Tradição religiosa impulsiona aumento de até 40% nas vendas e eleva preços de peixes e mariscos na capital baiana
Por Ingrid Reis e Guilherme Rios

A proximidade da Semana Santa intensifica a movimentação em feiras e mercados de Salvador, onde a procura por peixes e mariscos cresce de forma significativa. A tradição cristã de não consumir carne vermelha na Sexta-feira Santa impulsiona o aumento nas vendas e altera a dinâmica do comércio local.
No Mercado do Peixe, um dos principais pontos de abastecimento da capital baiana, comerciantes relatam crescimento de até 40% na procura por pescados em relação a períodos comuns. Entre os itens mais buscados estão o camarão, a corvina, a tilápia e o bacalhau, este último considerado um dos produtos mais tradicionais da época.
Além da alta demanda, consumidores também enfrentam preços mais elevados. Segundo vendedores, os valores podem subir entre 10% e 25% nos dias que antecedem o feriado, por reflexo da grande procura e da logística de distribuição. Ainda assim, o consumo se mantém aquecido, reforçando o peso cultural da data para os soteropolitanos.
Nas redes sociais, o tema também ganha força. Conteúdos voltados à culinária típica da Semana Santa acumulam milhares de visualizações, especialmente receitas de pratos tradicionais baianos. Um dos vídeos mais compartilhados ensina o preparo da moqueca:
Influenciadores locais também mostram a movimentação intensa nas feiras e dão dicas de economia, como antecipar as compras e buscar horários alternativos. Em vídeo publicado no Youtube, consumidora mostra seus achados, fazem comparativos e destaca a importância de manter a tradição, mesmo com o aumento nos preços.
O impacto econômico é significativo. Para pescadores, feirantes e distribuidores, a Semana Santa representa um dos períodos mais lucrativos do ano. “É quando a gente consegue recuperar vendas e garantir uma renda melhor”, afirma um comerciante em publicação nas redes.
Mesmo diante da alta nos preços, muitos consumidores não abrem mão da tradição. A combinação entre fé, cultura e gastronomia mantém o consumo de pescados como um dos principais símbolos da Semana Santa em Salvador.
