Salvador, 28 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Soluções ambientais ajudam a tornar a mineração mais eficiente e sustentável

Gestão de resíduos, tratamento de água e efluentes, resposta a emergências e consultoria ambiental integram a atuação da Cetrel no setor

Da gestão de resíduos ao tratamento da água utilizada nos processos produtivos, a atividade mineradora envolve desafios ambientais que precisam ser monitorados ao longo da operação. A prevenção e a resposta a emergências, além do diagnóstico e acompanhamento de possíveis impactos ambientais, também exigem planejamento e atuação especializada.

Para atender a essas demandas, a Cetrel reúne soluções em economia circular, resposta a emergências, tratamento de efluentes e água e consultoria ambiental. A empresa, que já atende a uma parcela relevante das mineradoras que operam no Brasil, atua em diferentes etapas da operação, da gestão de materiais e recursos à prevenção e ao controle de possíveis impactos ambientais.

Economia circular e gestão de água e resíduos ampliam eficiência na mineração

Na mineração, a gestão de resíduos começa pela avaliação e classificação dos materiais. A partir das características de cada um, são definidas alternativas de acondicionamento, transporte, tratamento, recuperação, valorização ou destinação final.

“A economia circular pode ser aplicada à mineração a partir da mudança da lógica de simplesmente descartar resíduos para uma visão de reaproveitamento e valorização dos materiais. Isso inclui avaliar possibilidades de reutilização, reciclagem, recuperação de materiais, coprocessamento e outras tecnologias capazes de reinserir resíduos em novos processos produtivos”, explica Bruna Candida, especialista em economia circular da Cetrel.

Quando apresentam características adequadas e há viabilidade técnica, ambiental e operacional, materiais que antes seguiriam para aterros podem ser reinseridos em novos processos produtivos como insumos ou fontes alternativas de matéria-prima e energia.

Na Cetrel, essa busca por valorização e circularidade é estruturada por meio da metodologia SolCircular, que avalia diferentes fluxos de resíduos e identifica possibilidades de reutilização, reciclagem, recuperação, coprocessamento e outras soluções. Somente em 2025, a metodologia contribuiu para desviar 572 mil toneladas de resíduos de aterros.

A gestão eficiente dos recursos também passa pela água, presente em etapas como o beneficiamento mineral, o controle de poeira e o transporte de materiais. Ao mesmo tempo, as operações geram efluentes que precisam ser tratados adequadamente. Entre os desafios estão a variabilidade dos efluentes, a escassez hídrica em determinadas regiões, os custos de captação e tratamento e o atendimento às exigências ambientais.

Nesse contexto, o tratamento e o reúso ajudam a ampliar o aproveitamento dos recursos e reduzir a dependência de novas captações. “A partir de tecnologias adequadas de tratamento, é possível recuperar parte significativa da água utilizada nos processos produtivos e reinseri-la na operação, reduzindo a dependência de captações externas”, afirma Maiza Ferreira, especialista em efluentes e água da Cetrel.

A Cetrel desenvolve soluções de tratamento e reúso adaptadas às características de cada operação. Na Operação e Manutenção (O&M), assume a gestão dos sistemas com equipes qualificadas, processos e ferramentas de controle. Já no modelo Build, Operate & Transfer (BOT), é responsável pelo desenvolvimento, implantação, operação e otimização da infraestrutura necessária ao tratamento, com possibilidade de transferência dos ativos ao cliente ao fim do contrato.

Prevenção de emergências e antecipação de riscos fortalecem a gestão ambiental

As operações de mineração estão sujeitas a diferentes cenários de emergência, com potencial de impactar trabalhadores, instalações, comunidades e o meio ambiente. Entre os principais riscos estão rompimento de barragens de rejeitos, vazamentos e derramamentos de produtos químicos, incêndios e explosões, liberação de gases tóxicos e acidentes envolvendo o transporte de produtos perigosos.

Em situações que podem evoluir rapidamente, a resposta começa antes mesmo da ocorrência. A preparação envolve protocolos, definição de responsabilidades e estruturas capazes de orientar as primeiras ações e reduzir o tempo de reação.

“Um plano de emergência só é tão bom quanto a capacidade das pessoas de executá-lo sob pressão. É por isso que treinamentos, simulados e equipes especializadas têm um papel tão importante na preparação para situações críticas”, afirma Afonso Kich, especialista em Resposta a Emergências da Cetrel.

Na prática, a prontidão depende de treinamentos técnicos, simulados e equipes especializadas, preparadas para identificar riscos, testar planos de emergência e avaliar rapidamente a gravidade de cada cenário.

A Cetrel oferece planos de prontidão contratados previamente para acionamento sob demanda e estruturas de outsourcing integradas às operações dos clientes. Com bases de resposta distribuídas pelo Brasil e um Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, a empresa atua em ocorrências envolvendo produtos perigosos, resíduos, óleo e outros contaminantes.

Essa lógica de antecipação também se aplica à gestão ambiental, especialmente diante de passivos que podem se tornar problemas operacionais, regulatórios e financeiros. Entre os desafios estão a contaminação do solo e da água subterrânea por metais pesados, a drenagem ácida de mina e processos de licenciamento cada vez mais rigorosos e de múltiplas etapas.

Nesse contexto, a Consultoria Ambiental da Cetrel atua desde o diagnóstico e a caracterização de áreas contaminadas até projetos de remediação, monitoramento de efluentes e emissões atmosféricas.

Estudos e investigações ambientais podem identificar passivos antes que se transformem em problemas operacionais ou jurídicos. “Diagnósticos assertivos e monitoramentos estratégicos permitem antecipar tendências e apoiar decisões antes que pequenos desvios se transformem em grandes passivos ambientais e financeiros”, explica Ana Nigro, gerente de consultoria ambiental da Cetrel.

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