Salvador, 10 de setembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Prejuízo com furtos de cabos cresce 57% em Salvador em 2025 e supera R$ 4,2 milhões

O furto de cabos e equipamentos da iluminação pública gerou um prejuízo superior a R$ 4,2 milhões aos cofres públicos de Salvador em 2025, o que representa um aumento de 57% em relação a 2024, segundo levantamento da Diretoria de Serviços de Iluminação Pública (Dsip) da Prefeitura.

Ainda de acordo com o órgão, a metragem de cabos subtraídos avançou 26,5% no período, passando de 38.177 metros em 2024 para 48.280 metros em 2025.

Os trechos mais afetados se concentram em Brotas, principalmente nas regiões das avenidas ACM, Juracy Magalhães, Vasco da Gama e Bonocô; no Tororó, com foco no entorno do Dique do Tororó; e na área de São Cristóvão, incluindo BA-099, Boquira e o Complexo Viário.

Além do custo financeiro, os furtos provocam instabilidade no fornecimento de iluminação, impactam a mobilidade urbana, comprometem a segurança viária e afetam diretamente a população em bairros com grande circulação de pessoas.

Diante do cenário, a Diretoria de Iluminação tem adotado medidas para dificultar a ação criminosa e mitigar perdas, por meio de obras estruturais antivandalismo, com cabos enterrados em maior profundidade e protegidos por concreto, caixas de passagem concretadas e seladas, substituição do cobre por alumínio, instalação de grades galvanizadas em passarelas, travamentos mecânicos, sistemas antifurto e monitoramento por câmeras em trechos críticos.

Além disso, operações de fiscalização também foram ampliadas, com destaque para a Operação Metallis, realizada em parceria com a Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Civil Municipal e outros órgãos, com foco na repressão ao furto e à receptação de materiais metálicos em ferros-velhos e depósitos de sucata.

O diretor de Iluminação Pública, Ângelo Magalhães, destaca que os furtos geram perda financeira ao erário e de oportunidades de desenvolvimento para a população. “Cada metro de cabo furtado e cada equipamento que precisamos repor significam dinheiro público sendo gasto para refazer algo que já estava funcionando. Esses mais de quatro milhões de reais poderiam estar aplicados na ampliação de áreas iluminadas, modernização de parques e avenidas e implantação de novos projetos”, afirma.

Ainda segundo o diretor, a população pode ser uma aliada importante no enfrentamento desse problema, sobretudo com denúncias feitas sob anonimato, por meio dos canais oficiais de atendimento – o Disque Salvador 156, o portal Salvador Digital (falasalvador.ba.gov.br) e o WhatsApp de emergência da Dsip: (71) 9946-3923, disponível para situações críticas, como apagões e postes danificados.
Foto: Bruno Concha

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