Na semana de Finados, trabalho dos jornalistas Léo e Rodrigo Almeida chama atenção para a preservação de histórias que também ajudam a explicar o Brasil.
Uma cidade também perde parte de sua história quando esquece seus mortos. É contra esse apagamento que os jornalistas Léo e Rodrigo Almeida trabalham no Almeidas Indicam. Ao percorrer cemitérios, o casal leva ao público histórias de personalidades, pessoas anônimas e monumentos que guardam a memória de famílias, bairros e gerações.
Nascidos na Zona Leste de São Paulo, os jornalistas encontraram nesses espaços um caminho para aproximar o público da história, da arte e de um assunto frequentemente evitado: a morte. Em seus vídeos, inscrições, esculturas e sepulturas se tornam pontos de partida para contar trajetórias humanas e mostrar a importância de preservar esse patrimônio.
O influenciadores já percorreram cemitérios de diferentes regiões do Brasil, da Argentina e de Nova York, além do Père-Lachaise, em Paris, e do Alto de São João, em Lisboa. Com 90 mil inscritos no YouTube e 230 mil seguidores no Instagram, os Almeidas reúnem, uma audiência que acompanha essas visitas e compartilha suas próprias relações com a saudade.
Segundo os criadores, a repercussão chega também à vida das famílias. Seguidores relatam que, depois de assistir aos vídeos, passaram a conversar sobre a morte e a expressar desejos que nunca haviam dividido com seus parentes. Outros contam que voltaram a visitar e cuidar de sepulturas e jazigos da família que estavam abandonados.
Na semana de Finados, essas experiências dão uma dimensão concreta ao trabalho do casal: despertar interesse por uma história pode ser o primeiro passo para impedir que ela desapareça. Ao levar câmeras aos cemitérios, Léo e Rodrigo ajudam a manter nomes,
