Salvador, 1 de maio de 2026
Editor: Chico Araújo

Você coloca glitter nos doces? Saiba o que acontece quando esse brilho vai parar no seu organismo e como substituir

Alta nas buscas por doces metalizados e decorados com efeito dourado levanta alerta sobre riscos sanitários e uso de materiais não autorizados na confeitaria

Você é do tipo que decora tudo nas festas? Até o prato? Com doces super brilhantes na mesa? Em festas, quando o exagero faz parte da diversão, cupcakes cintilantes, brigadeiros metalizados e bolos com folha de ouro ganham espaço. Segundo a consultoria internacional Mintel, a aparência influencia diretamente a decisão de compra de sobremesas para a maioria dos consumidores, especialmente em datas comemorativas, mas o que muita gente não sabe, é que essas decorações pode conter riscos.

“O visual chama atenção e faz parte da experiência, principalmente em datas festivas. Mas é preciso cuidado. Nem todo glitter vendido como ‘comestível’ realmente pode ser ingerido com segurança”, alerta Sandra Gomes, Gerente Comercial de Gastronomia da Prática, empresa especializada em equipamentos para o food service. “Isso vale tanto para confeitarias e restaurantes quanto para quem gosta de preparar doces em casa. Antes de usar qualquer produto decorativo, é importante verificar a procedência.”

Muitos desses glitters são feitos com partículas muito pequenas de plástico, chamadas microplásticos. Elas são minúsculas, menores que 5 milímetros e não são digeridas pelo organismo. Ou seja, o corpo não consegue absorver nem eliminar facilmente essas substâncias. Por esse motivo, em outubro de 2025, a Anvisa publicou um alerta informando que plástico não é permitido como ingrediente de alimentos. Mesmo quando o rótulo indica “uso decorativo” ou “comestível”, esses produtos não estão autorizados como aditivos alimentares, por isso, evitar esse tipo de produto é o melhor a se fazer

Mas afinal, como deixar os doces coloridos e substituir esses produtos?

 

  • Corantes alimentícios aprovados: disponíveis em versões líquidas, em gel ou em pó, são regulamentados para uso em alimentos e permitem criar efeitos vibrantes e até metalizados com segurança.
  • Pós e sprays perolados próprios para confeitaria: existem no mercado opções específicas para uso alimentício, com registro e indicação clara no rótulo, que garantem brilho sem riscos à saúde.
  • Ingredientes naturais para brilho e textura: açúcar cristal, confeitos autorizados, raspas de chocolate, frutas desidratadas e até caldas brilhantes podem proporcionar efeito visual atrativo sem comprometer a segurança.

“Quando falamos de comida, a prioridade precisa ser a segurança. Dá para criar doces lindos usando ingredientes aprovados e próprios para consumo, como os corantes. O importante é não deixar o encanto da decoração colocar a saúde em risco”, finaliza Sandra.

 

Para mais dicas de empreendedorismo, equipamentos e receitas, você pode acompanhar através do blog da Prática: https://blog.praticabr.com/

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