Salvador, 28 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Caminhada da Pedra de Xangô celebra fé, cultura e resistência neste domingo (8) em Salvador

A 17ª Caminhada da Pedra de Xangô acontece neste domingo (8), em Salvador, reunindo comunidades de terreiro, movimentos culturais e a população em geral em um ato religioso e cultural que celebra e defende a Pedra de Xangô como símbolo sagrado das religiões de matriz africana. A caminhada será realizada das 8h às 14h, ao longo da Avenida Assis Valente, em Cajazeiras X.

O evento conta com o apoio da Prefeitura de Salvador, por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM), e terá a participação de adeptos de outros estados brasileiros, como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

O cortejo percorre cerca de dois quilômetros, saindo do Campo da Pronaica até a Pedra de Xangô. No local, acontece o depósito do tradicional Amalá de Xangô, prato dedicado ao orixá – composto por quiabo, carne de boi, azeite, frutas e outros vegetais – que é colocado aos pés do monumento, tombado como patrimônio cultural do município desde 2017.

“A Caminhada da Pedra de Xangô é uma manifestação religiosa e cultural de grande importância para a nossa cidade, e a FGM sempre apoia institucionalmente esse evento”, afirma o diretor de Arte e Fomento Cultural da FGM, George Vladimir.

George destaca o suporte operacional oferecido pela Fundação para a atividade. “Auxiliamos na jardinagem, limpeza, lavagem da pedra e do seu entorno, na revisão da iluminação, além do apoio no dia do evento e das articulações com instituições parceiras, como a Transalvador, Limpurb e Guarda Municipal”, diz.

A Pedra de Xangô é um monumento natural que, no século XIX, foi utilizado como esconderijo por negros e negras escravizados que fugiam de fazendas da região. Foi nesse território que se organizou o quilombo Orobu, também conhecido como Buraco do Tatu.

Já o Parque Pedra de Xangô destaca-se por ser o primeiro parque do Brasil com nome de orixá. O espaço reafirma a importância da preservação da cultura afro-brasileira e da memória histórica da população negra de Salvador.

Fotos: Jefferson Peixoto / Secom PMS

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