hamas próximo ao acampamento.

    “Após o ataque, devido a circunstâncias imprevistas e de forma trágica, infelizmente começou um incêndio que ceifou a vida de civis de Gaza nas proximidades. Fizemos todos os esforços para minimizar o número de vítimas civis durante o ataque, e o incêndio que eclodiu foi inesperado e não intencional. Foi um incidente devastador que não esperávamos. Estamos investigando o que causou o incêndio que resultou nesta trágica perda de vidas”, disse o porta-voz das Forças Armadas, Daniel Hagari.

     

    Pier quebrado

    O cais construído pelos Estados Unidos na costa de Gaza para a entrada de ajuda humanitária na costa da Faixa de Gaza foi temporariamente removido após uma parte da estrutura se romper.

    O anúncio foi feito pelo Pentágono na terça-feira (28). A porta-voz do Pentágono, Sabrina Singh, disse que uma parte da estrutura flutuante se separou e que o píer seria rebocado para o porto de Ashdod, em Israel, para reparos. O conserto deve durar uma semana, ainda de acordo com Singh.

    A instalação do cais, que estava em funcionamento havia duas semanas, foi anunciada em março pelo presidente dos EUA, Joe Biden, como uma forma de ajudar a escoar o envio de ajuda humanitária.

    Desde que o cais iniciou as suas operações, a Organização das Nações Unidas (ONU) transportou para dentro de Gaza 137 caminhões de ajuda vinda de navios atracados no cais, segundo um porta-voz do Programa Alimentar Mundial da ONU.

    G1

  • Turbulência em voo do Catar para a Irlanda deixa 20 pessoas feridas

    Turbulência em voo do Catar para a Irlanda deixa 20 pessoas feridas

    Vinte pessoas que viajavam em um voo da Qatar Airways de Doha, capital do Catar, para Dublin, na Irlanda, ficaram feridas durante uma turbulência, informou o Aeroporto de Dublin neste domingo (26).

    Apesar do acontecimento, a aeronave Boeing 787 Dreamliner pousou com segurança e conforme programado para o seu voo QR017.

    “Ao pousar, a aeronave foi recebida pelos serviços de emergência, incluindo a Polícia Aeroportuária e nosso departamento de Bombeiros e Resgate devido a 6 passageiros e 6 tripulantes a bordo relatando ferimentos depois que a aeronave sofreu turbulência enquanto voava sobre a Turquia, disse o porta-voz do aeroporto em um comunicado.

    Antes do desembarque, todos os passageiros receberam avaliações médicas e mais 8 pessoas foram encaminhadas ao hospital.

    A Qatar Airways disse à agência de notícias Associated Press que “um pequeno número de passageiros e tripulantes sofreram ferimentos leves durante o voo e agora estão recebendo cuidados médicos”. E que “o assunto está, agora, sujeito a uma investigação interna”.

    Os passageiros descreveram para o jornal de notícias local RTÉ News que as comidas e as bebidas se espalharam por toda parte da aeronave.

    Um dos passageiros afirmou que o sinal para o uso de cinto de segurança estava desligado. Houve ainda relatos de pessoas batendo no teto, membros da tripulação mancando e que uma pessoa precisou usar oxigênio.

    O incidente ocorreu cinco dias depois de um voo da Singapore Airlines, que fazia o trajeto de Londres para Singapura, ter realizado um pouso de emergência em Bangkok devido a fortes turbulências. O incidente matou um britânico de 73 anos e deixou 68 pessoas feridas. No sábado (25), havia ainda 43 pessoas internadas.

    De acordo com a Singapore Airlines, havia 211 passageiros e 18 tripulantes na aeronave.

    Os acidentes aéreos relacionados à turbulência são o tipo mais comum, de acordo com um estudo de 2021 do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA.

    De 2009 a 2018, a agência dos EUA descobriu que a turbulência foi responsável por mais de um terço dos acidentes aéreos relatados e a maioria resultou em um ou mais feridos graves, mas nenhum dano à aeronave, informou a agência de notícias Reuters.

    Riscos de turbulência severa

     

    Uma das possibilidades de alguém se ferir ou morrer em caso de turbulência severa se dá pela ausência do cinto de segurança, por exemplo.

    A turbulência é a causa mais comum de incidentes com feridos na aviação comercial, segundo o NTSB (Conselho Nacional de Segurança dos Transportes dos EUA). No entanto, mortes decorrentes de turbulência são eventos raríssimos. Existem apenas três registros de vítimas fatais entre 1980 e 2009, e nenhuma desde então, segundo o órgão.

    Em 2023, uma pessoa morreu devido a uma turbulência severa nos EUA, mas o episódio ocorreu em uma aeronave particular, e não em uma linha aérea comercial.

    G1

  • Papua-Nova Guiné: veja ANTES e DEPOIS de região após avalanche que soterrou cerca de 2.000 pessoas

    Papua-Nova Guiné: veja ANTES e DEPOIS de região após avalanche que soterrou cerca de 2.000 pessoas

    Imagens registradas por satélites deram a dimensão da destruição causada por uma avalanche em Papua-Nova Guiné na sexta-feira (24) que, segundo o governo, deixou cerca de 2.000 pessoas soterradas.

    O registro revela o extenso trecho de terra levado pelo deslizamento, que ocorreu de madrugada e passou por cima de centenas de casas enquanto famílias dormiam.

    Nesta segunda-feira (27), o Centro Nacional de Desastres de Papua-Nova Guiné atualizou para 2.000 o número de pessoas possivelmente soterradas.

    A agência da Organização Internacional para as Migrações da ONU (OIM) estimou um número de soterrados e mortos mais baixo: 670 pessoas.

    O deslizamento de terra atingiu a aldeia de Yambali, no norte do país, por volta das 3 da manhã de sexta-feira (24), enquanto a maior parte da comunidade dormia. Mais de 150 casas foram soterradas sob escombros de quase dois andares de altura.

    As equipes de resgate disseram à mídia local que ouviram gritos vindos do subsolo. Mas um terreno traiçoeiro e a dificuldade de levar ajuda à região aumentam o risco de poucos sobreviventes serem encontrados.

    “Tenho 18 membros da minha família enterrados sob os escombros”, disse Evit Kambu, morador na área, à Reuters.

     

    Mais de 72 horas depois do deslizamento, os moradores ainda usam pás, paus e as próprias mãos para tentar remover os destroços e alcançar os sobreviventes.

    Devido à localização remota, o equipamento pesado para trabalhar nas operações de resgate e a ajuda humanitária têm demorado a chegar no local. A primeira escavadeira só chegou ao local na noite de domingo (26), segundo um funcionário da ONU.

    O contato com outras partes do país também está difícil e instável, devido à recepção irregular de sinal de celular e à eletricidade limitada.

    G1

  • Exército de Israel recupera corpo de brasileiro sequestrado pelo Hamas

    Exército de Israel recupera corpo de brasileiro sequestrado pelo Hamas

    O Exército israelense anunciou nesta sexta-feira (24) que recuperou os corpos de três reféns sequestrados em outubro de 2023 pelo grupo palestino Hamas. Entre eles está o brasileiro Michel Nisembaum, de 59 anos.

    Os corpos foram recuperados durante a madrugada, numa operação conjunta do Exército e dos serviços secretos de Israel em Jabaliya, no norte da Faixa de Gaza. Os outros dois reféns foram identificados por autoridades israelenses como Orión Hernández Radoux, de 30 anos, Hanan Yablonka, de 42 anos.

    Nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte do brasileiro e disse que o governo segue engajado nos esforços para que todos os reféns mantidos pelo Hamas sejam libertados.

    “Soube, com imensa tristeza, da morte de Michel Nisembaum, brasileiro mantido refém pelo Hamas. Conheci sua irmã e filha, e sei do amor imenso que sua família tinha por ele. Minha solidariedade aos familiares e amigos de Michel”, postou.

    “O Brasil continuará lutando e seguiremos engajados nos esforços para que todos os reféns sejam libertados, para que tenhamos um cessar-fogo e a paz para os povos de Israel e da Palestina”, completou.

    Nisembaum, que tinha cidadania brasileira e israelense, era residente em Israel e considerado desaparecido desde o dia 7 de outubro do ano passado. Na ocasião, ele participava de um festival de música alvo de ataque do Hamas.

    O conflito

    Em outubro passado, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, lançou um ataque surpresa de mísseis contra Israel, com incursão de combatentes armados por terra, no sul do país. De acordo com autoridades israelenses, cerca de 1,2 mil pessoas foram mortas e duas centenas de israelenses e estrangeiros foram feitos reféns.

    Em resposta, Israel vem bombardeando as infraestruturas em Gaza e impôs cerco total ao território, que dificulta, inclusive, a entrada de ajuda humanitária aos palestinos. Além dos mais de 35 mil mortos, a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza já deixou cerca de 80 mil feridos em sete meses, segundo dados do Ministério da Saúde do enclave.

    A guerra entre Israel e Hamas tem origem na disputa por territórios que já foram ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e palestinos.

    Agência Brasil