Categoria: Mundo

  • Kiev: bombardeio russo atinge hospital pediátrico e mata 28

    Kiev: bombardeio russo atinge hospital pediátrico e mata 28

    Em um dos piores bombardeios desde o início da guerra, a Rússia voltou a atacar Kiev nesta segunda-feira (8) com um lançamento em série de mísseis que deixaram cerca de 28 pessoas mortas e atingiu um hospital pediátrico, segundo autoridades locais.

    O hospital pediátrico Ohmatdyt, o maior de Kiev, foi parcialmente destruído. Imagens do local mostraram que uma das fachadas veio totalmente abaixo, e autoridades disseram que há crianças entre os mortos.

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que várias pessoas estavam presas sob os escombros do hospital.

    “Há pessoas sob os escombros e ainda não sabemos o número exato de vítimas. No momento, todos estão ajudando a retirar os escombros, tanto médicos como pessoas comuns”, disse o presidente.

    O prefeito da capital ucraniana disse que este é um dos piores ataques à cidade desde o início da guerra na Ucrânia, há mais de dois anos. A Rússia disparou mais de 40 mísseis contra Kiev, ainda segundo o prefeito.

    Outras cidades do centro e do leste do país também foram alvejadas, como Dnipro, Sloviansk, Kramatorsk e a cidade-natal de Zelensky (leia mais abaixo). Os bombardeios também destruíram três subestações de energia elétrica da cidade, informou a operadora local, a DTEK.

    Rússia negou ter atingido alvos civis. Nesta manhã, o Ministério da Defesa russo disse ter atacado apenas bases aéreas militares em território ucraniano.

    Dez das 20 mortes aconteceram na cidade-natal de Zelensky, Kryvyi Rih, no centro do país. Segundo o prefeito local, outras 30 pessoas também ficaram feridas.

    Em Dnipro, um arranha-céu e uma empresa foram danificados, afirmou o governador de Dnipropetrovsk, Sergei Lysak. O ataque também atingiu um posto de gasolina, onde deixou feridos.

    No leste da Ucrânia, na região de Donetsk, onde as forças russas avançaram nas últimas semanas, pelo menos três pessoas morreram em Pokrovsk, uma cidade que antes da guerra tinha quase 60 mil habitantes.

    O Kremlin não reagiu aos bombardeios, mas normalmente insiste que não ataca instalações civis.

    “Este bombardeio afetou civis, atingiu infraestruturas, e o mundo inteiro deveria ver hoje as consequências do terror, que só podem ser respondidas com força”, disse o chefe do gabinete presidencial da Ucrânia, Andrei Yermak.

     

    Zelensky, que nesta semana irá a Washington, nos EUA, para participar de uma cúpula da Otan, pediu aos aliados que enviem mais sistemas de defesa antiaérea à Ucrânia, país devastado por mais de dois anos de guerra.

    “A Rússia não pode afirmar que ignora por onde voam os seus mísseis e deve prestar contas por todos os seus crimes”, denunciou o presidente ucraniano em outra mensagem nas redes sociais.

  • Mãe do jogador Carlos Salcedo acusa o próprio filho de planejar o assassinato da irmã

    Mãe do jogador Carlos Salcedo acusa o próprio filho de planejar o assassinato da irmã

    Em uma postagem nas redes sociais, a mãe do jogador de futebol mexicano Carlos Salcedo o acusou de ser o autor intelectual do assassinato da própria irmã, Paola, ocorrido no último dia 29.

    A apresentadora de TV Martha Paola, de 29 anos, foi assassinada a tiros ao sair de um circo em Huixquilucan, no México, na noite do último sábado. Ela assistia a uma apresentação com o filho.

    “Justiça para Paola. Feminicídio. A verdadeira razão pela qual Carlos Salcedo quer sair do país é porque ele e sua esposa Andrea Navarro são os autores intelectuais do assassinato de Paola”, escreveu a mãe de Salcedo, María Isabel Hernández, em uma publicação na conta de Paola.

    Segundo o jornal mexicano “El Universal”, Paola teria saído do local para atender uma ligação no estacionamento, quando sofreu o ataque. Paola chegou a ser encaminhada ao Hospital de Ángeles, onde não resistiu aos ferimentos e morreu.

    Os criminosos estavam em uma caminhonete com vidros escuros e sem placa. Os criminosos não foram identificados pelas autoridades.

    De acordo com o jornal “El Gráfico”, María Izabel Hernández, mãe de Carlos e Paola, repostou uma imagem em suas redes sociais em que uma outra mulher acusa Carlos e sua esposa, Andrea Navarro, de estarem por trás do crime.

    A imprensa mexicana afirma que Carlos Salcedo se afastou de sua família em 2018, quando estava passando por um processo de divórcio com sua então mulher, Ivanna Sigüenza.

    Na época, o atleta também acusou sua irmã e seu pai de mau gerenciamento da sua carreira.

    Carlos já havia trocado ofensas com Paola publicamente, acusando-a de chantagem e dizendo que ela seria “psicologicamente instável”. Eles teriam se reconciliado brevemente em 2020, com o nascimento do sobrinho do jogador.

    Quem era Paola

     

    Formada em Relações Públicas, Paola deixa um filho de quatro anos, fruto do relacionamento com o jogador uruguaio Nicolás Vikonis.

    De acordo com o “El Universal”, desde cedo a apresentadora demonstrava uma paixão pelo futebol, que compartilhava com o irmão, principalmente pelos times Chivas e o Real Madrid. O amor a levou a trabalhar com programas esportivos como “Líderes del Baño” e “Farsantes sin Gloria”.

    Nas redes sociais, o time Cruz Azul, no qual Salcedo joga atualmente, lamentou a morte da apresentadora. “Lamentamos a sensível morte de Paola Salcedo, irmã do nosso jogador Carlos Salcedo. Nossas condolências”, escreveram no X (antigo Twitter).

    A Federação Mexicana de Futebol também lamentou a morte. “Nós nos juntamos à dor que assola sua família e amigos”, publicou no Facebook.

    G1

  • Bolívia é incorporada como membro pleno do Mercosul

    Bolívia é incorporada como membro pleno do Mercosul

    A Bolívia aderiu formalmente ao Mercosul nesta sexta-feira (5). A informação foi divulgada pelo presidente do país, Luis Arce, na rede social X (ex-Twitter), após ele promulgar uma lei aprovada pelo Congresso boliviano.

    “A incorporação da Bolívia como país-membro do Mercosul tem um caráter estratégico e nos converte em um eixo articulador na região”, escreveu Arce.

    A norma foi aprovada em 14 de junho pela Câmara de Deputados do país e sancionada pelo Senado boliviano na última quarta-feira (3). Após ser promulgada, a lei entrará em vigor em 30 dias.

     

    G1

  • Brasileira é presa na Inglaterra após ser filmada fazendo sexo com detento

    Brasileira é presa na Inglaterra após ser filmada fazendo sexo com detento

    Uma brasileira, agente penitenciária na Inglaterra, foi presa após ser filmada fazendo sexo com um detento em Londres. A mulher chegou a ser presa acusada de má conduta em cargo público mas foi liberada após pagamento de fiança.

    A Polícia Metropolitana de Londres abriu uma investigação na última sexta-feira (28), contra a agente e modelo brasileira Linda de Sousa Abreu, assim que as autoridades tomaram conhecimento do vídeo que viralizou nas redes sociais.

    A mulher chegou a ser presa no sábado (29), mas, após passar por audiência de custódia no Tribunal de Uxbridge na segunda-feira (1) foi liberada mediante pagamento de fiança e concordar em cumprir duas exigências das magistrada: Não entrar em qualquer aeroporto do país e aceitar ser monitorada eletronicamente pela Justiça.

    Em depoimento para a TV Globo, a Justiça britânica informou que a mulher foi denunciada à polícia e não faz mais parte do quadro de funcionários. A brasileira era conhecida por seu perfil na plataforma de adulto OnlyFans, onde se intitulava “La Madre”. Ela produzia vídeos para a plataforma com o marido, o lutador de MMA Nathan Richardson.

    Bahia Notícias

  • Somente Michelle Obama poderia derrotar Trump nas eleições, de acordo com pesquisa

    Somente Michelle Obama poderia derrotar Trump nas eleições, de acordo com pesquisa

    Michelle Obama, esposa do ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama, superou Donald Trump por 11 pontos percentuais em uma possível disputa, marcando 50% contra 39% de acordo com uma pesquisa da Reuters/Ipsos. A ex-primeira dama já disse várias vezes que não pretende concorrer à Presidência.
    A mesma pesquisa mostra que um em cada três democratas acha que o atual presidente, Joe Biden, deveria encerrar sua candidatura à reeleição após o debate da semana passada contra Trump.
    O levantamento revelou que tanto Trump, 78, quanto Biden, 81, marcam 40% entre eleitores registrados para votar, sugerindo que o atual presidente dos EUA não perdeu terreno desde o debate.
    Entretanto, uma pesquisa divulgada nesta quarta (3) pelo jornal The New York Times aponta o cenário oposto: de acordo com esse levantamento, o republicano ampliou sua vantagem sobre o democrata para nove pontos percentuais depois do confronto na televisão –agora, Trump marca 49% das intenções de voto entre eleitores registrados, e Biden, 41%. Quando se considera os eleitores que o jornal considera “prováveis votantes”, o resultado é de 49% para Trump e 43% para Biden.
    A piora de Biden nas pesquisas também foi capturada pelo jornal The Wall Street Journal, cujo levantamento mostra Trump na frente, com 48% das intenções de voto, e Biden perdendo espaço, com 42%.
    De acordo com a pesquisa da Reuters, entre os democratas entrevistados, 32% afirmaram à pesquisa que Biden deveria desistir de sua candidatura à reeleição após o debate, no qual o presidente gaguejou, não concluiu frases e se demonstrou confuso e vacilante frente a Trump.
    O New York Times obteve respostas ainda piores para Biden: 47% dos democratas ouvidos pelo jornal acham que o partido deveria trocar de candidato, número que sobre para 72% quando a pergunta é feita a eleitores independentes.
    Trump enfrenta suas próprias vulnerabilidades políticas, embora os casos criminais relacionados às suas tentativas de reverter sua derrota em 2020 estejam suspensos.
    Os eleitores democratas sempre tiveram dúvidas sobre a candidatura de Biden. Em uma pesquisa da Reuters/Ipsos realizada em janeiro, enquanto a disputa pela indicação do partido ainda estava em andamento, 49% dos democratas disseram que ele não deveria concorrer novamente em 2024.
    Biden prometeu permanecer na corrida. Se ele sair, contudo, os democratas cujos nomes surgem como possíveis substitutos tem resultados apenas um pouco melhores, com exceção de Michelle Obama.
    A vice-presidente Kamala Harris, por exemplo, ficou atrás de Trump por um ponto percentual, 42% a 43%, uma diferença que estava dentro da margem de erro de 3,5 pontos percentuais da pesquisa da Reuters. Vale lembrar, entretanto, que as pesquisas foram feitas sem que haja uma campanha aberta a favor de Harris.
    Kamala Harris saiu da sombra de Biden nos últimos meses, tornando-se uma voz importante no governo em defesa dos direitos ao aborto. A pesquisa da Reuters/Ipsos revelou que 81% dos eleitores democratas tinham uma visão favorável de Harris, em comparação com 78% que viam Biden da mesma forma.
    Biden foi considerado muito velho para trabalhar no governo por 59% dos democratas, uma leitura semelhante aos resultados de uma pesquisa de janeiro.
    O governador da Califórnia, Gavin Newsom, uma estrela em ascensão no Partido Democrata que muitos observadores esperam que possa buscar a Presidência em uma eleição futura, teve um desempenho ligeiramente pior, ficando atrás de Trump por 39% a 42%.
    A governadora do Michigan, Gretchen Whitmer, ficou atrás de Trump por 36% a 41%, enquanto o governador de Illinois, J.B. Pritzker, teve 34% de apoio em comparação com os 40% de Trump.

    Bahia Notícias

  • Índia: Debandada em encontro religioso deixa 116 mortos por esmagamento

    Índia: Debandada em encontro religioso deixa 116 mortos por esmagamento

    Uma debandada durante um encontro religioso na Índia nesta terça-feira (2) deixou ao menos 116 pessoas mortas por esmagamento, segundo a polícia local.

    O caso aconteceu no estado de Uttar Pradesh, a cerca de 140 quilômetros da capital, Nova Déli. Segundo a imprensa local, uma multidão celebrava a divindade hindu Shiva na cidade de Hathras. Durante a celebração, um tumulto foi iniciado, gerando correria.

    Centenas de pessoas foram esmagadas, a maioria delas mulheres e crianças, segundo o diretor-geral da polícia estadual, Prashant Kumar. Autoridades policiais disseram ainda não saber o que gerou o tumulto.

  • Para 72% dos americanos, Biden deveria desistir de candidatura, diz pesquisa

    Para 72% do eleitorado, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, 81, não deveria concorrer à reeleição, mostra pesquisa divulgada neste domingo (30) pela CBS News —um aumento de nove pontos percentuais em relação a fevereiro deste ano.
    O levantamento, feito em uma parceria da emissora com a empresa YouGov, tem uma margem de erro de 4,2 pontos percentuais e entrevistou 1.130 pessoas entre sexta-feira (28) e sábado (29) —ou seja, após o criticado desempenho de Biden no debate contra seu provável rival nas eleições de novembro, o ex-presidente Donald Trump, 78.
    A principal razão para querer a desistência de Biden é a idade, tema que se tornou tão central quanto economia e migração na eleição americana deste ano, disputada pelos dois candidatos à Presidência mais velhos da história dos EUA. Essa foi a justificativa de 86% daqueles que são contra a candidatura do democrata, à frente das decisões que ele pode tomar no gabinete, escolha de 71%.
    A porcentagem daqueles que não querem a candidatura de Biden previsivelmente cai quando a pergunta é feita a democratas, mas também cresceu em relação ao começo do ano. Entre os apoiadores do partido, 46% acham que Biden não deveria concorrer, dez pontos percentuais a mais do que em fevereiro.
    Cresceu também o número de pessoas para as quais o atual presidente não tem saúde mental e cognitiva para continuar no cargo —agora, elas representam 72% do eleitorado, quando eram 65% no início de junho. Embora pontue melhor nesse quesito, apenas 50% dos americanos acham que Trump tem saúde cognitiva para ser presidente.
    A pesquisa captura a comoção dos americanos após o primeiro e provável único debate da campanha eleitoral deste ano, na noite de quinta-feira (27). Com voz rouca e performance vacilante e confusa em muitos momentos, Biden foi encurralado pela retórica enérgica de Trump em temas-chave para o eleitorado americano, como migração, guerras nas quais os EUA se envolveram nos últimos anos, a gestão da pandemia de coronavírus e o aborto.
    As imagens eram tudo o que os republicanos queriam, já que cenas de Biden confuso, paralisado ou caindo viraram arma a seus opositores, que argumentam que o democrata não tem condições de permanecer mais quatro anos na Presidência.
    Biden recebeu uma enxurrada de críticas desde então, e membros e doadores do Partido Democrata chegaram a sugerir a substituição do candidato, de acordo com a imprensa americana. Neste domingo, porém, a Casa Branca negou relatos de que ele estava se reunindo com sua família para avaliar sua candidatura e diversos líderes democratas se manifestaram publicamente para apoiar o presidente.
    “Não se trata de desempenho em termos de um debate, mas de desempenho em uma Presidência”, disse a deputada democrata Nancy Pelosi, ex-presidente da Câmara, ao programa State of the Union, da CNN. “De um lado da tela, você tem integridade; do outro lado, você tem desonestidade.”
    Na noite de sábado, Biden e sua família haviam viajado para a residência presidencial em Camp David, onde ele avaliaria o futuro de sua campanha à reeleição, de acordo com a NBC News. No entanto, o vice-secretário de imprensa adjunto da Casa Branca, Andrew Bates, postou na rede social X que a viagem havia sido planejada antes do debate.
    O senador da Geórgia Raphael Warnock foi outro político que veio a público dizer que Biden não deve desistir da corrida. “Nosso trabalho é garantir que ele ultrapasse a linha de chegada em novembro. Não para o bem dele, mas para o bem do país”, afirmou no programa Meet the Press, da NBC.
    O senador democrata Chris Coons, do estado natal de Biden, Delaware, citou o discurso de sexta do presidente, na Carolina do Norte, para justificar seu apoio. Naquele dia, Biden falou, em tom oposto ao observado na véspera, que sabe que não é um homem jovem. “Eu não ando tão bem, não falo tão bem, não debato tão bem quanto eu debatia, mas sei como falar a verdade. Sei diferenciar o certo do errado, sei fazer esse trabalho”, afirmou.
    “Naquele palco de campanha na Carolina do Norte, eu vi um Joe Biden enérgico, engajado e capaz”, disse Coons no programa This Week, da ABC. Ele acrescentou que o presidente teve um desempenho fraco, mas Trump, por outro lado, teve um “desempenho horrível” e falou “mentira atrás de mentira atrás de mentira”.

    Bahia Notícias

  • Após multa, Elon Musk manda recado a Moraes

    O bilionário Elon Musk, dono da rede social X, criticou o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), por decisões judiciais em que o magistrado determina a retirada de conteúdos ou perfis do ar.
    Musk reproduziu comunicado publicado em perfil oficial da rede social. Na nota, o departamento para Assuntos Governamentais Globais de X disse que Moraes determinou a exclusão de publicações que criticavam um político brasileiro e deu à plataforma um prazo, segundo eles, irrazoável de apenas duas horas para cumprir a decisão.
    A rede social não cita o nome do político, mas se refere ao caso do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). O X acabou sendo multado por Moraes em R$ 700 mil por não retirar posts tidos como ofensivos ao parlamentar. O ministro havia determinado o bloqueio de uma conta na rede social e a remoção de sete postagens da usuária, em até duas horas, sob pena de multa diária de R$ 100 mil, conforme noticiou o Estadão Conteúdo. A plataforma diz ter pago R$ 100 mil e aguarda recurso para não pagar os R$ 700 mil.
    O bilionário reproduziu o comunicado publicado pela rede social, neste domingo (30), e acrescentou na legenda: “A lei violando a lei”.
    A reportagem procurou a assessoria de imprensa do STF, mas não obteve retorno até o momento. Se houver, a reportagem será atualizada.
    Embate entre Musk e Moraes começou em abril. Na ocasião, o dono do X afirmou que o ministro estava promovendo a “censura” no Brasil e ameaçou não cumprir medidas judiciais que restrinjam o acesso a perfis da rede social. O empresário foi incluído no inquérito das milícias digitais do STF, relatado por Moraes
    Em resposta a um seguidor, o bilionário chegou a chamar o ministro de “Darth Vader do Brasil”. O personagem, que é o mais famoso vilão da série de filmes Star Wars, serve ao Império Galático, ajudando a manter a galáxia em repressão.

    Bahia Notícias

  • Trump reforça a intenção de desestabilizar a ajuda financeira de Biden à Ucrânia

    Trump reforça a intenção de desestabilizar a ajuda financeira de Biden à Ucrânia

    O ex-presidente Donald Trump não esconde que, se for eleito em novembro, tornará ainda mais difícil a vida do líder ucraniano, Volodymyr Zelensky.

    Enquanto a vice-presidente Kamala Harris anunciava sábado um pacote de ajuda de 1,5 bilhão de dólares a Kiev, durante a conferência de paz na Suíça, o candidato republicano desdenhava o apoio incondicional dos EUA ao país e chamava Zelensky de “o maior vendedor de todos os tempos”, num comício em Detroit.

    “Há quatro dias, ele saiu com US$ 60 bilhões. Chega em casa e anuncia que precisa de mais US$ 60 bilhões. Isso nunca acaba. Terei isso resolvido antes de tomar a Casa Branca como presidente eleito”, prometeu a seus seguidores, oferecendo informações erradas e imprecisas sobre o projeto de lei de ajuda externa assinado em abril passado pelo presidente Joe Biden.

    O ex-presidente reafirmou que suspenderia a assistência de defesa à Ucrânia se saísse vencedor na disputa de novembro e ponderou que a Rússia não teria invadido o país há mais de dois anos se ele tivesse conquistado a Casa Branca, no lugar de Biden.

    A perspectiva de mudança da corrente política nos EUA, acrescida dos ganhos da extrema direita no Parlamento Europeu, gera incertezas para Zelensky. A conferência de paz realizada na Suíça terminou sem consenso. Países do Sul Global, entre os quais Brasil, Índia, África do Sul e Arábia Saudita, não assinaram o documento final, apoiando a integridade territorial da Ucrânia.

    Nesse contexto, as declarações de Trump e seu apoio a Putin reforçam o tom desestabilizador do candidato republicano no que se refere à segurança do país.

    “É um momento realmente extraordinário. Temos um ex-presidente fora do poder ditando a política externa americana em nome de um ditador estrangeiro ou tendo em mente os interesses de um ditador estrangeiro”, observa a jornalista Anne Applebaum, colunista da revista “The Atlantic”.

    Na semana passada, reunidos em Puglia, na Itália, Biden e seus colegas do G7 acertaram um empréstimo de US$ 50 bilhões à Ucrânia a partir dos juros gerados por ativos russos congelados pelo Ocidente. Havia naquela reunião de cúpula um clima de urgência para agilizar um acordo que assegurasse a ajuda à Ucrânia, independentemente de quem ganhe as eleições nos EUA.

    Em visita ao Capitólio, Trump, por sua vez, pressionava os republicanos, reafirmando que não gostaria de ver a aprovação de novos pacotes destinados à Ucrânia. O ex-presidente é igualmente cético em relação ao papel da Otan e frequentemente desafia os aliados europeus a aumentarem suas contribuições para a aliança atlântica.

    Em fevereiro passado, Trump declarou, num comício na Carolina do Sul que encorajaria a Rússia a “a fazer o que quiser” aos aliados da Otan que não pagam a sua parte na aliança militar ocidental. Essas ameaças reforçam a ansiedade tanto em Zelensky quanto em seus parceiros europeus de que, num eventual segundo mandato do republicano, todos têm motivos de sobra para verem seus maiores temores concretizados.

    G1

  • Grécia: guarda costeira jogou imigrantes no mar para morrerem, revelam testemunhas

    Grécia: guarda costeira jogou imigrantes no mar para morrerem, revelam testemunhas

    A guarda costeira da Grécia é responsável por dezenas de mortes de migrantes no Mediterrâneo num período de três anos, incluindo nove que foram deliberadamente jogados no mar, segundo revelaram testemunhas.

    Estes nove estão entre as mais de 40 pessoas que supostamente morreram em decorrência de terem sido sido forçadas a deixar as águas territoriais gregas ou levadas de volta para o mar após terem desembarcado nas ilhas gregas, descobriu uma análise feita pela BBC.

    A guarda costeira da Grécia disse à nossa equipe de investigação que rejeita veementemente todas as acusações de atividades ilegais.

    Mostramos imagens em vídeo de 12 pessoas sendo colocadas em um barco da guarda costeira grega e depois abandonadas num bote, a um ex-autoridade da guarda costeira grega. Ao se levantar da cadeira, com o microfone ainda ligado, ele disse que era “obviamente ilegal” e “um crime internacional”.

    O governo da Grécia é acusado há muito tempo de retornos forçados — obrigando as pessoas a voltarem para a Turquia, de onde partiram, o que é ilegal segundo o direito internacional.

    Mas esta é a primeira vez que a BBC calcula o número de incidentes com mortes que supostamente ocorreram como resultado das ações da guarda costeira grega.

    Os 15 incidentes que analisamos — datados de 23 de maio de 2020 — resultaram em 43 mortes. As fontes de informação iniciais foram principalmente a imprensa local, ONGs e a guarda costeira turca.

    A verificação de tais relatos é extremamente difícil — as testemunhas muitas vezes desaparecem ou ficam com bastante medo de falar. Mas, em quatro destes casos, conseguimos confirmar os relatos conversando com testemunhas oculares.

    Nossa pesquisa, que foi apresentada em um novo documentário da BBC, Dead Calm: Killing in the Med?, sugere um padrão claro.

    Em cinco dos incidentes, os migrantes afirmaram que foram jogados diretamente no mar pelas autoridades gregas. Em quatro destes casos, eles explicaram como haviam chegado às ilhas gregas, mas foram capturados. Em vários outros incidentes, os migrantes disseram que foram colocados em botes infláveis ​​sem motor, que depois esvaziaram ou pareciam ter sido perfurados.

    Um dos relatos mais assustadores foi feito por um camaronês, que afirma ter sido capturado pelas autoridades gregas após desembarcar na ilha de Samos, em setembro de 2021.

    Assim como todas as pessoas que entrevistamos, ele disse que estava planejando se registrar em solo grego como solicitante de asilo.

    “Mal havíamos atracado, e a polícia veio por trás”, ele contou. “Havia dois policiais vestidos de preto, e outros três em traje civil. Eles estavam mascarados, você só conseguia ver os olhos deles.”

    Ele e outros dois homens — um conterrâneo de Camarões e outro da Costa do Marfim — foram transferidos para um barco da guarda costeira grega, conforme seu relato, onde os acontecimentos tomaram um rumo assustador.

    “Eles começaram com o [outro] camaronês. Jogaram ele na água. O homem da Costa do Marfim disse: ‘Me salva, não quero morrer’… e, por fim, apenas sua mão estava acima da água, seu corpo estava embaixo (d’água).”

    “Lentamente, sua mão foi descendo, e a água o engoliu.”

    Nosso entrevistado diz que os sequestradores o espancaram.

    “Choviam socos na minha cabeça. Era como se eles estivessem socando um animal.” E, na sequência, ele conta que eles também o empurraram para dentro da água — sem colete salva-vidas. Ele conseguiu nadar até a costa, mas os corpos dos outros dois — Sidy Keita e Didier Martial Kouamou Nana — foram recuperados no litoral turco.

    Os advogados do sobrevivente exigem que as autoridades gregas abram um processo de duplo homicídio.

    Outro homem, da Somália, contou à BBC como, em março de 2021, havia sido capturado pelo Exército grego ao chegar à ilha de Chios, que depois o entregou à guarda costeira grega.

    Ele disse que a guarda costeira amarrou suas mãos atrás das costas antes de jogá-lo na água.

    “Eles me jogaram amarrado no meio do mar. Queriam que eu morresse”, afirmou.

    Ele contou que conseguiu sobreviver flutuando de costas, antes de soltar uma das mãos da corda. Mas o mar estava agitado, e três pessoas do seu grupo morreram. Nosso entrevistado conseguiu chegar à costa, onde acabou sendo avistado pela guarda costeira turca.

    No incidente com maior perda de vidas, em setembro de 2022, um barco que transportava 85 migrantes teve um problema perto da ilha grega de Rodes, quando seu motor parou.

    Mohamed, da Síria, nos contou que eles telefonaram para a guarda costeira grega em busca de ajuda — que os colocou em um barco, os levou de volta às águas turcas, e os deixou lá em botes salva-vidas. Mohamed diz que o bote que ele e sua família receberam, não estava com a válvula devidamente fechada.

    “Nós começamos a afundar imediatamente, eles viram isso… Eles ouviram todos nós gritando, mas ainda assim nos deixaram lá”, afirmou ele à BBC.

    “A primeira criança que morreu foi o filho do meu primo… Depois, foi uma por uma. Outra criança, mais uma criança, depois meu primo desapareceu. Pela manhã, sete ou oito crianças haviam morrido. Meus filhos só morreram de manhã… pouco antes da chegada da guarda costeira turca.”

    A lei grega permite que todos os migrantes em busca de asilo registrem sua solicitação em centros de registro especiais em várias ilhas.

    Mas nossos entrevistados — que contatamos com a ajuda da organização de apoio aos migrantes Consolidated Rescue Group — disseram que foram detidos antes de conseguir chegar a estes centros. Eles contam que esses homens estariam aparentemente operando à paisana — sem uniforme e, muitas vezes, mascarados.

    Grupos de direitos humanos alegam que milhares de pessoas que buscam asilo na Europa foram ilegalmente forçadas a voltar da Grécia para a Turquia, e tiveram negado o direito de buscar asilo, que está consagrado no direito internacional e da União Europeia.

    O ativista austríaco Fayad Mulla nos disse que descobriu por si só o quão clandestinas parecem ser estas operações, em fevereiro do ano passado, na ilha grega de Lesbos.

    Ao dirigir com destino ao local de um suposto retorno forçado após receber uma denúncia, ele foi parado por um homem de capuz — que mais tarde foi revelado que trabalhava para a polícia. Ele contou que a polícia tentou apagar o vídeo dele sendo parado da sua dashcam (câmera de painel para carro) e acusá-lo de resistir a um policial.

    No fim das contas, nenhuma outra ação foi tomada.

    Dois meses depois, em um local semelhante, Mulla conseguiu filmar um retorno forçado, publicado pelo jornal americano The New York Times. Um grupo que incluía mulheres e bebês desceu da traseira de uma van sem identificação e marchou por um cais até um pequeno barco.

    Eles foram então transferidos para uma embarcação da guarda costeira grega mais distante da costa, levados para alto mar e depois colocados em uma balsa, na qual foram deixados à deriva.

    Mostramos esta filmagem — que a BBC verificou — a Dimitris Baltakos, ex-chefe de operações especiais da guarda costeira grega.

    Durante a entrevista, ele se recusou a especular sobre o que as imagens mostravam — tendo negado, no início da nossa conversa, que a guarda costeira grega seria instada a fazer algo ilegal. Mas durante um intervalo, ele foi gravado dizendo a alguém, fora do enquadramento da câmera, em grego:

    “Não contei muita coisa para eles, né?… Está bem claro, não está. Não é física nuclear. Não sei por que fizeram isso em plena luz do dia… É… obviamente ilegal. É um crime internacional.”

    As imagens do vídeo estão atualmente sendo investigadas pela Autoridade Nacional de Transparência independente da Grécia.

    Uma jornalista investigativa com quem conversamos, baseada na ilha de Samos, diz que começou a conversar com um membro das forças especiais gregas por meio do aplicativo de relacionamento Tinder. Quando ele telefonou para ela a partir do que descreveu como um “navio de guerra”, Romy van Baarsen perguntou a ele sobre seu trabalho — e o que acontecia quando suas forças avistavam um barco de refugiados.

    Ele respondeu que eles os “levavam de volta”, e disse que tais ordens eram “do ministro”, acrescentando que seriam punidos se não conseguissem deter um barco.

    A Grécia sempre negou a ocorrência das chamadas “recusas”.

    A Grécia é uma porta de entrada para a Europa para muitos migrantes. No ano passado, houve  263.048 chegadas marítimas na Europa, com a Grécia recebendo 41.561 (16%) delas. A Turquia assinou um acordo com a União Europeia em 2016 para impedir a passagem de migrantes e refugiados para a Grécia, mas disse em 2020 que já não poderia aplicar a medida.

    Apresentamos as conclusões da nossa investigação à guarda costeira grega. Eles responderam que seus funcionários trabalhavam “incansavelmente com o máximo profissionalismo, um forte senso de responsabilidade e respeito pela vida humana e pelos direitos fundamentais”, acrescentando que estavam “em plena conformidade com as obrigações internacionais do país”.

    “Deve-se destacar que, de 2015 a 2024, a Guarda Costeira Helênica resgatou 250.834 refugiados/migrantes em 6.161 incidentes no mar. A execução impecável desta nobre missão foi positivamente reconhecida pela comunidade internacional”, acrescentou.

    A guarda costeira grega foi  criticada anteriormente por seu papel no maior naufrágio de migrantes no Mediterrâneo em uma década. Acredita-se que mais de 600 pessoas tenham morrido depois que o barco Adriana afundou na área de resgate demarcada da Grécia, em junho do ano passado.

    As autoridades gregas insistiram que o barco não estava com problemas, e estava a caminho da Itália em segurança, por isso a guarda costeira não fez uma tentativa de resgate.

    G1