Salvador, 23 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Cantina da Lua marca os 40 anos do tombamento do Centro Histórico com cerimônia de instalação de placa comemorativa

Na próxima quarta-feira, 03 de dezembro, às 16h, o escritor, jornalista e incansável agitador cultural Clarindo Silva realizará um gesto simbólico e profundamente comovente na Cantina da Lua, no coração do Pelourinho. Para celebrar os 40 anos do tombamento do Centro Histórico de Salvador como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, Clarindo instalará uma placa em mármore com a mensagem:

“40 anos do tombamento do Centro Histórico como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Ainda há muito por se fazer.
Centro Histórico preservar para perpetuar.
Projeto Cultural Cantina da Lua – 3 de dezembro de 2025.”

A cerimônia, simples na forma, mas grandiosa em significado, reunirá representantes do Sindicato dos Guias de Turismo do Estado da Bahia, da ACOPELÔ – Associação Comercial do Pelourinho, do Montepio dos Artistas, dos Guias Independentes da Bahia, da Sociedade Protetora dos Desvalidos, além de artistas e figuras emblemáticas do bairro. Será um encontro de memória, luta e afeto — tudo aquilo que o Pelourinho representa.

Militante diário da preservação do Centro Histórico, Clarindo reforça que a placa é mais do que um marco: é um chamado.
“O tombamento do Centro Histórico foi um grito de alerta para toda a humanidade, mas a verdade é que ainda precisamos encontrar formas de conscientizar sobre a importância deste lugar por sua grandiosidade, beleza arquitetônica e história”, destaca.

Para ele, a defesa do Pelourinho ultrapassa fronteiras e responsabilidades locais:
“O Pelourinho é patrimônio de toda a humanidade, e é dessa ajuda que precisamos para garantir a dignidade que ele merece, com toda sua expressão, resistência, cultura e arte.”

A iniciativa integra o Projeto Cultural Cantina da Lua, reafirmando o compromisso histórico da casa — e de seu fundador — com a memória, a identidade e a vitalidade cultural do Centro Histórico de Salvador.No ano em que o mundo celebra quatro décadas desse reconhecimento internacional, o gesto de Clarindo Silva reacende a chama do pertencimento e da responsabilidade coletiva. Uma lembrança de que preservar é perpetuar — e que o Pelourinho continua vivo graças àqueles que, como ele, não deixam sua história ser esquecida.

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