Salvador, 8 de setembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Grafite une estudantes e colore muros do tradicional ICEIA através do projeto Arco-Íris

Fotos Yuri Bonfim / Mídias Pura

Iniciativa reuniu 80 alunos do CEEP Isaías Alves em oficinas de arte urbana, pintura mural e ações de inclusão e cidadania
Transformar a escola em um espaço de criação coletiva, através da arte urbana, essa é a proposta do Proje7o Arco-Íris (@proje7oarcoiris), que trouxe novas cores, formas e mensagens ao muro do centenário Centro Estadual de Educação Profissional Isaías Alves, mais conhecido como ICEIA. Durante cinco dias, 80 estudantes participaram de oficinas de arte urbana e contribuíram para a construção de murais que agora passam a fazer parte da paisagem da instituição.

A iniciativa, promovida pelo Instituto Burburinho Cultural (@burburinho_cultural), viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Wilson Sons, utiliza a arte como ferramenta de educação, pertencimento e desenvolvimento social. Ao longo da programação, os estudantes tiveram contato com técnicas de desenho, pintura e grafite, acompanhados pelos arte-educadores Wilson Andrade e Jeferson Almeida, e pela grafiteira Mônica Reis.

Mais do que uma intervenção visual, o projeto busca fortalecer a relação dos jovens com o ambiente escolar. Para a presidente do Instituto Burburinho Cultural, Priscila Seixas, o processo criativo deixa marcas que permanecem para além da pintura nos muros.

“O menino sai da escola, mas continua passando pela porta e lembrando que ele está ali, naquela história, naquela memória. Então, por um tempo, ele se reconhece nesse espaço”, afirma.

Ao longo das atividades, os participantes foram incentivados a experimentar novas formas de expressão artística e a refletir sobre temas como inclusão, convivência e coletividade.

Para a grafiteira Mônica Reis, experiências como essa podem despertar novos interesses e ampliar as perspectivas dos estudantes para o futuro.

“Isso vai criar uma ideia de futuro para eles. Aquilo que a gente planta hoje vai florescer amanhã. Alguns já querem saber onde acontecem eventos, como participar de outras atividades e acompanhar mais de perto o universo da arte”, destaca.

O impacto da iniciativa também foi percebido pelos próprios alunos. Estudante do curso técnico em Áudio e Vídeo, Kelly avalia que a ação abriu espaço para que diferentes talentos artísticos fossem valorizados dentro da escola.

“A iniciativa é muito interessante porque é um meio de os alunos expressarem sua arte. A galera daqui realmente é muito ligada à área artística, seja nas artes visuais, no audiovisual ou no teatro. Cada estudante pode mostrar sua criatividade através dos desenhos”, conta.

Já Eduarda, estudante do curso técnico em Serviços Jurídicos, destaca o caráter coletivo da experiência e a aproximação entre estudantes de diferentes turmas.

“Está sendo um jeito de juntar a escola. Alunos que normalmente não têm muito convívio estão trabalhando juntos. É um trabalho coletivo que inclui diferentes pessoas e faz todo mundo participar”, afirma.

A aluna do 1º ano Júlia Moura conta como é trocar o lápis de cor pelo pincel: “Eu sou apaixonada por desenho e viver isso em uma escala tão grande é algo muito diferente e especial para mim.” Já Celso Junior, aluno do curso técnico, afirma “É uma experiência única, sair da sala de aula e transformar o muro da minha escola através da arte”

A inclusão também esteve presente durante toda a realização do projeto. Segundo a diretora do CEEP Isaías Alves, Maribel Costa Silva, estudantes com deficiência e do espectro autista participaram ativamente das oficinas e da produção dos murais, contribuindo para que a proposta inclusiva fosse vivenciada na prática.

“Um grande diferencial do projeto foi oportunizar que nossos estudantes com deficiência mostrassem seus talentos. A inclusão aconteceu na prática e isso ficou refletido nas obras construídas coletivamente”, afirmou.

Os desenhos e pinturas produzidos pelos estudantes permanecem como um registro visível da experiência compartilhada. Mais do que renovar os muros da escola, o Projeto Arco-Íris deixa um legado de cidadania, criatividade e construção coletiva para a comunidade escolar.

O Proje7o Arco-Íris é viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Wilson Sons, maior operador de logística portuária e marítima do mercado brasileiro. É realizado pelo Instituto Burburinho Cultural e Ministério da Cultura, Governo Federal ao Lado do Povo Brasileiro.

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