Salvador, 17 de janeiro de 2026
Editor: Chico Araújo

Como pagar as contas de janeiro? 5 dicas para se organizar em 2026

O fim do ano é, naturalmente, o período em que os brasileiros mais gastam — entre festas, presentes e viagens de férias. Ao mesmo tempo, precisam se preparar para as despesas pesadas de janeiro, como IPVA, material escolar e seguros. Segundo o Datafolha, 43% da população não possui reserva financeira e 84% enfrentou alguma emergência no último ano, o que pode impactar as contas da virada para 2026.

Para Breno Nogueira, especialista em fazer sobrar dinheiro e fundador da Escola do Breno — que já ajudou mais de 20 mil alunos a reorganizarem a vida financeira — o desafio não é só gastar menos, mas criar estratégias para isso. Ele listou 5 passos para atravessar dezembro e entrar em 2026 com as contas organizadas, com base no que mais funcionou entre seus alunos.

Trate o 13º como parte da renda — não como dinheiro extra
Para Breno, o maior erro é enxergar o décimo terceiro como bônus ou “dinheiro livre”. Ele deve entrar no planejamento do mês como parte do orçamento total, para ser distribuído entre contas, dívidas e compromissos futuros. “Quando a pessoa já contabiliza o 13º no orçamento, ela evita a sensação de folga e começa a tomar decisões melhores”, explica.

Priorize o débito
Breno reforça que o cartão de crédito é um dos maiores inimigos de quem está tentando reorganizar a vida financeira. “No cartão tudo sobe: a fatura, as milhas e a sensação de satisfação. No débito, o dinheiro realmente sai — e isso traz mais sensibilidade ao gasto”, diz. Antes de comprar presentes, viajar ou aproveitar promoções, o ideal é amortizar dívidas com juros altos, como rotativo e cheque especial.
Reserve parte do dinheiro para as contas de janeiro
IPVA, material escolar, seguros e renovações chegam juntos e costumam comprometer boa parte do salário de janeiro. Destinar uma fatia do 13º especificamente para essas despesas previsíveis evita começar 2026 no vermelho.

Descubra seu limite diário de gastos (o ‘velocímetro’ financeiro)
Para quem quer reencontrar o controle, Breno recomenda um método simples: calcular quanto pode gastar por dia. É uma forma prática de balizar decisões diárias sem depender de planilhas complexas.
“Se a pessoa sabe que pode gastar R$ 100 por dia, ela entende rapidamente quando pode ou não fazer uma compra. É isso que cria sobra — e é com essa sobra que nasce a reserva financeira”, diz. A lógica funciona como um velocímetro: gasta mais hoje, reduz amanhã; gasta menos hoje, tem folga depois.

Cuidado com o ‘milagre financeiro’ e priorize a reserva de emergência
Quem está apertado costuma acreditar que um dinheiro extra — bônus, férias, herança ou o próprio 13º — vai “resolver tudo”. Para Breno, essa crença abre espaço para decisões ruins, dívidas novas e até golpes.
Em vez de apostar em retornos rápidos, o caminho é calcular o custo de vida e destinar parte desse dinheiro para formar a reserva de emergência. “Emergência não é se vai acontecer, é quando e quanto vai custar. A reserva é o amortecedor que impede que qualquer imprevisto derrube as suas finanças e seus planos”, afirma.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também

safra3
IBGE prevê safra recorde de 346 milhões de toneladas em 2025
Resultado representa alta de 18,2% em relação ao ano anterior O Brasil deverá fechar 2025 com safra recorde...
Trump
Governo Trump faz ameaça em português contra novos imigrantes
O governo Trump fez nesta semana uma nova ameaça contra novos imigrantes, desta vez falando em português....
unnamed (1)
Cléber inicia pré-temporada no Yunnan Yukun FC e destaca adaptação nos primeiros dias na China
O atacante Cléber vive seus primeiros dias na China e já iniciou oficialmente a pré-temporada com a camisa...
unnamed
Caxambu destaca bom momento pessoal e evolução do Borneo Samarinda na temporada
O lateral Caxambu vive uma fase positiva com a camisa do Borneo Samarinda na temporada da BRI Super League...

Opinião

clube-da-esquina
Os sonhos não envelhecem: uma análise de “Clube da Esquina” e a resistência contra a Ditadura Militar