Categoria: Mundo

  • Trump usa acusação criminal como chantagem para reduzir juros, diz FED

    Trump usa acusação criminal como chantagem para reduzir juros, diz FED

    Presidente da instituição foi notificado pelo Departamento de Justiça
    O presidente do Federal Reserve (FED) dos Estados Unidos (EUA), Jerome Powell, acusou o presidente Donald Trump de usar uma acusação criminal como forma de chantagem para forçar a redução de juros no país. O FED é o Banco Central dos EUA, responsável por definir a taxa básica de juros do país.

    Em comunicado emitido neste domingo (11), Powell informou que recebeu uma notificação do Departamento de Justiça com uma ameaça de denúncia criminal envolvendo um projeto para reforma nos prédios do FED.

    “Ninguém, certamente não o presidente do Federal Reserve, está acima da lei. Mas essa ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças e da pressão contínua do governo”, afirmou Powell.

    O presidente do FED alega que a ameaça não tem relação com a reforma dos prédios da instituição, mas que seria apenas um pretexto.

    “Esses são pretextos. A ameaça de acusações criminais é uma consequência do Federal Reserve definir as taxas de juros com base em nossa melhor avaliação do que servirá ao público, em vez de seguir as preferências do presidente”, comentou Powell.

    Powell acrescentou que está em questão se o FED será capaz de continuar a definir as taxas de juros com base em evidências e nas condições econômicas ou se a política econômica “será dirigida por pressão política ou intimidação”.

    Trump nega
    Questionado por jornalistas sobre a investigação contra o presidente do FED, Trump disse que não sabia nada sobre o caso.

    “Não sei nada sobre isso, mas certamente ele não é muito bom no FED, e não é muito bom em construir prédios”, disse Trump à NBC News, acrescentando que a acusação não tem relação com os juros altos.

    “Eu nem pensaria em fazer isso dessa forma. O que deveria pressioná-lo é o fato de as taxas estarem muito altas. Essa é a única pressão que ele tem”, completou o mandatário estadunidense.

    Desde que assumiu o segundo mandato, Trump tem criticado o presidente do FED por não fazer cortes significativos nas taxas de juros, já tendo ameaçado demitir Powell. O mandato dele termina em maio deste ano, quando Trump deve indicar outro nome.

    Independência do FED
    A ação contra o presidente do FED gerou críticas em relação a interferências do Executivo na independência do Banco Central dos EUA, que tem o poder de definir as taxas de juros gerais da economia.

    O senador republicano Thom Tillis, do Comitê Bancário do Senado, disse que vai se opor à nomeação do substituto de Powell por Trump até que a questão legal contra o presidente do FED seja resolvida.

    “Se ainda restava alguma dúvida sobre se os assessores do governo Trump estão ativamente pressionando para acabar com a independência do Federal Reserve, agora não deve haver nenhuma. Agora, a independência e a credibilidade do Departamento de Justiça estão em questão”, afirmou em uma rede social.
    Agência Brasil

  • Venezuela liberta mais 24 presos políticos

    Venezuela liberta mais 24 presos políticos

    Ao menos 24 presos políticos foram liberados na madrugada desta segunda-feira (12) de duas prisões diferentes da Venezuela.

    Detentos estavam nas prisões de La Crisálida e em Rodeo 1, ambas no estado de Miranda. As novas libertações foram confirmadas pela ONG Foro Penal na madrugada desta segunda.

    Entre os soltos está o cidadão italiano Alberto Trentini, detido havia mais de um ano. Trentini trabalhava na ONG “Humanity and Inclusion” e foi preso em novembro de 2024 por funcionários do Serviço Administrativo de Identificação, Migração e Estrangeria.

    Somado aos 17 presos políticos que tiveram soltura confirmada no país no fim de semana, total de libertos chega a 21. A estimativa da ONG Foro Penal é de que mais de 800 presos políticos sigam detidos no país. Entre eles, há figuras políticas, ativistas de direitos humanos, manifestantes presos após as disputadas eleições de 2024 e jornalistas.

    Veja lista dos soltos nesta madrugada.

    EM LA CRISÁLIDA

    – Yuli Marcano Rojas

    – Beverly Polo

    – Deisy Hugles González

    – Raymar Nohely Pérez Alvarado

    – Rosa Carolina Chirinos Zambrano

    – Sonia Josefina González Jiménez (mãe de Deisy)

    – Yerussa Cardoso Vega

    – Jhexica Isabel Aponte Figueroa

    – Yoli Becerra

    EM RODEO 1

    – Gilberto Rafael Polo

    – Amilkar Manolo Herrera

    – Alan Nilson Correia Solorzano

    – Andrés Eloy Hugles

    – Helio Alexis Sánchez

    – Rafael Alberto Sánchez López

    – William Rafael Brito Brito

    – Renzo Alexander Lara Reyes

    – Yosbel José Espinoza Salazar

    – Humberto José Prieto

    – Alexis Antonio Rivero Mendoza

    – José Luis Agrimon Alejandrina

    – Alberto Trentini (italiano)

    – Mario Burló (italiano)3

    – Alejandro González de Canales Plaza

    ITALIANO E EX-CANDIDATO À PRESIDÊNCIA FORAM SOLTOS NO FIM DE SEMANA

    Enrique Márquez, ex-candidato à presidência e ex-reitor do Conselho Nacional Eleitoral, está entre os soltos nas primeiras levas. O homem havia sido detido em 7 de janeiro de 2025, após pedir publicamente que fossem divulgados registros da votação da eleição presidencial venezuelana de julho de 2024.

    Ex-deputado e jornalista Biagio Pilieri também foi solto. O homem é líder da oposição e ficou cerca de 16 meses em prisão preventiva. Ele havia sido preso durante um processo eleitoral em Caracas em agosto de 2024, informou o New York Times, a partir do relato do Sindicato Nacional da Imprensa Venezuelana.

    Italiano também Luigi Gasperin, empresário de 77 anos, estava preso desde 7 de agosto de 2025, também foi solto. Ele era acusado de posse, transporte e uso de materiais explosivos nas instalações de uma empresa da qual era acionista majoritário e presidente, segundo a agência ANSA.
    Bahia Notícias

  • Entenda em 13 pontos o acordo Mercosul–UE

    Entenda em 13 pontos o acordo Mercosul–UE

    Tratado cria maior área de livre comércio do mundo; veja o que muda
    Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) foi aprovado nesta sexta-feira (9) pelo Conselho da EU. Com a previsão de ser assinado no dia 17 em Assunção, Paraguai, o tratado estabelece as bases da maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas.

    Embora celebrado por governos e setores industriais, o acordo ainda enfrenta resistência de agricultores europeus e ambientalistas, que criticam possíveis impactos sobre o clima e a concorrência agrícola. A implementação será gradual e os efeitos práticos devem ser sentidos ao longo de vários anos.

    Após a assinatura formal, o acordo ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu. Partes que extrapolam a política comercial, como acordos técnicos, exigirão ratificação nos parlamentos nacionais da UE, o que pode alongar o cronograma e abrir espaço para disputas.

    Confira os principais pontos do acordo:

    1. Eliminação de tarifas alfandegárias

    Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;
    Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos;
    União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.
    2. Ganhos imediatos para a indústria

    Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.
    >>Setores beneficiados:

    Máquinas e equipamentos;
    Automóveis e autopeças;
    Produtos químicos;
    Aeronaves e equipamentos de transporte.
    3. Acesso ampliado ao mercado europeu

    Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;
    UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;
    Comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas.
    4. Cotas para produtos agrícolas sensíveis

    Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação;
    Acima dessas cotas, é cobrada tarifa;
    Cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições;
    Mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus;
    Na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil;
    No mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor.
    5. Salvaguardas agrícolas

    >>UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se:

    Importações crescerem acima de limites definidos;
    Preços ficarem muito abaixo do mercado europeu;
    Medida vale para cadeias consideradas sensíveis.
    6. Compromissos ambientais obrigatórios

    Produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal;
    Cláusulas ambientais são vinculantes;
    Possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris.
    7. Regras sanitárias continuam rigorosas

    UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários.
    Produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar.
    8. Comércio de serviços e investimentos

    >>Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros.

    >>Avanços em setores como:

    Serviços financeiros;
    Telecomunicações;
    Transporte;
    Serviços empresariais.
    9. Compras públicas

    Empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE;
    Regras mais transparentes e previsíveis.
    10. Proteção à propriedade intelectual

    Reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;
    Regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais.
    11. Pequenas e médias empresas (PMEs)

    Capítulo específico para PMEs;
    Medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação;
    Redução de custos e burocracia para pequenos exportadores.
    12. Impacto para o Brasil

    Potencial de aumento das exportações, especialmente do agro e da indústria;
    Maior integração a cadeias globais de valor;
    Possível atração de investimentos estrangeiros no médio e longo prazo.
    13. Próximos passos

    Assinatura prevista para 17 de janeiro, no Paraguai;
    Aprovação pelo Parlamento Europeu;
    Ratificação nos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai;
    Entrada em vigor apenas após conclusão de todos os trâmites;
    Acordos que extrapolam política comercial precisam ser aprovados pelos parlamentos de cada país.
    Agência Brasil

  • União Europeia aprova assinatura de acordo comercial com Mercosul

    União Europeia aprova assinatura de acordo comercial com Mercosul

    Presidente da Comissão Europeia fez o anúncio em suas redes sociais
    A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou há pouco a aprovação, por ampla maioria dos países que integram a União Europeia (UE), do acordo de livre comércio com o Mercosul – bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

    “A decisão do Conselho de apoiar o acordo UE-Mercosul é histórica”, escreveu Ursula em sua conta na rede social X. “A Europa está enviando um sinal forte.

    Estamos empenhados em criar crescimento, empregos e em garantir os interesses dos consumidores e das empresas europeias”, acrescentou a presidente da comissão responsável por elaborar propostas de leis para todo o bloco e por executar as decisões do Parlamento e do Conselho europeu.

    Com o resultado confirmado, a presidente da Comissão Europeia poderá viajar para o Paraguai, já na próxima semana, para ratificar o acordo com os países-membros do Mercosul. O Paraguai assumiu em dezembro de 2025 a presidência rotativa pro-tempore do bloco.

    Repercussão
    No Brasil, a decisão foi comemorada por lideranças políticas e empresariais. Responsável por promover os produtos e serviços brasileiros no exterior, a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil) afirma que o acordo estabelece um mercado de quase US$ 22 trilhões, com o potencial de incrementar as exportações brasileiras para a União Europeia em cerca de US$ 7 bilhões.

    “Estamos falando de uma população de mais de 700 milhões de habitantes e de um PIB de perto de US$ 22 trilhões. Só perde para o dos Estados Unidos, em torno de US$ 29 trilhões, e supera o da China, que gira em torno de US$ 19 trilhões”, comentou o presidente da agência, Jorge Viana, em nota.

    Viana também destacou a qualidade da pauta exportadora brasileira com o bloco europeu: “Mais de um terço daquilo que o Brasil exporta para a região é composto de produtos da indústria de processamento.”

    O acordo prevê redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte como motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Todos representam áreas estratégicas para inserção competitiva do Brasil.

    Também haverá oportunidade positiva para couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos. Haverá redução gradativa das tarifas, até zerá-las, sobre diversas commodities (sujeitos a cotas).
    Agência Brasil

  • Assembleia Nacional da Venezuela anuncia libertação de presos

    Assembleia Nacional da Venezuela anuncia libertação de presos

    Medida é gesto de busca pela paz, segundo o presidente do Parlamento
    O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou, nesta quinta-feira (8), a libertação de venezuelanos e estrangeiros que estavam presos. Não foi informado o número de pessoas que foram soltas.

    “O governo bolivariano, junto com as instituições do Estado, decidiu colocar em liberdade um número importante de pessoas venezuelanas e estrangeiras. Esses processos de soltura estão ocorrendo desde este momento. Considere-se esse gesto do governo bolivariano de ampla intenção de busca pela paz”, disse Rodríguez, que é irmão da presidenta interina Delcy Rodríguez.

    Segundo Jorge Rodríguez, este é um gesto unilateral, que faz parte da estratégia de consolidar a convivência e busca fortalecer a união nacional contra as agressões externas sofridas recentemente.

    O presidente da Assembleia Nacional informou que o governo não tem conversas com setores extremistas, que negam a política, apenas com instituições e partidos que respeitam a Constituição venezuelana.

    Nessa quarta-feira (7), a presidenta interina Delcy Rodríguez, em reunião com ministérios do governo, afirmou que a linha de ação para garantir a estabilidade do país passa pelo resgate do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, sequestrados pelos Estados Unidos no sábado (3).

    A presidenta interina ainda destacou que é preciso preservar a paz territorial e manter o governo democrático diante da agressão estrangeira. Delcy Rodríguez também disse que a unidade das forças revolucionárias venezuelanas é indispensável para a continuidade do projeto bolivariano, inaugurado pelo ex-presidente Hugo Chávez.
    Agência Brasil

  • Após ameaças e acusações, Trump conversa com presidente colombiano

    Após ameaças e acusações, Trump conversa com presidente colombiano

    Gustavo Petro e Donald Trump devem se encontrar em breve
    Os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e dos Estados Unidos (EUA),Donald Trump, conversaram por telefone na noite dessa quarta-feira (8). Foi a primeira vez que os dois tiveram algum contato após as ameaças e acusações que o mandatário norte-americano tem feito ao líder colombiano.

    Petro divulgou uma foto em suas redes sociais enquanto estava ao telefone com Trump e também comentou o que foi conversado entre eles. “Entre outras coisas, falamos de nossas visões divergentes sobre a relação dos EUA com a América Latina”.

    Petro disse também que explicou ao presidente norte-americano o potencial que a América Latina tem de produzir energia limpa, que poderia ser usada pelos EUA.

    “Explorar a América Latina em busca de petróleo só levaria à destruição do direito internacional e, portanto, à barbárie e a uma terceira guerra mundial”, acrescentou.

    Para ele, o potencial de energia limpa da América Latina pode ser concretizado com um investimento de US$ 500 bilhões, atualmente detido pelos Estados Unidos. “Essa é a minha proposta. Fundamentada na paz, na vida e na democracia global”.

    Após o telefonema, Petro foi a uma manifestação popular que ele mesmo havia convocado para reforçar a posição do país em relação às ameaças norte-americanas.

    No palanque, ele afirmou que havia conversado com Trump instantes atrás e leu o que declarou o presidente americano. Trump disse que foi uma “grande honra falar com Petro” e que havia telefonado para conversar sobre a situação das drogas e também sobre outros desentendimentos entre eles.

    O colombiano contou que agradeceu a oportunidade, afirmou que espera um encontro em breve entre eles e que já estão ocorrendo as negociações para que isso aconteça.

    Ameaças
    Após a operação militar que sequestrou Nicolás Maduro na Venezuela, Donald Trump fez ameaças a Gustavo Petro e à Colômbia. No domingo (4), o norte-americano afirmou que “a Colômbia está muito doente e que é governada por um homem doente, que produz cocaína para vender aos Estados Unidos, mas não vai continuar fazendo isso por muito tempo”. Em conversa com a imprensa americana, Trump declarou ainda que uma invasão à Colômbia parecia ser uma boa ideia.

    Petro, por sua vez, declarou que “Trump tem um cérebro senil” e que ele vê “os verdadeiros libertários como narcoterroristas por não entregar a ele carvão ou petróleo”.
    Agência Brasil

  • Marco Rubio diz que EUA têm plano de três fases para a Venezuela

    Marco Rubio diz que EUA têm plano de três fases para a Venezuela

    Estratégia consiste em estabilização, recuperação e transição

    O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, revelou que o governo de Donald Trump tem um plano em três etapas para a Venezuela após a queda do presidente Nicolás Maduro, retirado do poder pelos americanos no último sábado (3).

    Segundo Rubio, o plano consiste em estabilização, recuperação e transição, nesta ordem.

    “O primeiro passo é a estabilização do país. Nós não queremos que tudo descambe para o caos. Vamos pegar todo o petróleo que está na Venezuela, que eles não podem mexer por causa das nossas sanções. Vamos tomar em torno de 30 a 50 milhões de barris de petróleo e venderemos no mercado pelo preço que valem e não com os descontos que a Venezuela tinha.”

    Segundo o secretário, o dinheiro levantado com a venda do petróleo venezuelano será controlado pelos Estados Unidos. “Nós vamos determinar que esse recurso seja usado para benefício do povo venezuelano e não vá para a corrupção ou para o regime.”

    A segunda fase, que é a de recuperação, garantirá que os EUA, o Ocidente e empresas tenham acesso ao mercado venezuelano “de uma maneira que seja justa”. Nesta fase, a intenção do governo norte-americano também é promover a “reconciliação nacional” dentro da Venezuela, anistiando a oposição a Maduro, libertando da prisão as forças contrárias ao chavismo e “reconstruindo a sociedade civil”.

    A terceira e última etapa do plano de Rubio é a transição política. O secretário de Estado disse que “no fim [deste processo de transição] a transformação do país vai depender do povo venezuelano”.

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  • Agente de imigração atira e mata mulher em Minneapolis, nos EUA

    Agente de imigração atira e mata mulher em Minneapolis, nos EUA

    Vídeo mostra agente atirando à queima-roupa

    O Departamento de Segurança Nacional confirmou hoje (7) que uma mulher foi baleada e morta por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) durante um confronto entre agentes federais e manifestantes no sul de Minneapolis, segundo informações do Minnesota Star Tribune.

    A porta-voz do Departamento de Segurança Nacional, Tricia McLaughlin, disse que os agentes “estavam realizando operações direcionadas” quando membros da comunidade começaram a tentar bloquear os veículos. Ela disse que o agente da Imigração “disparou tiros defensivos” quando a mulher tentou atropelar os agentes.

    Vários moradores da área que testemunharam a cena disseram que os agentes estavam ordenando que a mulher saísse do veículo. Um vídeo postado nas redes sociais mostrou o veículo dando ré antes de acelerar em direção a um agente, que disparou tiros à queima-roupa.

    O governador de Minnesota, Tim Walz, pediu calma e disse que a “imprudência do governo Trump custou a vida de alguém”.

    O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, afirmou que a mulher morta tinha 37 anos. “À família, sinto muito”, disse Frey, contestando a versão do Departamento de Segurança Nacional de que ela teria tentado atropelar os agentes.

    “Agentes de imigração estão causando caos em nossa cidade”, afirmou. “Exigimos que o ICE deixe a cidade e o estado imediatamente. Estamos ao lado das comunidades de imigrantes e refugiados.”

    Em uma rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o agente agiu em legítima defesa. Segundo ele, imagens do episódio indicam que a motorista tentou atropelar o agente de forma “violenta” e “deliberada”.

    Na terça-feira (6), o Departamento de Segurança Nacional deu início a uma grande ofensiva migratória na região. Cerca de 2 mil agentes e oficiais foram escalados para participar da operação, que está ligada, em parte, a investigações sobre supostas fraudes envolvendo residentes de origem somali.

  • EUA apreendem dois navios que transportariam petróleo da Venezuela

    EUA apreendem dois navios que transportariam petróleo da Venezuela

    Segundo os Estados Unidos, embarcações violaram sanções comerciais
    A Guarda-Costeira dos Estados Unidos apreendeu dois navios-petroleiros na manhã desta quarta-feira (7). Segundo autoridades do país, as duas embarcações foram interceptadas em águas internacionais, em cumprimento a um mandado judicial emitido por um tribunal federal estadunidense, por violarem sanções comerciais impostas pelos EUA.

    De acordo com a secretária nacional de Segurança Interna, Kristi Noem, os dois navios-tanques atracaram ou estavam a caminho da Venezuela. O Marinera, de bandeira russa, foi alcançado em um ponto do Atlântico Norte que, segundo dados do site de tráfego marinho Marinetraffic, fica na zona econômica exclusiva da Islândia.

    Antes registrado com o nome Bella I, o Marinera passou semanas sendo perseguido pela Guarda Costeira dos Estados Unidos, conforme informou Kristi. “Este petroleiro vinha tentando fugir da Guarda Costeira há semanas, até mesmo mudando sua bandeira e pintando um novo nome no casco, em uma tentativa desesperada e fracassada de escapar”, afirmou a secretária em um texto publicado nas redes sociais.

    O segundo navio-tanque, identificado como M/T Sophia, foi apreendido perto do Caribe. De acordo com o Comando Sul dos EUA, “a embarcação interditada estava operando em águas internacionais, realizando atividades ilícitas” e, agora, será escoltada pela Guarda Costeira até os Estados Unidos.

    Também nas redes sociais, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, reafirmou que o bloqueio à comercialização de petróleo venezuelano “sancionado e ilícito permanece em pleno efeito, em qualquer lugar do mundo”. “Os Estados Unidos continuam a impor o bloqueio contra todos os navios fantasmas que transportam, ilegalmente, petróleo venezuelano para financiar atividades ilícitas, roubando do povo venezuelano. Somente o comércio de energia legítimo e legal – conforme determinado pelos EUA – será permitido”, escreveu.

    Segundo a agência de notícias Reuters, o governo russo classificou a apreensão do Marinera como uma violação do direito marítimo internacional. “De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982, a liberdade de navegação se aplica em alto-mar, e nenhum Estado tem o direito de usar a força contra navios devidamente registrados nas jurisdições de outros Estados”, informou o Ministério dos Transportes, assegurando que as autoridades russas perderam o contato com o navio após abordagem das forças dos EUA.
    Agência Brasil

  • Mortes confirmadas em ataque dos EUA à Venezuela chegam a 58

    Mortes confirmadas em ataque dos EUA à Venezuela chegam a 58

    Autoridades venezuelanas ainda não informaram número oficial
    Cinco dias após os Estados Unidos (EUA) realizarem ação militar para destituir o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, do poder, as autoridades venezuelanas ainda não informaram o total de mortos, nem o número de feridos ou a extensão dos danos causados pelos ataques estadunidenses à capital, Caracas, e aos estados de Aragua, La Guaira e Miranda.

    As poucas informações oficiais divulgadas até a noite dessa terça-feira (6) dão conta de que ao menos 58 pessoas morreram no último sábado (3), quando militares estadunidenses invadiram o território venezuelano, bombardearam pontos estratégicos e sequestraram Maduro e sua esposa, a primeira-dama Cília Flores, que foram levados à força para um centro de detenção temporária de Nova York, nos EUA.

    Além de 32 militares cubanos que integravam a segurança de Maduro, a chamada Operação Resolução Absoluta vitimou ao menos 24 homens e mulheres que serviam no Exército venezuelano e pelo menos duas civis, já identificadas.

    Rosa Elena Gonzáles, 80 anos, morava perto da Academia Militar da Armada Bolivariana, em La Guaira. Segundo a imprensa venezuelana e agências de notícias como a EFE, ela se feriu gravemente quando sua casa foi atingida durante o ataque. Levada ao hospital, a idosa não resistiu aos ferimentos. Seu corpo foi enterrado na segunda-feira (5), na presença de amigos, parentes e jornalistas.

    A segunda vítima civil dos bombardeios do último sábado já identificada é a colombiana Yohana Rodríguez Sierra, 45 anos. Sua morte foi confirmada na segunda-feira pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro.

    “Ao bombardear [a Venezuela], assassinaram uma mãe colombiana”, escreveu Petro em sua conta pessoal no X (antigo Twitter), criticando o presidente dos EUA, Donald Trump. “Sob tuas ordens internacionalmente ilegais, assassinaram uma inocente mãe colombiana, caribenha, cheia de sonhos”.

    Segundo a imprensa colombiana, a casa onde Yohana morava com a filha Ana Corina Morales ficava em uma área residencial da cidade de El Hatillo, em Miranda, e foi atingida por um míssil estadunidense lançado, provavelmente, contra torres e antenas de telecomunicações da região. Yohana, que vivia na Venezuela há mais de uma década e tinha um pequeno comércio, não resistiu aos ferimentos.

    Nessa terça-feira (6), a Força Armada Nacional Bolivariana (Fanb) homenageou os 24 soldados venezuelanos mortos durante a ação – realizada sem o conhecimento do Congresso dos Estados Unidos e sem o aval do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Já o Ministério das Relações Exteriores de Cuba divulgou, nas redes sociais, mensagem ilustrada com as fotos dos 32 militares cubanos mortos.

    “Nossos combatentes morreram revolucionariamente, cumprindo com um sagrado dever”, afirmou a pasta, classificando a ação dos Estados Unidos como “covarde e criminoso ato de terrorismo de Estado” contra a Venezuela.

    Também nessa terça-feira, durante evento com deputados de seu partido, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, sem dar mais detalhes, que muitas pessoas “do outro lado”, incluindo cubanos, morreram durante a incursão militar estadunidense, sem que houvesse nenhuma baixa entre os militares de seu país. “Foi um ataque brilhante taticamente”, comentou TrumpEmbarcações
    Os custos humanos da ofensiva que o governo de Donald Trump vem promovendo na região, com a justificativa de combater o tráfico internacional de drogas, incluem ainda as inúmeras mortes decorrentes dos bombardeios contra pequenas embarcações que Washington alega, sem provas, estarem envolvidas com o narcotráfico.

    De acordo com o jornal The New York Times, desde setembro de 2025 ao menos 115 pessoas foram sumariamente executadas a bordo de 35 embarcações bombardeadas no Mar do Caribe. O que, se confirmado, elevaria para 173 o número de mortos na ação militar dos Estados Unidos na região em menos de cinco meses.

    Vídeos divulgados dos ataques às embarcações pelo próprio Departamento de Defesa dos EUA não deixam dúvidas de que, na maioria dos casos, os tripulantes não têm oportunidade de se entregar ou de se defender. Uma das vítimas da operação naval foi o colombiano Alejandro Carranza, 42 anos, cujo barco foi bombardeado em setembro de 2025.

    Segundo autoridades estadunidenses, o barco em que Carranza viajava foi atacado por estar transportando drogas para os EUA. A família de Carranza nega que ele tinha ligação com o narcotráfico, garantindo que o colombiano zarpou do departamento de La Guajira, na fronteira com a Venezuela, para pescar.

    Em novembro, o presidente Gustavo Petro designou seu advogado pessoal nos Estados Unidos, Dan Kovalik, para representar a família de Carranza em uma ação judicial apresentada à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), contra os EUA. Na ocasião, Petro classificou Carranza como um pescador assassinado por um míssil disparado pelos EUA.
    Agência Brasil