Escolher uma escola para os filhos é uma das decisões mais importantes da vida familiar e pode também ser uma das mais desafiadoras. Segundo levantamento do marketplace educacional Melhor Escola, realizado com 794 pais e responsáveis em todo o Brasil, os critérios mais valorizados no momento da matrícula são segurança (58,44%), localização (56,55%), custo da mensalidade (53,90%) e infraestrutura (48,61%).
A pesquisa revela que, mais do que uma questão financeira ou de conveniência, a escolha da escola reflete o desejo dos pais de encontrar um ambiente acolhedor, que garanta bem-estar e aprendizagem significativa para as crianças.
Para Mariana Barros, diretora pedagógica da TreeHouse, essa decisão envolve um olhar atento não apenas para os resultados acadêmicos, mas também para os valores e a proposta educativa da instituição. “A escola precisa dialogar com o que a família acredita. Os pais devem observar se o ambiente estimula a curiosidade, o respeito e a autonomia, aspectos que fazem parte da formação humana tanto quanto o conteúdo”, afirma.
Além de avaliar estrutura e segurança, Mariana destaca que o contato direto com a equipe pedagógica é essencial. “Visitar a escola, conversar com coordenadores e perceber como as crianças interagem são atitudes que auxiliam os pais a entenderem se aquele espaço realmente acolhe e inspira aprendizado.”
A psicóloga e diretora comercial da TreeHouse, Barbara Porro, reforça que o processo de escolha vai além das comparações entre mensalidades e localizações. “Mais importante do que procurar uma escola ‘perfeita’ é encontrar uma escola que faça sentido para a trajetória da criança. Cada aluno tem um ritmo e um jeito de aprender, e a família deve buscar um ambiente que valorize isso”, explica.
Ainda segundo Barbara, a transparência e a parceria entre escola e família são pilares fundamentais. “Quando a escola mantém uma comunicação aberta e escuta ativa com os pais, cria-se uma rede de confiança que contribui diretamente para o desenvolvimento da criança, dentro e fora da sala de aula”, complementa.
No caso do Ensino Fundamental, etapa em que a criança consolida habilidades cognitivas e socioemocionais, as especialistas destacam que fatores como proposta bilíngue, metodologias ativas e desenvolvimento de competências para o século XXI vêm ganhando importância crescente entre as famílias. Mais do que uma escolha logística, a definição da escola ideal passa, cada vez mais, por uma questão de propósito. “Educar é um ato coletivo. Quando escola e família compartilham valores e objetivos, a aprendizagem se torna muito mais significativa e a criança cresce sentindo que pertence a um espaço que acredita nela”, conclui a diretora pedagógica Mariana Barros.