Os clubes brasileiros intensificaram, na noite da última segunda-feira (28), a articulação contra a Medida Provisória que restringe a publicidade de casas de apostas e passaram a discutir a possibilidade de paralisar o Campeonato Brasileiro. A mobilização também inclui uma tentativa de levar a discussão ao Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi veiculada inicialmente pelo colunista Marcel Rizzo, do Estadão.
A possibilidade de interrupção da competição ganhou força durante as tratativas para um boicote à reunião que seria realizada nesta terça-feira (29) com representantes do Governo Federal. O encontro acabou cancelado após diversos dirigentes indicarem que não participariam.
Entre as reivindicações dos clubes está a criação de um período de transição para a adequação às novas regras. Dirigentes defendem um prazo entre seis meses e um ano para o encerramento da publicidade de empresas de apostas, além de medidas de apoio financeiro ao setor.
A eventual paralisação também teria como objetivo ampliar a participação da CBF nas negociações com o governo. O movimento ocorre em um momento de calendário apertado no futebol brasileiro, o que poderia dificultar a realização das partidas previstas para a temporada.
No âmbito jurídico, o Sinafut, entidade que representa clubes e federações, solicitou ao STF participação no processo relacionado à MP das bets. A iniciativa foi interpretada por dirigentes como uma possível atuação da CBF nas discussões sobre a medida.
O boicote à reunião desta terça-feira (29) também contou com o apoio de clubes que mantêm diálogo com o governo. Entre eles está o Corinthians, que participa das negociações envolvendo uma linha de crédito com juros reduzidos e também trata com a Caixa Econômica Federal questões relacionadas ao financiamento da Neo Química Arena.
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