Nesta terça-feira (14/04) é comemorado mundialmente o dia do café, a comida que costumava ser “padrão” de toda família brasileira.
No século XIX, o café tornou-se o principal produto de exportação brasileiro, impulsionando a economia, a infraestrutura (ferrovias) e o surgimento dos “Barões do Café”, principalmente no Vale do Paraíba e Oeste Paulista.

Para entender um pouco sobre a queda do consumo do café para a população brasileira, o especialista Matheus em uma conversa feita pelo canal da CNN Brasil Economia fala um pouco como o café deixou de estar no dia a dia das famílias.
Na entrevista ele explica que a alta no preço do café não possui um único culpado, mas é resultado de uma combinação de diversos fatores econômicos e climáticos:
Fatores de Oferta e Clima: Destacando o clima recente, não colaborou para a produção de diversas culturas, o que reduziu a quantidade de produtos disponíveis no mercado. Além disso, se o preço não estiver atrativo, o produtor pode optar por substituir o cultivo por outra cultura mais valorizada.
Demanda e Mercado de Trabalho: Um nível de desemprego mais baixo e uma renda mais elevada das famílias fazem com que as pessoas consumam mais. Quando essa demanda cresce e a oferta não consegue acompanhar, ocorre uma pressão inflacionária nos preços dos alimentos.
Impacto do Câmbio (Dólar): Como o café é uma commodity negociada internacionalmente, o valor do dólar alto pressiona ainda mais os preços internamente, encarecendo o produto para o consumidor brasileiro.
Na percepção da entrevistada, Josimeire Tosta, o café ainda mantém seu papel tradicional no dia a dia, mas já não é mais tão acessível para todos. Ela afirma que consegue manter o consumo diário, porém reconhece que essa não é a realidade de grande parte da população. Segundo ela, o aumento constante nos preços tem impactado principalmente pessoas de renda mais baixa, que acabam reduzindo ou até deixando de consumir a bebida com a mesma frequência.
Mesmo diante desse cenário, o café segue como um item praticamente insubstituível em sua rotina. A entrevistada destaca que o hábito consolidado ao longo do tempo torna difícil imaginar outra bebida ocupando esse espaço no café da manhã. Para ela, alternativas como chá ou suco não conseguem cumprir o mesmo papel, reforçando a importância cultural e pessoal do café no cotidiano.
Um dado mostra como o alto preço do café fez que o brasileiro diminuísse o consumo delas nos cafés da manhã.
Nos últimos 10 anos (aproximadamente entre 2014-2015 e 2024-2025), o preço do café no Brasil sofreu uma valorização drástica, com a maior parte da alta concentrada no período pós-2020. O preço do café moído (torrado e moído) para o consumidor final, por exemplo, mais que dobrou em pouco tempo, com algumas estimativas apontando alta de mais de 100% entre 2022 e 2025.
Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), o preço do café moído já subiu 80,2% nos últimos 12 meses, divulgado nesta sexta-feira (9).
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa é a maior inflação acumulada do café moído em 12 meses desde maio de 1995, quando o índice foi de 85,5%.
Aluno: Pedro de Araújo Tosta Lemos Costa

