Salvador, 27 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Centro Loreta Valadares completa 19 anos na luta em favor de mulheres em situação de violência

Instituição municipal mais antiga de Salvador na luta em favor de mulheres em situação de violência, o Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência Loreta Valadares (CRAMLV) completa 19 anos nesta segunda-feira (25). Referência na prestação de atendimento e cuidados com o público feminino mais vulnerável, o Centro realizou 12.755 mil serviços entre janeiro de 2021 a outubro de 2024.

 

A unidade é gerida pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ). O espaço recebe mulheres por demanda espontânea, ou seja, qualquer vítima pode ter acesso aos serviços disponibilizados. As ações oferecidas incluem referenciamentos, acompanhamentos, atendimentos, encaminhamento e ações de busca ativa.

 

Para a secretária da SPMJ, Fernanda Lordêlo, a criação do Loreta foi um marco importante na luta em favor da mulher em situação de violência. “Foi um momento histórico, trazendo àquela época uma outra visão sobre acolhimento das vítimas agredidas”, pontua.

 

Ao longo dessas quase duas décadas, o Loreta já teve alguns endereços e hoje está em funcionamento na Casa da Mulher Brasileira, na Avenida Tancredo Neves, ao lado do Hospital Sarah. No novo local, foi registrado um crescimento significativo no número de referenciamentos.

 

“A mudança de endereço potencializou o funcionamento do equipamento. Temos tido devolutivas extremamente positivas, que vão desde a facilidade no deslocamento até a própria segurança dentro do equipamento. Nossa equipe de trabalho também é elogiada pela dedicação no atendimento. Através da escuta, temos recebido um retorno muito bom das nossas assistidas”, destaca a titular da SPMJ.

 

Serviço – O Loreta Valadares disponibiliza um serviço público de atenção e prevenção à violência contra a mulher. Conta com uma equipe multiprofissional que disponibiliza assistência jurídica, psicológica, social, pedagógica, em três linhas de ação: prevenção, atenção e articulação da rede de atenção.

 

“Ao chegar no local, a vítima é acolhida em todos os aspectos e tem à sua disposição uma gama de serviços. Lá temos o suporte da equipe multidisciplinar e uma melhor estrutura para essa mulher”, explica Fernanda.

 

A instituição oferece apoio e uma série de atividades, palestras e cursos que promovem a elevação da autoestima e o empoderamento feminino como, por exemplo, aulas de biodança, yoga e cursos de capacitação e formação profissionalizante. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e os contatos podem ser feitos através dos números (71) 3202-7396 e (71) 99701-4675.

 

Demais estruturas – Além do CRAMLV, o público feminino conta com o apoio do Centro de Atendimento à Mulher Soteropolitana Irmã Dulce (Camsid), na Ribeira; do Centro de Referência Especializado de Atendimento à Mulher Arlette Magalhães (Cream), em Fazenda Grande II, e ainda através de ações itinerantes como a Caravana da Mulher e Cram em Movimento.

Foto: Bruno Concha/Secom PMS

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