Salvador, 26 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Academia de Letras da Bahia completa 108 anos e empossa nova diretoria

Na próxima segunda-feira (10) às 19h, a Academia de Letras da Bahia (ALB) dá início ao ano acadêmico 2025, com cerimônia de posse da nova diretoria. Ordep Serra e Marcus Vinícius Rodrigues, presidente e vice-presidente, respectivamente, dão lugar a Aleilton Fonseca e Edvaldo Brito. A música ficará por conta da Camerata Quadro Solar, da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA).
Uma das propostas para os próximos anos é promover e ampliar as ações da Rede de Integração Cooperativa das Academias de Letras da Bahia (RICA) nos seus respectivos municípios, propondo parcerias em ações de formação de leitores, encontros literários, clubes de leitura e participação em eventos. A ALB também vai participar do Fórum Nacional das Academias Estaduais, com o objetivo de, através do diálogo constante, interagir com Academias brasileiras e instituições internacionais, propor parcerias para visitas,  lançamentos,  conferências presenciais e on-line.
“A ALB continuará sua trajetória centenária de servir à cultura da Bahia, com uma gestão colegiada e plural. Vamos ampliar relações e parcerias com instituições culturais de promoção do livro e da leitura, no Brasil e com algumas instituições estrangeiras que cultivam as literaturas lusófonas, sobretudo na Europa e na África”, destaca Aleilton, professor e escritor, que ocupa a Cadeira 20 da ALB.
 
Aniversário
Nesta sexta-feira, 07 de março, a instituição celebra 108 anos, ainda sob comando do professor, antropólogo e escritor Ordep Serra, eleito para dois mandatos consecutivos – nos biênios 2001-2023 e 2023-2025. Ocupante da Cadeira 27, Serra é considerado um presidente inovador, tendo aproximado a ALB dos movimentos periféricos. Entre suas realizações, um marco significativo foi a acolhida à Periferia Brasileira de Letras, o que rendeu a conquista de uma relação com artistas, poetas e produtores culturais dos bairros periféricos de Salvador. Eventos como o Seminário Arte e Pensamento envolveram escritores e artistas indígenas, quilombolas e periféricos, além de membros do segmento LGBTQIAP+.
Sobre o período que está por vir, ele tem expectativas bastante positivas: “O novo presidente, Aleilton Fonseca, tem tudo para fazer uma ótima gestão. A votação expressiva com que foi eleito mostra que ele goza da confiança dos confrades e confreiras, confiança que merece e soube conquistar, pois sempre foi um acadêmico laborioso e dedicado à instituição. Tem liderança, como já demonstrou à frente da RICA, a rede de academias baianas que nós criamos. Além disso, é um democrata sincero. Tenho certeza de que dará continuidade à política de portas abertas que Marcus e eu adotamos e fará novos avanços. Desejo-lhe sucesso”, afirma Ordep.
A Academia de Letras da Bahia foi fundada em 7 de março de 1917, no modelo da Académie Française e da Academia Brasileira de Letras, com quarenta cadeiras numeradas, cada uma com o respectivo patrono permanente e imutável, quarenta membros efetivos e vinte correspondentes, todos vitalícios. A data escolhida para a fundação homenageava a Academia Brasílica dos Esquecidos, primeira academia de letras do Brasil, instituída na Bahia em 7 de março de 1724. Como principais objetivos, a nova instituição declarou, desde o seu primeiro momento, “o cultivo da língua e da literatura nacionais, a preservação da memória cultural baiana e o amparo e estímulo às manifestações da mesma natureza, inclusive nas áreas das ciências e das artes”.
Com apoio financeiro do Governo da Bahia, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda (Sefaz-BA) e Secretaria de Cultura da Bahia (Secult-BA), e da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), a Academia de Letras da Bahia tem sede no Palacete Góes Calmon, localizado na Av. Joana Angélica, 198, bairro de Nazaré, Salvador.
Nova diretoria
A Academia de Letras da Bahia realizou em 21 de novembro de 2024 as eleições para definir os representantes da instituição para o biênio de março/2025 a março/2027. O pleito, concretizado por meio eletrônico, teve a inscrição de uma única chapa, com 16 integrantes, conforme o Estatuto da instituição.
Fazem parte da nova diretoria:
PRESIDENTE:  Aleilton Santana da Fonseca
VICE-PRESIDENTE: Edvaldo Pereira de Brito
1º Secretário: Carlos Jesus Ribeiro
2ª Secretária: Heloísa Prata e Prazeres
1º Tesoureiro:  Nelson Cerqueira
2º Tesoureiro: Paulo Ormindo David de Azevedo
Diretor da Biblioteca: Armando Avena Filho
Diretora do Arquivo: Edilene Dias Matos
Diretor de Informática: Décio Torres Cruz
Diretor da Revista: Fernando da Rocha Peres
CONSELHO DE CONTAS E PATRIMÔNIO
Evelina de Carvalho Sá Hoisel
Lia de Carvalho Robatto
Urânia Tourinho Peres
CONSELHO EDITORIAL
Cleise Furtado Mendes
Mirella Márcia Longo Vieira Lima
Ruy Alberto d´Assis Espinheira Filho

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