Salvador, 31 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Como escolher o tom de base ideal? Maquiadora explica o que considerar para não errar na compra

Identificar o subtom da pele e testar o produto na região do pescoço estão entre as orientações para conquistar um acabamento natural

Encontrar a base ideal pode parecer simples diante de tantas opções disponíveis, mas escolher apenas pela aparência da cor na embalagem ou pelo tom do rosto nem sempre garante um resultado natural. Além da tonalidade, fatores como o subtom da pele, a iluminação e a região escolhida para testar o produto podem interferir na decisão. Segundo Victória Guarita, maquiadora profissional, treinadora e integrante da área de Desenvolvimento de Produtos da Ruby Rose, entender essas diferenças é fundamental para evitar que a maquiagem fique muito clara, escura, rosada ou amarelada.

O primeiro passo é compreender a diferença entre tom e subtom. Enquanto o tom corresponde à profundidade da cor da pele, que pode variar entre clara, média e escura, o subtom está relacionado às nuances que influenciam sua aparência, geralmente classificadas como quentes, frias ou neutras. Essa distinção ajuda a explicar por que duas bases aparentemente semelhantes podem apresentar resultados diferentes após a aplicação.

“É comum encontrar uma base que parece ter a intensidade de cor correta, mas que, ao ser aplicada, fica muito amarelada ou rosada. Isso acontece porque não basta observar se a tonalidade é clara ou escura. Também precisamos considerar o subtom para que o produto se integre melhor à coloração natural da pele”, explica Victória.

Na hora de testar, a maquiadora recomenda observar principalmente a região do pescoço, buscando uma tonalidade que proporcione continuidade entre o rosto e o restante da pele. A orientação é aplicar pequenas quantidades de duas ou três opções próximas e compará-las, preferencialmente sob luz natural. O objetivo é identificar a cor que se integra à pele sem criar uma diferença perceptível entre as regiões.

“Minha orientação é testar a base no pescoço, porque precisamos pensar no resultado do conjunto, não apenas na cor do rosto. Quando existe uma diferença de tonalidade entre essas regiões, escolher a base olhando somente para a face pode acabar acentuando esse contraste. O ideal é encontrar uma cor que harmonize rosto e pescoço, criando um acabamento mais uniforme”, orienta Victória.

Outro cuidado importante é aguardar alguns minutos após a aplicação antes de tomar a decisão. Algumas fórmulas podem apresentar pequenas alterações de aparência durante a secagem e a acomodação na pele. Por isso, avaliar o resultado imediatamente, sem observar o acabamento, pode levar a uma escolha menos precisa.

A textura e a cobertura também devem entrar na avaliação. Bases leves e construíveis permitem adaptar a intensidade conforme a necessidade, enquanto diferentes acabamentos podem modificar a percepção visual da maquiagem. Para o dia a dia, por exemplo, produtos de textura fina e acabamento natural podem facilitar a construção de uma pele uniforme sem aparência excessivamente carregada.

É dentro dessa proposta que a Ruby Rose apresenta a linha Classic, desenvolvida na França e composta por produtos para diferentes etapas da maquiagem. A base líquida conta com 34 tonalidades, contemplando diferentes tons e subtons, além de cobertura leve e construível, textura fina e acabamento semi-matte. Já os 26 tons de corretivo acompanham a proposta da linha, permitindo combinações mais precisas com a base.

A coleção também inclui 14 tonalidades de pó compacto e 18 opções de blush, ampliando as possibilidades de finalização. Para Victória, observar a harmonia entre os produtos é tão importante quanto acertar a cor da base, especialmente porque corretivos e pós também podem influenciar o resultado visual da maquiagem.

“Quando base, corretivo e pó conversam entre si, conseguimos uma maquiagem mais equilibrada. O corretivo pode ter uma função específica, como iluminar determinadas áreas, mas é importante considerar como ele se relaciona com a base. O mesmo vale para o pó, que deve complementar o acabamento sem provocar uma diferença indesejada de tonalidade”, explica a maquiadora.

Por fim, Victória reforça que encontrar o tom ideal pode exigir comparação e experimentação. Mais do que seguir uma numeração ou reproduzir a escolha de outra pessoa, o importante é observar as características individuais da pele e o resultado desejado. Com atenção ao subtom, ao local do teste e ao acabamento, a escolha se torna mais precisa e a maquiagem ganha naturalidade.

SOBRE RUBY ROSE
Desde 1980, a Ruby Rose atua no mercado de beleza com o compromisso de oferecer produtos de alta performance e bom custo-benefício, tornando a maquiagem e o cuidado pessoal mais acessíveis para diferentes perfis de consumidores. Com origem na Rússia e presença em 16 países, a marca desenvolve um portfólio diverso, pensado para acompanhar diferentes estilos, necessidades e momentos de consumo. A Ruby Rose acredita na beleza como uma forma de expressão individual e busca oferecer soluções que combinem qualidade, variedade e acessibilidade.

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