Salvador, 10 de setembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Feira da Agricultura Familiar acontece até domingo (14) com 700 expositores da Bahia e apresentações musicais no Parque Costa Azul

A troca de experiências entre pequenos produtores rurais da Bahia é o que mobiliza a Associação de Agricultores da Comunidade da Sapucaia, de Santo Antônio de Jesus, todos os anos a participar da Feira Baiana de Agricultura Familiar, no Parque Costa Azul, em Salvador. Na 16ª edição, Maiana Peixoto, de 40 anos, uma das agricultoras associadas, conta sua experiência na exposição. “Nós participamos da Feira há 12 anos, e, para gente, é uma vitrine! Depois do evento, a gente acaba produzindo mais, beneficiando mais, criando novos produtos. A gente sai daqui com o coração cheio de esperança”, relata.
A feira acontece até domingo (14), com 700 expositores ligados a mais de 650 empreendimentos. Espaços dedicados ao artesanato baiano, concentram estandes de flores, moda em crochê, produtos artesanais e artes indígenas e quilombolas. Segundo Jeandro Ribeiro, diretor da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (Car), a feira acontece como resultado de investimentos estaduais em agroindustrialização, assistência técnica e ampliação do acesso a mercados.
“A 16ª edição traz um conceito muito forte do que vem sendo feito na Bahia ao longo dos anos. São políticas públicas que resultam nesse espaço fantástico, que tem quase seis mil produtos baianos. A partir do conceito da economia familiar, a política pública possibilita mais geração de renda para a população rural”, comenta ele, frisando que além do investimento estadual, esta edição conta com o apoio do Governo Federal, através do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).
Dois espaços gastronômicos dão características regionais à feira, que tem empreendimentos dos 27 territórios de identidade da Bahia. Moquecas, feijoada, pratos com carne de fumeiro e outras iguarias estão no menu tradicional. O público também encontra hambúrgueres artesanais de bode, pastéis de jaca e cervejas artesanais com frutas tropicais. Na gestão comercial da cerveja DaCaatinga, Natan Costa, comenta que a feira dá muito retorno ao pequeno negócio.
“Participamos há três anos e esse é um evento que dá uma visibilidade muito grande. Depois que acaba, o pessoal começa a entrar em contato com a gente, procurando nossas cervejas em lata e em garrafa também. Agora já estamos pensando em colocar a longneck em breve no mercado. A cerveja de cajá é muito refrescante”, falou sobre o chopp que está à venda este ano no estande da marca.
Sistemas produtivos
Uma das novidades desta edição é o Caminho da Roça, que estreia seis áreas temáticas dedicadas a alguns dos sistemas produtivos da Bahia: mel, café, mandioca, cacau, queijo e caprinos e ovinos. No espaço, o visitante acompanha processos que vão desde o beneficiamento dos alimentos, aproximando o público da rotina de trabalho no campo, até a comercialização de produtos com as matérias-primas.
Música ao vivo
A expectativa é de que cerca de 80 mil visitantes circulem pelo parque ao longo dos cinco dias. No palco, artistas como Jau, Adelmário Coelho, Márcia Short e Pedro Pondé se apresentam até domingo. A programação completa está disponível em ba.gov.br/car.

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