Categoria: Mundo

  • “Mãe de todos os acordos” aproxima União Europeia e Índia

    “Mãe de todos os acordos” aproxima União Europeia e Índia

    Divulgação oficial foi feita nesta semana na 16ª Cúpula Índia-UE
    Menos de duas semanas depois de assinar um acordo comercial histórico com o Mercosul, a União Europeia (UE) anunciou mais uma parceria, nesta semana, com a Índia.

    A aproximação é vista como mais um indicativo da alternativa bilateral encontrada por países que veem suas relações comerciais impactadas pelo protecionismo instável dos Estados Unidos.

    A divulgação oficial foi feita em Nova Delhi, na 16ª Cúpula Índia-UE, pelo primeiro-ministro indiano, Shri Narendra Modi, e pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Os dois lados negociaram por cerca de 18 anos.

    Nas redes sociais, Ursula von Der Leyen chegou a classificar o compromisso divulgado como “a mãe de todos os acordos”.

    Rio de Janeiro (RJ), 30/01/2026 – Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, com o primeiro-ministro indiano, Shri Narendra Modi.
    Foto: Ursula von der Leyen/ X
    Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, com o primeiro-ministro indiano, Shri Narendra Modi. Foto: Ursula von der Leyen/ X – Ursula von der Leyen/ X
    “Concluímos a mãe de todos os acordos. Criamos uma zona de livre comércio com 2 bilhões de pessoas que beneficia os dois lados. Esse é só o começo. Nós vamos fortalecer nossas relações estratégicas.”

    O acordo aproxima os 27 países do bloco europeu do quarto maior Produto Interno Bruto do mundo e de um mercado consumidor com 1,4 bilhão de habitantes. A expectativa dos europeus é vender duas vezes mais para a Índia até 2032, já que 96% de suas exportações serão beneficiadas pelas reduções tarifárias.

    O país asiático, por sua vez, estima que mais de 99% dos produtos que exporta terão entrada preferencial na UE, incluindo setores de mão de obra intensiva, como têxteis, vestuário, couro, calçados, produtos marinhos, joias e pedras preciosas, artesanato, bens de engenharia e automóveis.

    Juntos, União Europeia e Índia representam um quarto do PIB global e um terço do comércio mundial ─ as trocas somaram mais de 135 bilhões de dólares no ano fiscal encerrado em março de 2025.

    O Ministro da União para o Comércio e Indústria da Índia, Shri Piyush Goyal, disse que o acordo representa uma parceria abrangente com dimensões estratégicas.

    “A conclusão do Acordo de Livre Comércio Índia-União Europeia representa uma conquista decisiva no engajamento econômico da Índia e em sua perspectiva global. Isso reforça a abordagem da Índia de garantir parcerias confiáveis, mutuamente benéficas e equilibradas.”

    A assinatura formal do acordo ainda depende de uma análise jurídica que pode se estender por alguns meses, mas há expectativa de que o início da implementação ocorra em um ano.

    Geopolítica conturbada
    A aproximação entre Europa e Índia ocorre em um momento em que ambos têm relações conturbadas com os Estados Unidos.

    Tradicionalmente aliados dos americanos, os europeus não têm sido poupados na guerra tarifária global criada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Os atritos se disseminaram por diversas áreas, como regulamentação de big techs, e incluíram até mesmo ameaças militares, como a da anexação da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca na América do Norte.

    Já os indianos estão entre os principais alvos das sobretaxas de Trump. No ano passado, os Estados Unidos aplicaram tarifas de 50% sobre as exportações da Índia para pressionar o país asiático a interromper sua compra de petróleo da Rússia.

    Em seu segundo mandato, Trump também tem feito ataques aos Brics, grupo de países em desenvolvimento do qual a Índia faz parte. Os indianos assumiram a presidência rotativa do grupo no início deste ano e sediarão a cúpula de líderes do Brics ainda em 2026.

    Acordo UE-Mercosul
    Assim como o acordo com a Índia, a parceria UE-Mercosul foi assinada após longa negociação ─ nesse caso, de 26 anos. Ela se deu após um ano em que europeus assinaram acordos bilaterais com outros parceiros, como México e Indonésia.

    O texto estabelece a gradual eliminação de tarifas de importação para mais de 90% do comércio bilateral, envolvendo bens industriais (máquinas, ferramentas, automóveis e outros produtos e equipamentos) e produtos agrícolas.

    Mesmo já tendo sido assinado, o acordo que cria uma zona de livre comércio com 720 milhões de habitantes precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos congressos nacionais de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

    Eurodeputados, entretanto, aprovaram o envio do tratado para uma avaliação jurídica do Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode paralisar a implementação por até dois anos.

    Em coletiva de imprensa na semana passada, Ursula von der Leyen comentou que há a possibilidade de uma implementação provisória caso o processo se estenda e os países sul-americanos já tenham aprovado o acordo em suas casas legislativas.

    “Há um claro interesse em garantir que os benefícios desse importante acordo sejam aplicados o mais rápido possível”, disse.
    Agência Brasil

  • Exército do Irã adiciona 1.000 drones ao arsenal após ameaça de Trump

    Exército do Irã adiciona 1.000 drones ao arsenal após ameaça de Trump

    O Irã anunciou que adicionou mais mil drones ao arsenal do Exército um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, subir o tom e ameaçar atacar o país.

    O QUE ACONTECEU

    O país afirmou que a aquisição ocorreu devido às novas ameaças. A agência estatal do Irã, a IRIB, citando o Ministério da Defesa, noticiou que o fortalecimento também se deve aos aprendizados que tiveram durante a guerra de 12 dias contra Israel no ano passado.

    Os drones encomendados são terrestres e marítimos. Ainda de acordo com o governo iraniano, eles foram projetados em classes de defesa ofensiva, tática e estratégica. Além disso, podem atingir alvos fixos e móveis em terra, ar e mar.

    O ministro da Defesa do Irã declarou que o reforço é para responder de forma “contundente” em caso de ataque. “Em consonância com as ameaças futuras, manter e aprimorar as vantagens estratégicas para um combate rápido e uma resposta contundente a qualquer invasão de agressor está sempre na agenda do exército”, falou Amir Hatami.

    Fotos dos novos dispositivos não foram divulgadas. Segundo a agência, serão preservados detalhes e imagens por questões de proteção de segredos militares.

    Nesta quarta-feira (28), o Irã já havia dito que daria uma “resposta sem precendentes”. Em pronunciamento oficial, o país explicou que estava pronto para um diálogo baseado no respeito e em interesse mútuos, mas que se defenderia caso fosse pressionado.

    TRUMP DIZ QUE ‘TEMPO ESTÁ ESGOTANDO’ PARA O IRÃ

    Nesta quarta-feira, o líder americano afirmou que uma “armada maciça” estava indo em direção ao Irã. Segundo ele, trata-se de uma frota de porta-aviões maior do que a enviada à Venezuela: “Assim como no caso da Venezuela, está pronta, disposta e capaz de cumprir rapidamente sua missão, com velocidade e violência, se necessário”.

    O republicano disse querer uma negociação justa e equilibrada para todas as partes. Ele também exige que não haja o envolvimento de armas nucleares. “O tempo está se esgotando, é realmente essencial!”, apelou.

    Rússia alertou que ataque dos EUA ao Irã pode ter “consequências perigosas”. “Continuamos a apelar a todas as partes para que exerçam contenção e renunciem a qualquer uso da força para resolver as questões. Claramente, o potencial para negociações está longe de estar esgotado. Devemos concentrar-nos principalmente nos mecanismos de negociação”, defendeu o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

    ESCALADA DE TENSÕES

    Governo Trump chegou a considerar um ataque a Teerã no meio do mês para conter protestos no Irã, que deixaram mais de 5.000 mortos. Na ocasião, durante a escalada de protestos no país, fontes da Casa Branca afirmaram ao “The Wall Street Journal” que um ataque era mais provável do que improvável.

    Rivais árabes do Irã na região do Golfo Pérsico pressionaram os EUA a não intervirem nos protestos. Arábia Saudita, Omã e Qatar estão dizendo à Casa Branca que uma tentativa de derrubar o regime iraniano abalaria os mercados de petróleo e, em última análise, prejudicaria a economia dos EUA e também a dos próprios países, segundo autoridades árabes.

    Apesar da pouca simpatia pelo Irã, os estados árabes temem, principalmente, que ataques ao Irã possam interromper a circulação de petroleiros pelo Estreito de Ormuz. A estreita passagem na entrada do Golfo Pérsico separa o Irã de seus vizinhos árabes e é por onde passa cerca de um quinto das remessas mundiais de petróleo.

    Autoridades sauditas garantiram a Teerã que não se envolveriam em um possível conflito com os EUA. Ainda de acordo com a reportagem, os representantes da Arábia Saudita disseram que não permitiriam que o exército americano use seu espaço aéreo para ataques, em um esforço para se distanciar e evitar uma ação americana.

    Contato oficial entre os dois países foi cortado em 14 de janeiro, mas foi retomado em seguida, segundo agências internacionais. A data marcou o ápice das tensões entre os dois países, quando o Irã prometeu executar um manifestante preso e voltou atrás em seguida.

    Irã afirmou a países vizinhos que podia bombardear bases americanas no Oriente Médio como resposta a um possível ataque. Os Estados Unidos estão retirando alguns militares de bases importantes na região como precaução.

    Guarda Revolucionária iraniana afirmou que estava “no auge da prontidão”. À mídia estatal, Majid Mousavi, comandante aeroespacial do país, também disse que o estoque de mísseis do país aumentou desde a guerra de 12 dias travada com Israel.

    Bahia Notícias

  • Lula discursa na abertura do Fórum Econômico da AL e Caribe, no Panamá

    Lula discursa na abertura do Fórum Econômico da AL e Caribe, no Panamá

    Brasileiro será o segundo a discursar, após presidente panamenho
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, na manhã desta quarta-feira (28), do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, que ocorre na Cidade do Panamá.

    Lula será o segundo a discursar na abertura do evento, logo depois do presidente do país anfitrião, José Raúl Mulino.

    Entre os temas a serem abordados pelos líderes da região estão infraestrutura e desenvolvimento, inteligência artificial, comércio, energia, mineração e segurança alimentar.

    Está prevista ainda a visita a uma das eclusas do Canal do Panamá, onde os chefes de Estado farão a foto oficial do evento.

    Na agenda de Lula, também há a previsão de reuniões bilaterais e encontros com outros presidentes que também participam do evento. Equador, Guatemala, Bolívia, Chile e Jamaica já confirmaram presença.

    Acordo bilateral
    Com o presidente panamenho, Lula deve assinar um acordo de cooperação tratando de investimentos, expansão comercial e logística entre os países.

    O Brasil é o 15º maior usuário do Canal do Panamá. Sete milhões de toneladas de produtos brasileiros exportados passam por lá.

    O intercâmbio entre os dois países aumentou 78% no último ano, chegando a US$ 1,6 bilhão, com destaque para as exportações brasileiras de petróleo e derivados.

    O Panamá também foi o primeiro país da América Central a se associar ao Mercosul.

    A previsão é de que Lula retorne ao Brasil ainda hoje. O fórum continua até quinta-feira (29). Mais de 2,5 mil líderes políticos, empresários e acadêmicos participam do evento.
    Agência Brasil

  • Lula vai ao Panamá participar do Fórum Econômico da AL e Caribe

    Lula vai ao Panamá participar do Fórum Econômico da AL e Caribe

    Presidente será o segundo a discursar no encontro de líderes da região
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca, nesta terça-feira (27), para o Panamá onde participa como convidado especial do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe.

    Entre os temas a serem debatidos pelos líderes da região estão infraestrutura e desenvolvimento, inteligência artificial, comércio, energia, mineração e segurança alimentar.

    A viagem está marcada para esta tarde e a previsão é de que Lula chegue à Cidade do Panamá às 16h30 (18h30 no horário de Brasília).

    O brasileiro será o segundo a discursar no fórum, depois do presidente do país anfitrião, José Raúl Mulino, na manhã desta quarta-feira (28). Na sequência, os chefes de visitarão uma das eclusas do Canal do Panamá, para foto oficial.

    Na agenda de Lula, também há a previsão de reuniões bilaterais e encontros com outros presidentes que também participam do evento. Equador, Guatemala, Bolívia, Chile e Jamaica já confirmaram presença.

    Com o presidente panamenho, Lula deve assinar um acordo de cooperação tratando de investimentos, expansão comercial e logística entre os países. O Brasil é o 15º maior usuário do Canal do Panamá. Sete milhões de toneladas de produtos brasileiros exportados passam por lá.

    O intercâmbio entre os dois países aumentou 78% no último ano, chegando a US$ 1,6 bilhão, com destaque para as exportações brasileiras de petróleo e derivados.

    O Panamá comprou recentemente quatro aviões Super Tucanos da Embraer, tornando-se o oitavo país da América Latina e Caribe a comprar a aeronave brasileira.

    O Brasil tem um estoque de US$ 9,5 bilhões no Panamá, que é o sétimo maior destino de investimentos brasileiros no exterior. O Panamá também foi o primeiro país da América Central a se associar ao Mercosul.

    A previsão é de que Lula retorne ao Brasil ainda na quarta-feira, mas o fórum continua até quinta (29). Mais de 2,5 mil líderes políticos, empresários e acadêmicos participam do evento.
    Agência Brasil

  • “Basta de ordens de Washington”, diz presidente interina da Venezuela

    “Basta de ordens de Washington”, diz presidente interina da Venezuela

    Afirmação foi feita durante encontro com petroleiros
    Delcy Rodriguez, presidente interina da Venezuela, disse durante um evento neste domingo (25) com petroleiros que não deseja mais receber ordens do governo norte-americano.

    “Já basta de ordens de Washington sobre políticos na Venezuela. Que seja a política Venezuelana que resolva nossas divergências e nossos conflitos internos. Já basta de potências estrangeiras”. Esta declaração de Rodriguez foi registrada e transmitida também pela Telesur, TV estatal venezuelana.

    A reunião com os trabalhadores aconteceu no estado de Anzoátegui.

    Delcy afirmou ainda que “já custou muito caro à República ter que encarar as consequências do fascismo e extremismo em nosso país”.

    Desde que sequestrou o presidente Nicolás Maduro, no dia 3 de janeiro, o governo dos Estados Unidos, através de Donald Trump, vem afirmando que está no controle da Venezuela. Os EUA também passaram a gerenciam o petróleo produzido pelo país sul-americano.

    Desde que Delcy assumiu a presidência houve uma cooperação com o governo Trump, que decidiu manter no poder a vice-presidente de Maduro. A atual mandatária da Venezuela já foi ameaçada por Trump, que afirmou que “se ela não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto”.

    Mas o líder norte-americano também já elogiou a presidente venezuelana e até a convidou para uma visita à Casa Branca.

    Agência Brasil

  • Governo enviará proposta de acordo Mercosul-UE para o Congresso

    Governo enviará proposta de acordo Mercosul-UE para o Congresso

    “Brasil vai continuar com internalização do acordo”, diz Alckmin
    O governo brasileiro quer acelerar a aprovação, pelo Congresso Nacional, do acordo de parceria comercial que representantes políticos do Mercosul e da União Europeia assinaram no último sábado (17).

    Segundo o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve encaminhar, nos próximos dias, a proposta de adesão e internalização do tratado para apreciação da Câmara dos Deputados.

    “Houve um percalço, mas vamos superá-lo”, disse Alckmin, referindo-se à decisão do Parlamento Europeu desta quarta-feira (21). Por 334 votos favoráveis, 324 contrários e 11 abstenções, os eurodeputados aprovaram a proposta de pedir ao Tribunal de Justiça da União Europeia um parecer jurídico sobre a legalidade do acordo.

    Na prática, a iniciativa do Parlamento Europeu paralisa o processo de implementação do acordo, que, para entrar em vigor, ainda precisa ser aprovado pelos parlamentos dos 32 países envolvidos: 27 europeus e cinco sul-americanos (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai). Em média, o Tribunal de Justiça da União Europeia costuma demorar cerca de dois anos para emitir um parecer.

    >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

    “O Brasil não vai parar. Vai continuar com o processo, encaminhando o pedido de internalização do acordo para o Congresso Nacional [brasileiro]”, acrescentou o vice-presidente, destacando que algumas lideranças políticas europeias favoráveis à implementação do acordo, como o chanceler alemão Friedrich Merz, defendem que os termos do acordo sejam aprovados e gradualmente implementados, em caráter provisório, enquanto o tribunal não dá sua palavra final sobre a iniciativa.

    “Quanto mais rápido agirmos, melhor, pois entendo que isto ajudará para que haja uma vigência transitória enquanto há a discussão na área judicial”, argumentou Alckmin. “Nosso objetivo é que não haja atraso [na implementação do acordo]”.

    Pouco após Alckmin se reunir com o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, senador Nelsinho Trad (PSD-MS) e, ao final do encontro, conversar com jornalistas, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, também comentou o impasse decorrente da decisão do Parlamento Europeu.

    Segundo Viana, a eventual paralisação do processo, após 26 anos de negociações, gera “certa apreensão”, embora as autoridades brasileiras mantenham o otimismo.

    “Entendemos que este é um bom acordo para os dois lados [Mercosul e União Europeia], mas que enfrenta muita resistência porque há, na Europa, um lobby muito grande contra os produtos brasileiros. Respeitamos as diferenças, mas fizemos nosso dever de casa e, agora, falta o Parlamento Europeu fazer o dele”, comentou Viana, revelando que a Apex planeja encabeçar uma ação para promover a imagem do Brasil na União Europeia e, assim, tentar convencer a opinião pública europeia de que o acordo Mercosul/União Europeia trará benefícios à população dos dois blocos de integração regional.

    “O que há, de fato, é uma disputa de narrativa. E, por isto, vamos trabalhar a imagem do Brasil […] Disputar a opinião pública e o parlamento na Europa”, concluiu Viana, assegurando que já conversou com o presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (União-AP), que lhe garantiu que a análise do acordo será uma prioridade para o Parlamento.

    De acordo com a ApexBrasil, a implementação do acordo de livre comércio Mercosul/União Europeia pode incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, promovendo a diversificação das vendas internacionais brasileiras. Entre os principais setores beneficiados estão os de máquinas e equipamentos de transporte, motores e geradores de energia elétrica, autopeças, como motores de pistão, e aeronaves, beneficiados com redução imediata de tarifa. Também são apontadas oportunidades para produtos como couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e itens da indústria química.
    Agência Brasil

  • Gaza: três jornalistas estão entre 11 mortos em novo ataque de Israel

    Gaza: três jornalistas estão entre 11 mortos em novo ataque de Israel

    Cerca de 11 palestinos, incluindo três jornalistas e dois adolescentes, morreram em uma série de ataques de forças israelenses na Faixa de Gaza, nesta quarta-feira (21). A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde palestino.

    De acordo com O GLOBO, Munir al-Bursh, diretor-geral do ministério, informou ao jornal Al Jazeera que os jornalistas foram mortos quando o veículo em que estavam foi atingido por um ataque aéreo israelense. Eles trabalhavam para o Comitê Egípcio de Ajuda a Gaza, responsável por supervisionar as ações de socorro do Egito no território. Segundo a reportagem, os profissionais documentavam a situação de um acampamento de deslocados.

    As vítimas foram identificadas como Anas Ghunaim, Abdul Ra’ouf Shaath e Mohammad Qeshta. Conforme relatos, Shaa colaborava regularmente com a Agence France-Presse. No entanto, no momento do ataque ele não estava em missão oficial da agência.

    Autoridades de defesa do país disseram identificar “elementos que operam um drone afiliado ao Hamas” na área do ataque que matou os jornalistas. O argumento foi contestado pela imprensa local e pelo Sindicato de jornalistas palestinos.

    Bahia Notícias

  • Trump confirma convite a Lula para compor conselho sobre Gaza

    Trump confirma convite a Lula para compor conselho sobre Gaza

    Planalto ainda não se pronunciou sobre possibilidade

    O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (20) que convidou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva para compor o que vem sendo chamado de Conselho da Paz, um colegiado de líderes internacionais, presidido pelo próprio chefe de Estado norte-americano, que será criado para supervisionar o trabalho de um Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG, na sigla em inglês). Este comitê foi anunciado pela Casa Branca, na semana passada, e será responsável reconstrução da Faixa de Gaza, enclave palestino que foi praticamente destruído pelas forças militares de Israel ao logo dos últimos anos, com mais de 68 mil mortos.

    “Eu convidei. Eu gosto dele. Lula terá um grande papel no conselho da paz de Gaza”, disse Trump ao ser questionado por uma jornalista durante coletiva de imprensa em que fez um balanço do primeiro ano de seu segundo mandato. O mandato trumpista vai até janeiro de 2029.

    Plano para a Palestina
    O conselho idealizado por Trump faz parte da segunda fase do plano de paz para Gaza assinado em outubro do ano passado, sob mediação do norte-americano, que viabilizou um suposto cessar-fogo nos ataques de Israel ao território palestino, apesar da continuidade de bombardeios e tiroteios, segundo relatos recentes de integrantes de agências das Nações Unidas que atuam na região.

    Até o momento, o Palácio do Planalto não sinalizou se Lula aceitará ou não o convite. Fonte do Ministério das Relações Exteriores já haviam confirmado recebimento do convite no último fim de semana, via Embaixada do Brasil em Washington.

    Outros líderes internacionais também receberam o mesmo convite, a exemplo do presidente da Argentina, Javier Milei, que postou a carta de Trump em suas redes sociais e se disse honrado com a oportunidade. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, também recebeu o mesmo convite e agradeceu em uma postagem na rede social X. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, também teria sido convidado, assim como líderes da Europa e do Egito.

    Em comunicado divulgado na última sexta-feira (16), o governo Trump anunciou a formação do grupo que governará Gaza, que inclui o enviado dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, o secretário de Estado, Marco Rubio, o genro do presidente, Jared Kushner, o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, entre outros. De acordo com o comunicado, caberá a este comitê executivo refletir as diretrizes definidas pelo Conselho da Paz. Além deste, um outro comitê executivo também está sendo formado, incluindo autoridades de perfil tecnocrático da Turquia e Catar. Nenhum líder palestino, até o momento, foi indicado para compor essas estruturas de governança para Gaza.

    No convite enviado a Santiago Peña e Javier Milei, de igual teor, não há informações sobre a composição deste conselho nem as regras de funcionamento. De acordo com a imprensa estrangeira, incluindo jornais israelenses, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu criticou o anúncio da Casa Branca, dizendo que o comitê executivo “não foi coordenado com Israel e contraria a política do país.”

    Um rascunho de um suposto estatuto deste conselho, divulgado pela emissora Bloomberg, dos EUA, informa que o governo dos EUA estaria pedindo US$ 1 bilhão para que o país convidado garantisse assento permanente no colegiado, o que dá mais de R$ 5 bilhões na cotação atual. A cobrança foi negada pela Casa Branca, informou a agência Reuters.

    Críticas
    Em meio a um novo ciclo de aumento de tensões entre Trump e líderes europeus, por conta da tentativa do governo dos EUA em anexar a Groelândia, o presidente Lula criticou o líder norte-americano. Enquanto discursava em cerimônia de entrega de moradias do Minha Casa, Minha Vida, no Rio Grande do Sul, nesta terça, Lula chamou a atenção para o fato de que Trump tenta “governar o mundo” via publicações em redes sociais.

    “Vocês já perceberam que o presidente Trump quer governar o mundo pelo Twitter?”, disse. “É fantástico. Todo dia ele fala uma coisa e todo dia o mundo fala ainda o que ele falou”, acrescentou o presidente. Ao criticar o uso excessivo de dispositivos, Lula afirmou que não permite a entrada de pessoas com celular em seu gabinete.

  • Anistia Internacional alerta para impactos da volta de Trump

    Anistia Internacional alerta para impactos da volta de Trump

    Doze áreas foram documentadas
    O movimento global por direitos humanos Anistia Internacional fez um alerta sobre os impactos causados pelo primeiro ano de governo após a recondução de Donald Trump a presidência dos Estados Unidos (EUA). O relatório Soando os Alarmes: Práticas Autoritárias Crescentes e Erosão dos Direitos Humanos nos Estados Unidos aponta para uma trajetória considerada preocupante.

    Doze áreas foram documentadas a partir de decisões e iniciativas do governo de Donald Trump:

    Liberdade de imprensa

    Acesso à informação;

    Liberdade de expressão;

    Direito a reunião pacífica;

    Funcionamento de organizações da sociedade civil;

    Funcionamento de universidades;

    Espaço para opositores;

    Espaço para críticos políticos;

    Relação com juízes,

    Relação com advogados,

    Funcionamento do sistema jurídico e respeito ao processo legal.

    O relatório aponta um caminho observado em outros países onde o Estado de Direito foi deteriorado. De acordo com o documento, em diferentes contextos, esses países percorrem caminhos similares que iniciam com a consolidação de poder, seguido do controle da informação, o rechaçamento à crítica, a punição à dissidência, restrição ao espaço cívico e enfraquecimento dos mecanismos de responsabilização.

    “O ataque ao espaço cívico e ao Estado de Direito, bem como a erosão dos direitos humanos nos Estados Unidos, refletem o padrão global que a Anistia Internacional observa e sobre o qual alerta há décadas”, diz o diretor executivo da Anistia Internacional EUA, Paul O’Brien.

    >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

    Escalada de práticas autoritárias
    Foram documentados no último ano práticas autoritárias como retirada de direitos de refugiados e migrantes, busca por bodes expiatórios entre comunidades e revogação de proteções contra a discriminação, uso das forças armadas para fins domésticos, desmonte de mecanismos de responsabilização corporativa e de medidas anticorrupção, expansão da vigilância sem supervisão, esforços de combate aos sistemas internacionais de proteção aos direitos humanos.

    O relatório destaca ainda que a escalada das práticas autoritárias também ocorre por meio de um sistema de reforço mútuo, como quando as cidades são militarizadas após protestos contra ações repressivas por agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA).

    “Práticas autoritárias só se enraízam quando são normalizadas. Não podemos deixar que isso aconteça nos Estados Unidos. Juntos, temos a oportunidade, e a responsabilidade, de enfrentar este momento desafiador da nossa história e proteger os direitos humanos,” acrescenta O’Brien.

    Além dos documentos, o relatório reúne ainda um conjunto de recomendações aos Poderes Executivo, Judiciário, ao Congresso dos Estados Unidos, empresas e atores internacionais. São sugestões de iniciativas para proteção dos espaços públicos, restauração das salvaguardas do Estado de Direito, fortalecimento da responsabilização e para combater a normatização das violações dos direitos humanos.
    Agência Brasil

  • Reino Unido estuda proibição de redes sociais para crianças

    Reino Unido estuda proibição de redes sociais para crianças

    Restrição é semelhante à adotada pela Austrália
    O Reino Unido lançou nesta segunda-feira (20) uma consulta sobre redes sociais e crianças, incluindo a possibilidade de proibição do uso para menores de uma certa idade, restrição semelhante à adotada pela Austrália para crianças e adolescentes com menos de 16 anos, e uma orientação mais rígida às escolas sobre telefones celulares.

    O governo britânico anunciou que vai examinar evidências em todo o mundo sobre uma ampla gama de propostas, incluindo a análise da eficácia da proibição do uso de redes sociais para crianças e, caso adotada, a melhor forma de fazê-la funcionar.

    Ministros devem visitar a Austrália, que no mês passado tornou-se o primeiro país a proibir as redes sociais para menores de 16 anos, na esperança de aprender em primeira mão com a abordagem deles, disse comunicado.
    Agência Brasil