Salvador, 8 de setembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Ana Sátila supera próprio feito com 5º lugar inédito no C1 em Paris 2024

O semblante frustrado era compreensível. Mais uma vez em Paris 2024 Ana Sátila se dividia entre um resultado histórico para o Brasil e a decepção pessoal por ver o pódio olímpico escapar. Nesta quarta-feira, 31, a canoísta terminou a disputa do C1 feminino em quinto lugar, cinco posições à frente do recorde anterior, dela mesma, de Tóquio 2020.

“Não estou feliz. Estava me sentindo muito bem, muito preparada. Tinha uma equipe gigante do meu lado, lutando dia e noite para que eu estivesse aqui na minha melhor forma, e eu estava. Infelizmente não consegui essa medalha. Ainda estou assimilando tudo o que aconteceu, mas estou orgulhosa por ter colocado tudo o que eu podia dentro dessa competição. Claro que não foi o que eu queria, mas é analisar o que aconteceu, descansar e me preparar para a última categoria que eu tenho”.

No primeiro dos três eventos em que estava inscrita, no dia 28, Ana chegou ainda mais perto, com um quarto lugar histórico no K1. Mas a brasileira terá uma nova oportunidade de conquistar a sonhada medalha olímpica em Paris 2024. Na sexta-feira, 2, começa a disputa do caiaque extremo, modalidade mais radical do programa da canoagem nos Jogos Olímpicos. A final desta prova será no dia 5 de agosto.

Ana sofre penalização e termina em quinto lugar

Na semifinal, Ana Sátila fez uma prova excelente. Mesmo cometendo uma falta na porta 21, de remonta, e sendo penalizada em dois segundos, somou levou 109.88. A marca era mais do que suficiente para levá-la a mais uma final olímpica, sendo a quinta no geral, mais lenta apenas do que as da tcheca Gabriela Satkova, da australiana Jessica Fox, de Monica Villarubla, de Andorra, e da eslovaca Eva Alina Hocevar. A brasileira celebrou bastante ao ver o tempo no telão.

Ana seria a oitava a largar na descida decisiva. Um toque ainda no começo, na quinta porta, acrescentou dois segundos ao tempo final e a deixou a situação difícil. A brasileira se esforçou muito contra a correnteza, mas não conseguiu um trajeto tão limpo quanto na semi. Com 112.70, viu imediatamente que a medalha não seria possível, pois já estava na quarta colocação.

Das quatro adversárias que faltavam descer, a única a superar a marca de Ana foi a australiana Jessica Fox, que se sagraria bicampeã olímpica do C1 com impressionantes 101.06. A alemã Elena Lilik ficou com a prata (103.54), e a americana Evy Leibfart foi bronze (109.95). A brasileira encerrou a participação no slalom em quinto, atrás ainda da eslovaca Zuzana Pankova.

Veja também

GrupoBotequim_Externas-177
Grupo Botequim reúne apreciadores do samba de Salvador em nova roda no dia 11 de setembro
Encontro acontece a partir das 21h, no Pátio da Igreja do Santo Antônio Além do Carmo, com repertório...
ingredientes_caruru_nacs_foto_jefferson_peiixoto_secom_pms_5
Procura por ingredientes para caruru de Cosme e Damião já começa nas feiras e mercados populares em Salvador
O mês de setembro chegou e, com ele, vem a ansiedade para o tradicional caruru de Cosme e Damião. É neste...
Faixa-Azul-BRT-Regiao-Pituba_Fot-Bruno-Concha_Secom_Pms-1
Prefeitura implanta nova linha no sistema BRT Salvador para conectar a Estação da Lapa a Patamares
A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Mobilidade (Semob), inicia no próximo dia 9 de setembro...
Foto Wuiga RubiniGOVBA (1)
Bahia amplia segurança alimentar com entrega de quatro novas cozinhas comunitárias em agosto
Equipamentos beneficiam até 1,8 mil pessoas e garantem a oferta regular de refeições em São Felipe, Feira...

Opinião

WhatsApp Image 2026-08-24 at 12.03
Opinião: Formação profissional em jornalismo: o debate que o futuro exige