Salvador, 20 de setembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Expansão da produção do umbu gigante é tema de encontro com produtores rurais em Vitória da Conquista

As vantagens da produção e expansão da produção de umbu gigante na Bahia, produto típico da região do semiárido baiano, foram debatidos pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) no 3º Dia do Campo promovido pela Prefeitura de Vitória da Conquista. O evento foi realizado neste sábado (7) na Fazenda Experimental Pedra Mole, no Distrito de Bate Pé, e reuniu dezenas de produtores da região, interessados em aproveitar a variedade do umbu como oportunidade de diversificar a cultura, agregar valor à produção e garantir mais renda.
Presente na mesa de abertura, o diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, Assis Pinheiro Filho, ressaltou a importância do acordo de cooperação técnica, assinado pela pasta e pelo município no ano passado, para a disseminação da cultura em outras cidades baianas. “Estamos trabalhando para a criação de jardins clonais em outros municípios, a partir da experiência de Conquista, fazendo com que o umbu gigante seja uma cultura na qual todos os produtores possam ter mais uma fonte de renda com lucratividade, além de mostrar para o país e para o mundo essa maravilha do Nordeste brasileiro”, afirmou.
O secretário de Desenvolvimento Rural de Vitória da Conquista, Breno Farias, salientou que o interesse do município, por essa variedade de umbu, vem das condições locais ideais para o cultivo do fruto. “Mais da metade do território de Vitória da Conquista está no semiárido, terreno propício para o umbu. Aqui na Fazenda Experimental estamos ampliando o viveiro para dobrar a produção de mudas, que atualmente é de cinco mil por ano, e estamos estimulando os produtores. Queremos ser o principal produtor de umbu gigante do país e à disposição para ajudar outros municípios, através da cooperação com a Seagri”, completou.
Após ouvir as palestras com orientações técnicas e experiências de produtores que já lidam com o umbu gigante, o agricultor Nelito Araújo, de 70 anos, era só animação ao pegar mudas para cultivo no sítio que possui, no distrito de São Sebastião. “Me interessei pelo umbu gigante por ser mais produtivo e rentável. Serve para doce, para polpa e para mim, que planto mandioca e palma, pode gerar um dinheiro extra”, projetou.
Características e vantagens da espécie
Uma das principais vantagens do umbu gigante é o tamanho, equivalente a três frutos do tipo tradicional. Além da maior quantidade da polpa, que pode ser transformada em produtos de alto valor agregado como doces e bebidas, também tem maior valor de mercado: o quilo hoje é comercializado a partir de R$ 15, contra R$ 10 do “litro” do fruto comum. Dentro do umbu gigante ainda há a modalidade premium, com cada fruto tendo mais de 130g.
O tipo surgiu por seleção natural, ou seja, não foi desenvolvido em laboratório. O cultivo é feito via enxerto e o ideal é realizar o plantio no período chuvoso, para melhor crescimento e armazenamento de água nas raízes, por meio de tubérculos. Com isso, torna-se mais resistente ao período de seca, comum do semiárido.

Veja também

Entrega campo de Periperi e visita Novo Horizonte - Fotos - Igor Santos - Secom PMS (3)
Prefeito entrega campo na Praia de Periperi e visita Camelódromo de Novo Horizonte
O prefeito de Salvador, Bruno Reis, entregou na manhã deste domingo (20) o campo da Praia de Periperi...
Vorcaro
Mulher de Moraes nega vínculo pessoal com Vorcaro em viagem de jatinho
De acordo com escritório, vôos foram contratados pela empresa O escritório de advocacia Barci de Moraes...
whatsapp_image_2026-09-20_at_14.29
Brasil fecha Copa do Mundo de ginástica com mais cinco pódios
Domingo na Hungria tem 2 ouros brasileiros com Flávia e Nory Neste domingo (20), último dia de disputas...
acidente
Vítimas de acidente entre jet ski e lancha na Baía de Aratu são identificadas
As duas pessoas que morreram após a colisão entre um jet ski e uma lancha, na noite de sábado (19), na...

Opinião

jolivaldo
Do Supremo do Império ao STF: crise de confiança atravessa os séculos