Salvador, 27 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Endrick é vaiado em empate do Lyon e técnico sai em defesa do brasileiro: “As críticas são muito duras”

Endrick vem atravessando o seu primeiro período de oscilação desde que chegou ao Lyon. Durante o confronto contra o Paris FC, realizado no Groupama Stadium, no último domingo (8), o jogador viveu uma experiência inédita. O jogador, emprestado pelo Real Madrid, começou uma partida no banco pela primeira vez desde que chegou ao clube francês e foi alvo de vaias da torcida.

O técnico Paulo Fonseca optou por iniciar o duelo com o brasileiro entre os reservas, promovendo sua entrada apenas na metade do segundo tempo. Endrick entrou em campo aos 65 minutos, pouco depois do gol marcado pela equipe parisiense. A participação do brasileiro não alterou o placar da partida. A reação negativa das arquibancadas ocorreu em um lance específico de ataque. Durante o jogo, o atacante tentou uma finalização de longa distância em posição considerada desfavorável e recebeu vaias.

O momento de cobrança coincide com uma queda no rendimento estatístico do atleta. O empate ocorre em uma sequência sem gols do jogador. Endrick vinha de quatro partidas sem marcar, embora tenha dado uma assistência para Tolisso na derrota para o Olympique de Marseille dias antes. O cenário atual contrasta com o início de sua passagem pelo clube, quando o reconhecimento veio de forma rápida. Antes da sequência recente de partidas, Endrick recebeu o prêmio de melhor jogador do mês da Ligue 1.

O treinador saiu em defesa do jovem de 19 anos durante a entrevista coletiva após o encerramento do confronto. Paulo Fonseca destacou a volatilidade das avaliações sobre o desempenho do atacante.

“Quando Endrick marca, dizem que jogou muito bem. Quando não marca, as críticas são muito duras”, afirmou o treinador. O comandante também detalhou as orientações que vem passando ao jogador para ajustar seu posicionamento em campo conforme as necessidades do sistema ofensivo do Lyon.

De acordo com o treinador, existe um trabalho contínuo para que o brasileiro entenda as funções específicas do setor de ataque na liga francesa.

“Ele sempre quer a bola e às vezes recua para ajudar na construção, quando o que queremos é que ele ataque o espaço nas costas da defesa. Mas isso é normal para um jogador de 19 anos”, analisou Fonseca. O técnico reforçou que a pouca idade do atleta justifica a necessidade de tempo para a maturação de certos movimentos táticos.

O desempenho do brasileiro nas próximas rodadas pode ser determinante para definir sua permanência entre os titulares e para dissipar as críticas que surgiram após o último resultado no campeonato nacional. O atacante vive a expectativa de ser convocado pelo técnico Carlo Ancelotti na próxima data-fifa, para os amistosos contra França e Croácia.

Bahia Notícias

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