A programação reuniu representantes das secretarias da Educação do Estado da Bahia (SEC) e de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), e das cooperativas responsáveis pelo fornecimento dos alimentos.
A segunda Chamada Pública Centralizada representa uma expansão da política de aquisição da agricultura familiar para atender a todas as unidades escolares da rede estadual. O modelo também foi aprimorado com entrega dos gêneros alimentícios de uma única vez a cada Núcleo Territorial de Educação (NTE), enquanto a distribuição foi organizada em sete grupos regionais, definidos de acordo com a proximidade logística. As entregas ocorrerão em ciclos de 45 dias por grupo, garantindo que todas as escolas de uma região recebam integralmente os produtos antes do início do ciclo seguinte.
A cesta de alimentos também foi ampliada de seis para 16 gêneros, aumentando a variedade e o valor nutricional das refeições oferecidas aos estudantes. Entre os produtos estão barrinha de cereal, café torrado e moído, aipim palito, flocão de milho, farinha, polpa de frutas, ovos caipiras, feijão, leite em pó, cacau em pó 100%, massa de aipim, iogurte, filé de tilápia, mel, tapioca granulada e carne de cordeiro.
A nutricionista Etienne Oliveira, que trabalha no CETI de Catu, destacou a importância da iniciativa para a alimentação dos estudantes. “Hoje é um dia muito importante, não só porque estamos comemorando o Dia da Nutricionista, mas por estarmos recebendo esses produtos aqui na escola. É muito válido trazer isso para os alunos e para o nosso cotidiano, priorizando os alimentos que são da terra, os alimentos que vêm da natureza. Isso também incentiva os meninos e os alunos a uma alimentação melhor”, afirmou.
Na outra ponta desse processo estão os estudantes. Para eles, a política também representa a oportunidade de ter uma alimentação mais saudável. É o que destaca a estudante Tarcila Beatriz Fortunato Menezes, 16 anos, da 2ª série do Ensino Médio. “Eu acho muito importante que a comida daqui da escola seja produzida com produtos da agricultura familiar, dos pequenos produtores, pois isso incentiva o comércio local e, também, ajuda que os alimentos da nossa unidade sejam mais saudáveis”.
Para José Adilson de Souza, presidente da Cooperativa de Agropecuária Mista da Região de Alagoinhas (COOPERA), a compra pública gera impacto direto nas comunidades produtoras. “Este momento é muito importante na vida dos nossos agricultores cooperados. O recurso que é repassado volta para as comunidades, volta para a mão dos agricultores, para eles produzirem mais e com a melhor qualidade possível”, afirmou.

