Categoria: Mundo

  • Trump conversa com Zelenski por telefone e promete acabar com a Guerra da Ucrânia

    O ex-presidente dos Estados Unidos e candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (19) que conversou por telefone com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, e prometeu acabar com a guerra por meio de negociações entre Kiev e Moscou.
    O republicano costuma atacar seu adversário, Joe Biden, dizendo que o russo Vladimir Putin nunca teria invadido a Ucrânia se ele, Trump, fosse presidente. O empresário fez uma publicação na rede social Truth afirmando que a conversa com Zelenski foi “muito boa” e prometeu, se eleito, acabar com a guerra antes mesmo de tomar posse em janeiro de 2025.
    Zelenski também se pronunciou sobre a ligação, agradecendo mais uma vez pelo auxílio militar americano desde o início da guerra, mas sem mencionar negociações para encerrar o conflito. Republicanos alinhados à Trump no Congresso americano são contra o apoio de Washington a Kiev e foram responsáveis, por meio de obstruções no Legislativo, por um atraso de meses na entrega de novas armas e munições ao país invadido.
    O presidente ucraniano disse que deu os parabéns a Trump por ter sido nomeado oficialmente candidato pelo Partido Republicano e condenou o atentado contra o ex-presidente no último sábado (13). “Desejei a ele força e segurança no futuro, e mencionei o apoio bipartidário do governo americano à nossa liberdade e independência”, concluiu Zelenski.
    Na sua publicação, Trump disse que, como presidente, ele vai “trazer paz ao mundo e acabar com a guerra que já custou tantas vidas”. “Os dois lados vão poder sentar, conversar e negociar um acordo que vai pôr fim à violência e construir um caminho em direção à prosperidade”, prosseguiu.
    O candidato republicano não deixou claro que propostas pretende apresentar para encerrar o conflito. Entretanto, em uma entrevista à agência de notícias Reuters em 2023, disse que a Ucrânia pode ter que ceder território para chegar a um acordo de paz.
    A possibilidade é rejeitada veementemente por Kiev, que dizem ainda não ser possível negociar com a Rússia enquanto tropas de Moscou estiverem em solo ucraniano.

    Bahia Notícias

  • Brasil e a Itália convergem em questões mundiais, diz Mattarella

    Brasil e a Itália convergem em questões mundiais, diz Mattarella

    O presidente da Itália, Sergio Mattarella, em palestra no Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro, disse, nesta quinta-feira (18), que o seu país e o Brasil têm valores semelhantes e defendem posições convergentes em questões mundiais como o estado de direito e a democracia.

    “Os fundamentos do diálogo são os valores que pertencem aos nossos dois povos. O amor pela liberdade, o impulso por uma sociedade justa e inclusiva, a proteção oferecida pelo estado de direito e a democracia. O Brasil é um dos maiores protagonistas do panorama das democracias mundiais”, afirmou.

    “No mundo de hoje, digamos a verdade, a democracia não está com boa saúde. Isso nos interessa e nos preocupa, porque está em jogo o bem do homem. Essas não são palavras minhas. Quem as pronunciou poucos dias atrás, com a eficácia da comunicação que o caracteriza, foi o papa Francisco, o primeiro pontífice da história proveniente da América do Sul”, acrescentou.

    Em mais uma etapa da sua agenda em visita ao Brasil, o representante italiano afirmou que o Brasil é um parceiro ideal para a discussão de temas abertos a todos sem posicionamento ideológico ou geopolítico.

    Para Mattarella, em 2024, foram confiadas às duas nações responsabilidades especiais. Enquanto o Brasil lidera o G20, a Itália preside o G7.

    “São fóruns intergovernamentais que proporcionam oportunidade de diálogo sobre questões fundamentais para nosso planeta, para o desenvolvimento de plataformas que unam.”

    Segundo Mattarella, na cúpula do G7 a Itália alargou o diálogo sobre as prioridades, convidando países de todas as regiões do mundo. Nas conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta semana, em Brasília, disse que teve oportunidade de apreciar as características e prioridades que o Brasil definiu para sua presidência no G20.

    “Colocar ênfase na inclusão social, no combate à pobreza e à fome, no desenvolvimento sustentável, na transição energética, na necessidade de uma tributação justa nas atividades econômicas geradoras de imensos lucros, na reforma da governança global, é prova tangível, se fosse necessário buscaria outras, do alcance global da política externa do Brasil”.

    Para Mattarella, o mundo vive um momento que exige diálogo e troca de ideias. “Observo com grande satisfação que existe uma ampla sintonia entre as presidências do G7 e do G20. Um desalinhamento acentuado entre estes dois grupos tão importantes para o debate internacional teria sido um erro imperdoável repleto de consequência”.

    “A Itália observa com grande admiração o trabalho iniciado pela presidência brasileira no sentido de alcançar o objetivo de lançar a aliança global contra a fome e a pobreza na cúpula do G20 em novembro. A Itália apoia totalmente essa iniciativa e está pronta a colaborar em todos os níveis”, completou.

    Segundo o presidente italiano, a crise climática e os conflitos acentuaram o sofrimento de centenas de milhares de pessoas que estão à beira da fome ou não têm acesso à dieta saudável. Muitas foram obrigadas a fugir de seus países por questão de sobrevivência.

    “Primeiro a pandemia, depois a proliferação de conflitos, principalmente na Ucrânia. Tudo isso levou a um número acentuado de pessoas desnutridas, com 120 milhões de pessoas a mais do que tínhamos em 2019. O Brasil, a Itália, a América Latina e a Europa podem colaborar em nível multilateral e podem dar vida também a iniciativas trilaterais com países africanos para construir sistemas alimentares mais sustentáveis e produtivos”, observou.

    Transição verde

    O presidente defendeu uma transição energética concreta, pragmática, sustentável e eficaz. Acrescentou que por muito tempo a questão ambiental e das mudanças climáticas foi enfrentada de forma inadequada pela comunidade global. “As consequências são sempre terríveis, como pude constatar com grande tristeza ao visitar o Rio Grande do Sul. Se quisermos deixar às gerações futuras um planeta em que as gerações futuras possam viver e prosperar em paz, todos temos que fazer um progresso decisivo e conjunto”.

    Migração

    O chefe de Estado italiano agradeceu a amizade e a cordialidade com que tem sido recebido no país, incluindo a filha e a delegação que o acompanha. Ele acrescentou que a sua vinda ocorre 24 anos após a última visita de um presidente italiano ao Brasil.

    “Vinte e quatro anos após a visita do presidente Ciampi [Carlo Azeglio], eu queria fazer uma viagem que me permitisse vivenciar diferentes aspectos da realidade deste país, ir a Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Porto Alegre. Esta última dramaticamente afetada pelas enchentes das últimas semanas, é um privilégio que me permite apreciar a multifacetada e rica variedade do Brasil. Cada etapa expressa um perfil diferente da identidade profunda deste país de dimensões continentais. Um país gigante por sua própria natureza, como diz o hino nacional brasileiro”, comentou.

    Mattarella classificou as relações de amizade entre os dois países como um patrimônio comum alimentado pelos mais de 800 mil italianos que vivem aqui e da maior comunidade do mundo de ítalo-descendentes, pessoas que desempenharam um papel ativo na construção do Brasil de hoje, do seu desenvolvimento e da sua prosperidade.

    “Agradecemos ao parlamento brasileiro por ter estabelecido a data de 21 de fevereiro como o dia do migrante italiano. Tudo isso em memória do desembarque em Vitória em 1874 de uma centena de italianos que deixaram Genova a bordo do vapor La Sofia. Trouxeram poucos vens mas foram movidos pela aspiração de querer participar do desafio de moldar um país. Pessoas dispostas a se integrarem e com a determinação de alcançar com seu próprio trabalho uma vida melhor. Essa terra generosa ofereceu-lhes hospitalidade e oportunidades e por isso tem a gratidão da Itália”, relatou.

    Para o chefe de Estado italiano, o aniversário em 2024 dos 150 anos de migração para o Brasil representa um momento significativo na relação entre os dois países e leva a refletir sobre a indivisibilidade dos destinos humanos. Na visão dele, este aspecto deve ser valorizado juntamente a outras nações europeias perante o desafio do acolhimento que o atual fenômeno migratório coloca a essas sociedades.

    Discurso denso

    De acordo com o embaixador e conselheiro emérito do Cebri, Rubens Ricupero, que participou do encontro, o presidente italiano fez um discurso muito denso em que examinou a conjuntura internacional atual com as grandes ameaças, além de mostrar que há vários pontos em comum com maneira do Brasil ver a relação internacional.

    “As posições que ele expôs são muito coincidentes com a diplomacia brasileira. Houve uma convergência muito grande”, disse, lembrando que é fruto da imigração italiana destacada por Mattarella na palestra.

    Para o embaixador e conselheiro emérito do Cebri, Marcos Azambuja, as convergências entre o Brasil e a Itália são tão óbvias que é preciso apenas os dois países continuarem no caminho que seguem. Azambuja defendeu o que chamou de uma diplomacia de proximidade com mais contatos pessoais entre os líderes mundiais. “O afeto vem do convívio. Nós temos que nos ver mais. Ele agora vai levar do Brasil para a Itália imagens que não teria se não fosse a presença física aqui. Diplomacia é feita de proximidade. Tem de encontrar o outro. Tocar o outro e estabelecer uma relação de fraternidade.”

    O embaixador concordou com a referência do presidente italiano sobre a linha definida pela liderança do Brasil no G20. “Ele elogiou porque é uma visão construtiva. O Brasil não quer nenhuma coisa que crie rupturas. O mundo já está com dois conflitos sérios na Ucrânia e em Gaza. O Brasil quer fortalecer a paz. O Brasil não é sócio da guerra. O Brasil não ganha com a guerra. Ganha com o comércio e investimento no turismo. O Brasil é um país comprometido dom a paz”, disse à Agência Brasil, após o encontro.

    Agência Brasil

  • Apagão cibernético atrasa voos e prejudica serviços bancários e de comunicação ao redor do mundo

    Apagão cibernético atrasa voos e prejudica serviços bancários e de comunicação ao redor do mundo

    Um apagão cibernético está provocando atrasos em voos, além de prejudicar serviços bancários e de comunicação ao redor do mundo, nesta sexta-feira (19). O problema estaria relacionado a sistemas que utilizam Windows na empresa CrowdStrike, uma fornecedora de serviços de segurança digital

    A Microsoft afirma que a falha já foi resolvida, mas que problemas residuais ainda podem ocorrer. Não há indícios de que o apagão esteja relacionado a um ataque hacker.

    As companhias aéreas American AirlinesUnited e Delta — as principais dos Estados Unidos –paralisaram todos os voos. A JetBlue, que opera majoritariamente voos domésticos nos EUA, segue com as operações normais.

    No Brasil, usuários reclamam que apps de bancos estão fora do ar. Bolsas de valores em todo o mundo tiveram intercorrências nas operações

    O incidente teve origem em um problema global na empresa de segurança cibernética CrowdStrike.

    Em um comunicado, a CrowdStrike confirmou que está ciente de falhas no sistema operacional Windows relacionada ao sensor “Falcon”.

    A CrowdStrike é uma empresa que fornece serviços de cibersegurança para algumas das maiores empresas do mundo para encontrar falhas em sistemas digitais evitar ataques de hackers. Informações iniciais dão conta de que o apagão se originou em sistemas da CrowdStrike que utilizam o sistema operacional Windows, da Microsoft.

    A Microsoft afirma que o problema teve origem em sistemas do Windows devido a “uma atualização de uma plataforma de software de terceiros”.

     

    Os aeroportos e as companhias aéreas do Brasil não haviam registrado problemas causados pelo apagão até por volta de 8h desta sexta.

    Segundo a rede de TV norte-americana ABC, nenhum voo da American Airlines, United e Delta deve decolar nas próximas horas. As viagens que já estão em andamento continuarão normalmente.

    Eurowings, subsidiária da companhia aérea alemã Lufthansa para voos na Europa, disse que todos os voos domésticos e entre Alemanha e Reino Unido foram cancelados até as 15h no horário local (10h no Brasil).

    Problemas técnicos foram reportados nos maiores aeroportos da Europa e na Índia, com atrasos de voos. Em Berlim, na Alemanha, todas as decolagens ficaram suspensas por algumas horas. No aeroporto de Singapura, um dos maiores do mundo, diversas companhias aéreas estão fazendo o check-in de forma manual.

    A Autoridade Aeroportuária de Hong Kong disse que as companhias aéreas também mudaram o procedimento de check-in para manual e que voos não foram afetados.

    Redes de TV e outros serviços

     

    A Sky News, um dos principais canais de notícias do Reino Unido, está fora do ar nesta sexta, segundo a Reuters. Problemas também foram registrados em duas das maiores emissoras, TF1 e Canal+.

    Na Austrália, a rede estatal ABC está com a programação totalmente paralisada, e a Sky News Australia está parcialmente fora do ar.

    Outros problemas de tecnologia foram reportados ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, o serviço de emergência 911 ficou fora do ar no Alasca.

    Serviços bancários e de mídia da Austrália foram afetados, sendo que algumas lojas fecharam temporariamente. Alguns bancos da Nova Zelândia também ficaram fora do ar.

    No Reino Unido, o serviço de trem disse que foi afetado e pode enfrentar cancelamentos. Sistemas de computadores do serviço público de saúde caíram, como o de agendamento de consultas e o de farmácias.

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  • Brasil apresenta objetivos de desenvolvimento sustentável na ONU

    Brasil apresenta objetivos de desenvolvimento sustentável na ONU

    Depois de seis anos, o Brasil voltou a apresentar na Organização das Nações Unidas (ONU) um balanço de seus objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS). Chamado de Relatório Nacional Voluntário, o documento mostra a evolução do Brasil em cada um dos 17 ODS das Nações Unidas, do período de 2016 a 2022.  

    A apresentação do relatório brasileiro foi feita nesta quarta-feira (17) pelo ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo. A sessão ocorreu no Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável, na sede da ONU, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

    Segundo ele, o Brasil decidiu voltar a apresentar o relatório para demonstrar a retomada do compromisso do país com o desenvolvimento sustentável e a Agenda 2030. “Apresentar o diagnóstico sobre a implementação das metas, dos objetivos do desenvolvimento sustentável no país,  comunicar mundialmente a atuação do Brasil com relação à agenda 2030, e restabelecer sua imagem internacional como protagonista da agenda do desenvolvimento”, disse o ministro.

    O documento apresentado pelo Brasil considera o período de 2016 a 2022 e mostra que, das 169 metas dos ODS, apenas 14 (8,2%) foram plenamente cumpridas; enquanto 35 (20,7%) apresentaram uma evolução positiva; 26 metas (15,4%) não mostraram nenhum progresso, e 23 (13,6%) sofreram retrocessos. Já 71 metas (42%) não puderam ser adequadamente avaliadas devido à falta de dados disponíveis ou a irregularidades nas séries de dados coletados.

    “Não é um mapa agradável, infelizmente eu vou ter que mostrá-lo aqui, o que aconteceu no país nesses últimos seis anos, sobretudo nos últimos quatro anos de desmonte de todas as políticas públicas de proteção à pessoa humana e ao cidadão”, disse Macêdo.

    “Esse, infelizmente, foi onde o Brasil foi levado nesses últimos seis anos, com políticas públicas fragilizadas e desmanteladas pelo governo anterior. O retorno do Brasil ao Mapa da Fome, a população brasileira vulnerável nos temas da saúde e da pobreza extrema, e a fragilização da democracia”, acrescentou.

    Retomada

    O relatório destacou também as ações que a atual gestão do governo federal tem feito desde 2023 para avançar na Agenda 2030 e nas metas dos ODS. Entre os destaques estão a recriação da Comissão Nacional dos ODS, a retomada de programas de combate à fome, à pobreza e à desigualdade; de enfrentamento das emergências climáticas e preservação dos biomas; de transição energética justa e sustentabilidade da Amazônia; além da defesa da democracia, igualdade racial e trabalho decente, e participação da sociedade brasileira nas decisões das políticas públicas.

    “Quando nós chegamos ao governo, nesse terceiro mandato do presidente Lula, o presidente encontrou 33 milhões de brasileiros famintos e mais um terço da população com algum tipo de insegurança alimentar. Com a retomada do novo Bolsa Família, com as Cozinhas Solidárias, com a economia popular, com os programas sociais, já retiramos, nesses um ano e meio, 24,5 milhões de brasileiros que estavam na fome e na miséria absolutas”, destacou Macêdo.

    O ministro ressaltou ainda o lançamento de programas como o Plano Brasil Sem Fome, o Programa de Aquisição de Alimentos, o Programa de Aquisição de Alimentos para Merenda Escolar, o Plano Safra da Agricultura Familiar e do Agronegócio e o lançamento da Política Nacional de Agroecologia.

    “Quero falar que na educação também, nós retomamos programas como a expansão das universidades e criamos o Pé de Meia, um programa que visa manter os jovens do ensino fundamental e médio na escola”, disse.

    Segundo o documento apresentado, a agenda de enfrentamento à mudança do clima passou, desde 2023, a traba­lhar em colaboração com as políticas de desenvolvimento econômico, social e am­biental. O texto destaca que o Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima foi reformulado e o Plano Clima está sendo elaborado de forma participativa.

    “Nós fizemos o plano de ação para a prevenção e controle do desmatamento na Amazônia Legal, reduzindo em quase 50% o desmatamento no nosso país, já no primeiro momento. E a nossa meta é o desmatamento zero. E estamos acabando de lançar o Plano Clima Participativo, que vai ser feito com a participação da sociedade para enfrentar as mudanças climáticas”, disse o ministro.

    O ministro encerrou a apresentação destacando a iniciativa brasileira de criar o ODS 18, que trata da Igualdade Étnico-Racial. A proposta foi apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da ONU em 2023.

    “O ODS 18 é voluntário e foi assumido pelo nosso país. Está em processo de implementação e já foi criada uma câmara técnica no universo da Comissão Nacional de ODS e feita a elaboração das metas e indicadores que vão ser debatidos, discutidos e validados pela sociedade brasileira organizada, os movimentos sociais”.

    Agência Brasil

  • Prefeita de Paris cumpre promessa e nada no rio Sena antes dos Jogos Olimpícos

    Prefeita de Paris cumpre promessa e nada no rio Sena antes dos Jogos Olimpícos

    A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, cumpriu uma promessa e nadou no rio Sena nesta quarta-feira (17), nove dias antes da abertura dos Jogos Olímpicos na cidade. Várias provas estão programadas para acontecer no rio que corta a capital francesa, até pouco tempo atrás considerado impróprio para banho.

    Em dia ensolarado, com água a 20°C, bactérias e vazão em baixa, as condições estavam ideais para o aguardado mergulho, cinco dias depois de a ministra dos Esportes, Amélie Oudéa-Castéra, ter entrado nas águas do Sena.

    Hidalgo também foi acompanhada pelo presidente do Comitê Organizador dos jogos, Tony Estanguet.

  • Na ONU, Brasil apresenta ODS para combater desigualdade étnico-racial

    Na ONU, Brasil apresenta ODS para combater desigualdade étnico-racial

    O Brasil, com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), apresentou sua experiência de criar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de número 18, que se refere à igualdade étnico-racial. A apresentação ocorreu em um evento paralelo ao Fórum Político de Alto Nível, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

    O secretário-geral da Presidência da República, Márcio Macêdo destacou o retorno do país à agenda internacional e seu protagonismo na defesa da democracia e no combate às desigualdades racial e étnica.

    “Estamos comprometidos com a construção de um mundo mais próspero para todos e que não deixe ninguém para trás. Não é possível que, em pleno século 21, pessoas ainda julguem seus pares a partir de seu tom de pele, traços físicos, gênero ou idade. Mais do que nunca, devemos lutar para que nossas diferenças sejam respeitadas e nossos direitos, assegurados.”

    Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável foram estabelecidos em 2015 pela e compõem uma agenda mundial para construir e implementar políticas públicas para guiar a humanidade até 2030. À época eram 17 ODSs para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que todas as pessoas do mundo possam desfrutar de paz e de prosperidade. O 18° ODS é uma iniciativa brasileira.

    A secretária-executiva do Ministério da Igualdade Racial, Roberta Eugênio, avaliou que tem sido ao mesmo tempo desafiador e gratificante participar do desenvolvimento do ODS de número 18: “é uma honra estabelecer esse debate aqui, na sede das Nações Unidas”.

    “Nosso país amadureceu para compreender que não é possível promover um desenvolvimento sem que haja a promoção da igualdade étnico-racial e o enfrentamento às distorções e iniquidades. É a ação coletiva que pode fazer avançar o combate à pobreza e às desigualdades.”

    Racismo

    O ODS 18 é uma iniciativa voluntária do Brasil para colocar o combate ao racismo no centro dos esforços para o desenvolvimento sustentável e para o alcance da Agenda 2030. A iniciativa é liderada pela câmara temática da Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS) e pelo Ministério da Igualdade Racial.

    Como organismo de desenvolvimento da ONU, o Pnud desempenha um papel central no apoio aos países para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável é a plataforma central das Nações Unidas para o acompanhamento da implementação da Agenda 2030.

    Igualdade

    Um grupo de trabalho coordenado pelo Ministério da Igualdade Racial tem se dedicado, desde o ano passado, à discussão e à elaboração de metas e indicadores para acompanhar e implementar o ODS 18 até 2030. O anúncio da iniciativa foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da Assembleia Geral da ONU em setembro passado.

    Desde então, foram estabelecidas metas que serão incluídas no ODS 18, entre elas: eliminar a discriminação étnico-racial no trabalho; eliminar as formas de violência contra povos indígenas e afrodescendentes; garantir acesso ao Sistema de Justiça por pessoas negras e indígenas; promover memória, verdade e justiça para a população negra e indígena. A

    As metas incluem outras garantias à população negra e indígena: habitação adequada e sustentável; acesso à atenção de saúde de qualidade; educação de qualidade; garantir diálogo e participação social; eliminar a xenofobia e tratar imigrantes negros e indígenas com dignidade.

    Agência Brasil

  • Bangkok: tiros em hotel deixam seis mortos, na Tailândia, diz mídia local

    Bangkok: tiros em hotel deixam seis mortos, na Tailândia, diz mídia local

    Seis pessoas morreram baleadas em um hotel na capital da Tailândia, em Bangkok, nesta terça (16). As informações são da imprensa local e foram reproduzidas pela agência Reuters.

    G1

  • FBI identifica atirador que tentou matar Donald Trumpo

    FBI identifica atirador que tentou matar Donald Trumpo

    O atentado contra o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi cometido por um jovem de 20 anos, que possuía registro como filiado ao partido republicano. Thomas Matthew Crooks foi morto após o ataque por agentes do Serviço Secreto.

    O nome de Crooks foi divulgado pelo FBI, de acordo com a CNN norte-americana, em um comunicado na manhã deste domingo, 14. O homem era residente de Bethel Park, na Pensilvânia.

    O atirador se posicionou em um telhado fora do perímetro de segurança criado para o comício. Crooks foi morto ali mesmo, por forças que faziam a guarda de Trump.

    O jovem havia se formado no ensino médio em 2022 e estava registrado para votar como republicano, partido de Trump. Porém, a Comissão Eleitoral Federal tem registro de uma doação em seu nome de US$ 15 para um comitê aliado ao partido Democrata, em 2021.

    A CNN norte-americana entrou em contato com o pai de Crooks, que disse estar tentando entender o que havia acontecido. Ele preferiu não falar mais nada até ter orientação de um advogado.

    “Tentativa de assassinato”
    Neste mesmo comunicado, o FBI informou que o caso está sendo tratado como “tentativa de assassinato”.

    Autoridades ainda investigam o que ocorreu, bem como as motivações do atirador, e não descartam que possa haver mais pessoas envolvidas nesse ataque.

    Atentado a Trump
    O ex-presidente Donald Trump foi retirado às pressas do palco, depois que tiros interromperam o comício em que ele discursava neste sábado, 13, em Butler, Pensilvânia. Ele tinha manchas de sangue visíveis na orelha quando foi levado pela equipe de seguranças.

    O atirador e um dos apoiadores de Donald Trump que participava do comício foram mortos. Outros dois participantes do comício estão internados em estado grave.

    Posteriormente, Trump se pronunciou em sua rede social, Truth, dizendo ter sido atingido na orelha. “Fui atingido por uma bala que perfurou a parte superior da minha orelha direita. Eu soube imediatamente que algo estava errado pois ouvi um som de zumbido, tiros, e imediatamente senti a bala rasgando a pele. Houve muito sangramento, então percebi o que estava acontecendo”, escreveu.

  • ‘Ótimo trabalho’, diz Trump ao ironizar confusões de Biden durante entrevista

    ‘Ótimo trabalho’, diz Trump ao ironizar confusões de Biden durante entrevista

    O ex-presidente dos Estados Unidos e candidato do Partido Republicano à Casa Branca, Donald Trump, ironizou nesta quinta-feira (11) as confusões do presidente Joe Biden em entrevista coletiva, dizendo “bom trabalho, Joe” em uma publicação na sua rede social, a Truth Social, sobre o momento em que Biden trocou os nomes de sua vice, Kamala Harris, e do próprio Trump.
    Na entrevista, durante a qual insistiu que manterá sua candidatura à reeleição, Biden disse que “não teria escolhido o vice-presidente Trump para ser vice-presidente se eu não acreditasse que ele fosse qualificado para ser presidente”, disse, quando na verdade se referia a Kamala.
    Trump escreveu na rede social que “Joe Corrupto começou sua entrevista coletiva de ‘menino crescido’ com [a troca dos nomes de Kamala e Trump]. Ótimo trabalho, Joe!”. O candidato republicano também postou outros vídeos de falhas e gaguejos de Biden durante a entrevista, e terminou a série de publicações com “Joe Corrupto tem um problema de Síndrome de Transtorno de Trump”.
    Minutos depois, Biden respondeu aos ataques, dizendo que sabe a diferença entre Kamala e o ex-presidente: “uma é procuradora de Justiça, e o outro, um criminoso”.
    A entrevista coletiva de Biden desta quinta, realizada ao fim da cúpula da Otan em Washington, foi um momento crucial para sua candidatura, que sofre pressão interna do Partido Democrata depois da performance desastrosa do debate contra Trump no último dia 27.
    Durante a conversa com jornalistas, Biden afirmou ser o melhor candidato contra Trump, minimizou a pressão que vem sofrendo para que desista e voltou a tropeçar em palavras.
    “Ninguém está dizendo que não posso ganhar. Nenhuma pesquisa diz isso”, afirmou nesta quinta (11) o presidente em tom combativo diante de dezenas de repórteres, em um raro momento de interação direta entre o democrata e a imprensa que durou quase uma hora, com 11 perguntas.
    Ao mesmo tempo, ele reconheceu os danos causados pelo debate e disse que está se expondo mais ao público para aplacar os medos em torno de sua aptidão física e cognitiva para cumprir um novo mandato. Ele se disse ainda aberto a fazer novos exames médicos, caso especialistas avaliem que isso seja necessário.
    Ainda nesta quinta, Biden cometeu outra confusão ao chamar o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, de presidente Putin, em referência ao líder russo. O chefe de Estado da França, Emmanuel Macron, saiu em defesa de Biden, dizendo que “todos temos lapsos”.

    Bahia Notícias

  • França: incêndio atinge torre da catedral de Notre Dame de Rouen

    França: incêndio atinge torre da catedral de Notre Dame de Rouen

    A agulha da catedral Notre Dame de Rouen, na França, foi atingida por um incêndio nesta quinta-feira (11). Bombeiros ainda tentam controlar as chamas, registradas por uma rede de TV fancesa.

    A catedral estava em obras de restauro havia anos, e se encontrava coberta por um pano branco no momento em que as chamas irromperam

     

    Segundo o chefe da brigada de incêndio, 70 bombeiros e outros 40 funcionários trabalhavam para conter o fogo.

    Incêndio atinge agulha da catedral de Notre Dame de Rouen, na França, em 11 de julho de 2024 — Foto: Reuters/Reprodução

    A catedral de Rouen, um dos ícones da arquitetura gótica, data de 1506, e chegou a ser o edifício mais alto do mundo entre 1876 e 1880, com 151 metros de altura, após a instlação da agulha principal. Ela foi superada por 6 metros pela catedral de Colônia, na Alemanha.

    A agulha atual de aço foi colocaa no lugar de uma outra estrutura, renascentista, feita de madeira e chumbo, e destruída por um raio em 1822.

    Sua história remonta a mais de mil anos atrás, de quando datam os primeiros vestígios de uma estrutura em estilo românico. A Notre Dame de Rouen era um dos temas preferidos do pintor impressionista Claude Monet (1840-1926), que a retratou em mais de 30 obras, mostrando o prédio sob diferentes pontos de vista e em diferentes momentos do dia.

     

    Em 2019, um incêndio de grandes proporções destruiu o teto da catedral de Notre Dame de Paris, na capital francesa, que também consumiu a agulha principal da construção.

    G1