Salvador, 2 de novembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Campeão olímpico das argolas, Arthur Zanetti anuncia aposentadoria

O ginasta Arthur Zanetti, medalhista de ouro na Olimpíada de Londres, no Reino Unido, em 2012, anunciou, neste domingo (12), a aposentadoria como atleta profissional. O paulista de 34 anos, a maior parte deles no esporte, continuará ligado à modalidade, agora como treinador de ginástica em São Caetano do Sul (SP), onde nasceu e vive.

Antes dos Jogos de Paris, na França, no ano passado, Zanetti já dizia que aquele seria o último ciclo olímpico da carreira. Em reportagem da Agência Brasil publicada em junho de 2023, cuja entrevista também foi exibida no programa Stadium, da TV Brasil, o agora ex-ginasta relatou que, após 16 anos treinando e competindo em alta intensidade, “às vezes a mente quer fazer [o movimento], mas o corpo acaba não correspondendo”. Outra razão, segundo o paulista, era passar mais tempo com o filho, Liam, que completa cinco anos em 2025.

Por conta de lesões, Zanetti perdeu eventos importantes do ciclo de Paris, como o Mundial de Antuérpia, na Bélgica, e os Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile, ambos em 2023. A contusão derradeira foi um rompimento agudo do tendão do bíceps distal do braço esquerdo, em maio do ano passado, quando ainda buscava vaga para os Jogos da capital francesa.

A aposentadoria rendeu homenagens de personalidades esportivas. O presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Marco Antônio La Porta, disse que Zanetti “é a prova de que é possível, de que podemos chegar lá com muito treino, dedicação e talento” e que será um privilégio tê-lo “na formação de grandes cidadão e novos campeões” como técnico.

O grego Eleftherios Petrounias, grande adversário de Zanetti, também se manifestou. Pelo Instagram, o ginasta tricampeão mundial e medalhista de ouro nas argolas nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, afirmou que o paulista o tornou “um atleta melhor, uma pessoa melhor”, que acredita ter um grande amigo no Brasil e que ele deveria pensar o mesmo. Petrounias ainda disse que o brasileiro terá sempre seu “respeito e amizade”.

Além do ouro de Londres, o primeiro da ginástica brasileira em Olimpíadas, Zanetti foi prata na Rio 2016, também nas argolas. Nos Jogos de Tóquio, no Japão, em 2021, tentou executar uma apresentação que lhe garantiria um lugar no pódio do aparelho, sem ter sucesso. Ele ainda obteve quatro medalhas em Campeonatos Mundiais, sendo uma dourada na edição de Antuérpia, em 2013, e três prateadas.

Rio de Janeiro - Ginasta Arthur Zanetti (D) é prata nas argolas em final vencida pelo grego Eleftherios Petrounias (C), com o russo Denis Abliazin (E) em terceiro ( Fernando Frazão/Agência Brasil)
Ginasta Arthur Zanetti (D) é prata nas argolas em final vencida pelo grego Eleftherios Petrounias (C), com o russo Denis Abliazin (E) em terceiro – Fernando Frazão/Agência Brasil

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