Salvador, 8 de setembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Biblioteca afro-indígena no Subúrbio incentiva práticas antirracistas e de combate ao machismo

O bairro de Alto de Coutos, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, abriga a Biblioteca Social Afro-indígena Meninas do Subúrbio. Fundado em março de 2022, o espaço educativo e cultural é voltado ao cuidado integral de mulheres e crianças através das práticas antirracistas e de combate ao machismo.
Idealizadora do espaço, a professora da rede municipal de ensino da capital baiana Dejanira Rainha explica que a iniciativa fluiu através do desejo de realizar um trabalho voltado exclusivamente para mulheres negras moradoras da periferia. “Queríamos que essas mulheres tivessem um espaço de acolhimento e que também pudessem acessar a bens culturais que geralmente são negados a pessoas periféricas”, explica.
Dejanira destaca ainda que um dos papéis fundamentais da biblioteca é manter uma educação organizada quebrando os preconceitos enraizados na sociedade. “Queremos que as pessoas sejam educadas para que compreendam o valor das mulheres, da pessoa negra, da mulher negra como ser humano, valor esse que vem sendo negado há muitos anos”, conta.
Na Biblioteca Social é possível realizar o empréstimo de livros, mas para quem preferir, há também uma área de leitura no local, além de um espaço para jogos de tabuleiro e brincadeiras livres. Além disso, é possível assistir também a saraus e oficinas oferecidas por artistas e artesãos de Salvador e participar de momentos de lazer com cinema e oficinas de leitura e escrita.
Outro ponto forte do espaço é o serviço de massoterapia que acolhe mulheres de toda a região, proporcionando momentos relaxantes, além de tratar diversas condições crônicas e auxiliar no tratamento de doenças. “Recebemos aqui mulheres que precisam ser cuidadas e acolhidas, tendo seus corpos respeitados, afagados de maneira respeitosa e carinhosa que é justamente o que o serviço de massoterapia relaxante proporciona”, ressalta Dejanira.
Crianças e adolescentes – Além das mulheres, o local recebe ainda crianças e adolescentes entre 3 e 15 anos de idade. O local também é aberto para visitação de grupos escolares locais. “Trabalhamos principalmente para elevar a autoestima e estabelecer a valorização intrínseca desse ser negro, da criança negra, da menina negra, do menino negro, por isso nossas portas estão sempre abertas para as crianças”, afirma a professora.
A Biblioteca Social Afro-indígena Meninas do Subúrbio funciona das 17h30 às 19h, nas quartas e sextas-feiras. Já na quinta-feira, o horário de funcionamento é das 9h às 19h e aos sábados, das 10h às 16h.

Fotos: Lucas Moura/Secom PMS

Veja também

Joá SouzaGOVBA (1)
Desfile cívico-militar marca celebração dos 204 anos da Independência do Brasil em Salvador
Programação reúne representantes das forças de segurança, estudantes e representantes da sociedade civil...
Desfile de 7 de Setembro é realizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília
Programação do Dia da Independência contou com desfile cívico-militar e blocos temáticos sobre soberania...
larissa-cruz-morata-foi-encontrada-morta-na-casa-em-que-morava-com-o-marido-o-policial-militar-vinicius-costa-silva-em-embu-das-artes-1788791461119_v2_1136x956
Policial militar é preso suspeito de feminicídio em Embu das Artes
Larissa Morata, mulher do PM, morreu com um tiro na cabeça A Polícia Civil cumpriu, na tarde desta segunda-feira...
corinthians_-_brasileirao_feminino
Brasileiro Feminino: Corinthians vai às semifinais e enfrenta o Bahia
Brabas superam Cruzeiro e mantém vivo sonho do oitavo título nacional O Corinthians, pela décima vez...

Opinião

WhatsApp Image 2026-08-24 at 12.03
Opinião: Formação profissional em jornalismo: o debate que o futuro exige