Salvador, 24 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Ambulante senegalês é morto por policial militar em São Paulo

Um ambulante senegalês foi morto na tarde desta sexta-feira (11) em uma ação da Polícia Militar de  São Paulo (PMSP) contra o comércio clandestino no bairro do Brás. O imigrante foi ajudar um colega que estava trabalhando quando policiais tentaram recolher sua mercadoria. Cercado por policiais militares (PMs), ele acabou sendo alvejado no abdome e morreu no hospital.

O imigrante estava na Rua Rangel Pestana, quando policiais tentaram recolher sua mercadoria. O rapaz tentou impedir a ação, reagindo aos PMs com uma barra de ferro. Ele acabou atingido por um policial, foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Os comerciantes do tradicional bairro de comércio de São Paulo protestaram contra a ação da polícia, que teria recorrido ao uso de gás lacrimogêneo e balas de borracha. A PM acompanhava uma operação da prefeitura para dispersar o comércio de ambulantes no local.

Em uma rede social, um rapaz, também senegalês, que disse ser primo da vítima, afirmou que o parente estava almoçando quando viu a PM tentando recolher a mercadoria de outro vendedor. Quando foi ajudar o colega, usou a barra de ferro contra os PMs e foi atingido pelo tiro vindo do grupo de policiais.

A Secretaria estadual de Segurança informou, em nota, que a Polícia Militar instaurou inquérito policial militar (IPM) e afastou das atividades operacionais o agente envolvido na morte de um homem de 34 anos nesta sexta-feira na Avenida Rangel Pestana.

“O homem, que agrediu um policial militar com uma barra de ferro, foi socorrido à Santa Casa de Misericórdia, mas não resistiu ao ferimento. A barra utilizada na agressão foi apreendida, assim como a arma do agente. A ocorrência foi registrada no 8º Distrito Policial como morte decorrente de intervenção policial e tentativa de homicídio. O caso será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)”, diz o texto.

Sobre o caso, a prefeitura de São Paulo informa que a operação foi uma atividade delegada, custeada pela administração municipal com o objetivo de manter mais policiais nas ruas da cidade. Os policiais militares que participam da operação delegada não se reportam à prefeitura, e sim ao Comando da Polícia Militar, ligado à Secretaria de Segurança Pública.

A operação delegada é um convênio entre a prefeitura e o governo estadual para que agentes voluntários da Polícia Militar reforcem o policiamento na cidade durante suas folgas, com foco nas atividades do comércio ambulante clandestino no município.

Agência Brasil

Veja também

Flávio Bolsonaro
Último dia para qualquer tipo de propaganda eleitoral é neste sábado
Campanha só está permitida até às 22h; confira regras Na reta final do segundo turno das Eleições de...
futebol
Ex-jogadoras da seleção de futebol incentivam alunas em escolas do Rio
Brasil sediará Copa do Mundo feminina em 2027 Na escola municipal Juan Antonio Samaranch, em Santa Teresa,...
Mateus
Bahia conquista prata no judô e bronze no triathlon nos Jogos da Juventude 2026
A delegação baiana conquistou duas medalhas no primeiro bloco dos Jogos da Juventude 2026, disputados...
chuva
Inmet: Domingo de eleição será chuvoso em boa parte do país; confira
Norte e Nordeste têm predomínio de tempo seco e calor O fim de semana de eleições terá predomínio de...

Opinião

ucsal
UCSal: semeando saberes e sonhos ao longo de 65 anos