Salvador, 26 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Missão climática pela Caatinga acontece em Juazeiro com presença de governador do estado e ministra do Meio Ambiente

A Missão Climática pela Caatinga 2024 contou com atividades realizadas, nesta segunda-feira (10), em Juazeiro, na região norte da Bahia, e em Petrolina, cidade do estado de Pernambuco, celebrando o Dia Nacional da Caatinga. Executado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o evento reuniu comunidades que vivem na Caatinga e diversas autoridades, com destaque para as presenças do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e do secretário executivo da Convenção das Nações Unidas para o combate à desertificação (UNCCD), Ibrahim Thiaw.
Na parte da manhã, na Comunidade Tradicional de Fundo de Pasto de Malhada da Areia, em Juazeiro, foi realizada uma visita guiada a uma área de caatinga e solos degradados e apresentadas tecnologias sociais e práticas de convivência com o semiárido, entre elas “recaatingamento”, projeto de preservação ambiental que busca contribuir para inverter a desertificação do bioma caatinga através do uso sustentável de seus recursos naturais, que conta com o apoio do Governo da Bahia.
“O Governo do Estado já tem uma atuação de políticas para a convivência como semiárido. Tivemos um programa específico para isso que foi o Pro- Semiárido, nós fizemos agenda de produção, de manejo de Caatinga, de ampliação da capacidade que a Caatinga tem tanto para produção de agricultura quanto para pecuária. Mas, acima de tudo, para preservação do meio ambiente. Aqui hoje nós estamos vendo uma ação de recaatingamento”, explicou o governador.
A ministra Marina Silva destacou a importância do trabalho e da parceria entre o governo estadual, o governo federal e, principalmente, os governos municipais com o suporte da comunidade. “É muito bonito ver toda essa experiência de como a gente pode conviver com o semiárido, em vez de ficar com aquela lógica de combater a seca. A gente tem que aprender a manejar, restaurar, preservar e usar com sabedoria, como eu vi aqui, inclusive com o quintal produtivo, fazendo as cisternas de placa, para que a comunidade possa plantar, criar seus pequenos animais, ter uma renda e viver com dignidade nesse espaço abençoado por Deus”, afirmou.
Vale destacar que a Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro, que apresenta clima e vegetação seca, com solos pobres em matéria orgânica, e a maior parte dos rios locais é intermitente. As espécies de animais e vegetais da Caatinga são altamente adaptadas ao clima semiárido. A comunidade se estabelece no território há cerca de 200 anos e a principal atividade socioeconômica é a criação de animais e outros bens naturais. Lá vivem aproximadamente 26 famílias em uma área total de 2.024 hectares ocupados.
Certificações
Na mesma ocasião, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) entregou quatro certificados de reconhecimento de Comunidades de Fundo e Fecho de Pasto para as comunidades de Caboclo, Fazenda Juá, Malhada da Areia e Passagem do Sargento. Comunidades de Fundo e Fecho de Pasto são caracterizadas pela moradia de pequenos camponeses que praticam a agricultura familiar de subsistência no semiárido baiano.
A titular da Sepromi, Ângela Guimarães, explicou que essa é uma demanda que as comunidades sempre apresentam à pasta, pois se trata de uma certidão de autorreconhecimento para assegurar, com as visitas técnicas que a Sepromi realiza, que aquela comunidade de fato é de fundo de pasto, que realiza toda a sua forma de produção e reprodução material, cultural, religiosa, tendo por base essas premissas de um dos 10 povos e comunidades tradicionais da Bahia.
“Então a Sepromi vem, dialoga com a comunidade, confirma aquela autodeclaração e a partir daí se abre um leque para uma série de políticas públicas e a primeira demanda da comunidade é exatamente a regularização do seu território e é nesse sentido que nós temos trabalhado junto ao governador Jerônimo, em articulação com outras secretarias para que essa regularização avance temporalmente, cada vez de forma mais ágil, para que a gente consiga assegurar outras políticas públicas de inclusão socioprodutiva”, garantiu a secretária.
 
Repórter: Lina Magalí/GOVBA

Veja também

unnamed
Artilharia, título estadual e 65 jogos: Marcelinho encerra passagem pelo Barra
O atacante Marcelinho tem 199 partidas como atleta profissional. Até então, a equipe que ele mais defendeu...
urna
Plebiscito: eleitores de 6 cidades decidem transferência de distritos
Mudanças de território afetam municípios em Mato Grosso e Paraná Eleitores de seis municípios brasileiros...
Oswaldinho
Morre Oswladinho do Acordeon, referência do forró, aos 72 anos
Uma das referências da sanfona, considerado um dos músicos mais importantes do forró, Oswaldinho do Acordeon,...
Card_Seminario_Producao_Florestal_Pedrao
Pedrão recebe seminário sobre produção florestal baiana na quinta (29)
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) e a Associação...

Opinião

ucsal
UCSal: semeando saberes e sonhos ao longo de 65 anos