Salvador, 8 de setembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Ano novo, carro novo? Guia prático para escolher o modelo ideal dentro do orçamento

Começar o ano com carro novo (ou seminovo) está entre as metas de muitos brasileiros. Mas, antes de se encantar pelo design, tecnologia embarcada ou status do modelo, é fundamental olhar com atenção para critérios técnicos e financeiros que fazem toda a diferença no bolso e na experiência de uso ao longo do tempo.

O bom momento do setor automotivo amplia as opções — e também os riscos de uma escolha mal planejada. De acordo com dados da FENAUTO (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), as vendas de veículos seminovos e usados em 2025 já superaram todo o volume registrado em 2024, com crescimento superior a 17%, caminhando para um novo recorde histórico, com cerca de 18 milhões de unidades comercializadas no ano.

Esse aquecimento reforça a importância de o consumidor ir além da aparência e tomar decisões baseadas em critérios objetivos. Para Alan Ladeia, especialista no setor automotivo e CEO da Carflix, o consumidor precisa adotar uma postura mais racional na hora da compra:

“O erro mais comum é escolher o carro apenas pelo visual ou pelo desejo do momento. Um bom negócio começa pela análise técnica: motor, quilometragem, histórico e custo de manutenção. Esses fatores impactam diretamente no bolso ao longo dos anos.” Abaixo, o especialista indica um guia prático com 5 dicas do que avaliar antes de fechar o negócio.

1. Aparência não sustenta carro: avalie o motor: por mais atraente que seja o visual, o motor é o “coração” do veículo. Verifique o tipo (aspirado ou turbo), histórico de manutenção, consumo médio e se o modelo é conhecido por problemas recorrentes. Um carro bonito, mas com mecânica sensível, pode virar dor de cabeça.

2. Quilometragem precisa fazer sentido: a quilometragem deve ser compatível com a idade do veículo. Rodagens muito baixas podem indicar longos períodos parado ou até alguma alteração duvidosa; já números excessivos exigem atenção redobrada à manutenção de peças como suspensão, embreagem e correias.

3. Histórico e procedência são indispensáveis: consultar se o carro já passou por leilão, sofreu sinistro ou teve múltiplos donos ajuda a evitar prejuízos futuros. Transparência na procedência é um dos principais fatores de segurança na compra.

4. Custos invisíveis pesam no orçamento: seguro, consumo de combustível, valor das revisões e peças de reposição variam bastante entre modelos. Um carro barato na compra pode se tornar caro no dia a dia.

5. Pense no uso real, não no ideal: o modelo deve se adaptar à rotina do motorista — seja trânsito urbano, estrada, família ou trabalho. Espaço interno, conforto e manutenção compatível com o uso fazem mais diferença do que itens de luxo pouco utilizados.

6. Avalie com cuidado onde o carro está sendo comprado: tão importante quanto o veículo é o local da compra. Optar por revendas e plataformas consolidadas no mercado, com reputação, endereço físico, processos claros e garantia, reduz riscos de golpes, furtos e experiências inseguras. Negociações informais, sem contrato ou transparência, podem colocar o consumidor em situações perigosas , além de gerar prejuízos financeiros.

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