Salvador, 23 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Fanfarras da rede estadual levam música, talento e protagonismo estudantil ao Desfile de 7 de Setembro

Foto: Luís Almeida

As fanfarras da rede estadual de ensino estão nos últimos preparativos para o desfile cívico de 7 de setembro. Ao todo, 119 fanfarras irão participar da celebração da Independência do Brasil, na capital e no interior. Nos ensaios, os estudantes afinam os instrumentos e repassam o repertório e as coreografias.

Em Salvador e na Região Metropolitana, sete unidades escolares participam do desfile, mobilizando cerca de 430 estudantes. No interior, são 112 escolas de 95 municípios, reunindo mais de seis mil integrantes, de norte a sul da Bahia, em cidades como Novo Horizonte, Mucugê, Itabuna, Teixeira de Freitas, Juazeiro, Barreiras e Paulo Afonso.

Mais do que acompanhar cerimônias cívicas, as Fanfarras Escolares da Rede Estadual de Ensino da Bahia são espaços de formação artística, cultural e cidadã. Por meio de projeto desenvolvido pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), os estudantes vivenciam a música instrumental, a dança, a criação coreográfica e o trabalho coletivo, revelando talentos e fortalecendo vínculos com a escola e a comunidade.

Entre os jovens que estarão no Campo Grande, Maria Eduarda Paixão Santana, 17 anos, exerce a função de regente e coordena o desempenho da Fanfarra e Banda Marcial do Colégio Estadual de Tempo Integral Raphael Serravalle, localizado na capital baiana. Há três anos na banda, ela começou como bombista e, hoje, orienta os colegas para manter o ritmo e a harmonia. “É uma experiência maravilhosa e extremamente prazerosa. Exige muita disciplina, paciência e entrega total. O trabalho em equipe é fundamental”, afirma. Também bombista, Maria Eduarda do Amor Divino, 16 anos, encontrou na banda a oportunidade de ampliar uma trajetória que já tinha na percussão. “A gente ama fazer isso e trabalha muito em equipe. Treinamos para dar o nosso melhor na avenida, porque o sucesso da banda depende de cada um”, conta.

Para João Pedro, que integra o mesmo grupo há um ano e meio, a música também representa a possibilidade de compartilhar com o público aquilo que foi construído coletivamente. “O 7 de Setembro é um momento muito aguardado por todos nós. Queremos transmitir a energia do nosso grupo, porque a música tem o poder de impactar, transformar e tocar profundamente as pessoas.”

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