Salvador, 13 de janeiro de 2026
Editor: Chico Araújo

Encontro da Educação Escolar Indígena reúne coordenadores pedagógicos e gestores escolares indígenas, em Salvador

Coordenadores pedagógicos e gestores escolares indígenas, representantes de Núcleos Territoriais de Educação (NTE) e membros do Fórum de Educação Inclusiva dos Povos Indígenas da Bahia e do Fórum de Educação Indígena no Estado da Bahia (Forumeiba) estão reunidos no Encontro da Educação Escolar Indígena, em Salvador. Realizado pela Secretaria da Educação do Estado (SEC), esta edição do evento teve início na quarta-feira (3) e prossegue até sexta (5), no Hotel Fiesta, com o tema “Criação da Universidade Indígena no Brasil: escuta aos povos indígenas”.

Com perfil formativo, o Encontro da Educação Escolar Indígena visa efetivar a política da Educação Indígena como algo construído de forma coletiva, com foco no fortalecimento da identidade da Educação Indígena. O evento também visa subsidiar tecnicamente os educadores indígenas na ação de acompanhamento, monitoramento, avaliação e intervenção pedagógica e administrativa nas escolas indígenas.

A coordenadora pedagógica indígena do Colégio Estadual Indígena Capitão Francisco Rodelas, localizado no município de Rodelas, define o encontro como uma “grande aldeia da Educação”. Ela falou sobre suas expectativas com os três dias de evento. “Este é o terceiro ano que a gente vem fazendo este encontro e é um momento importante para alinharmos nossas ações, avaliarmos nossas conquistas, discutir nossos enfrentamentos, a nossa realidade. É um momento de troca, de socialização das experiências exitosas, de dialogar sobre nossas problemáticas e nossos desafios. Os povos indígenas são um grande coletivo e nosso papel é caminhar em prol de uma educação indígena de qualidade, com equidade, que é uma conquista que é nossa por direito”.

Focado na discussão sobre as práticas realizadas no cotidiano escolar, o Encontro da Educação Escolar Indígena acontece semestralmente há três anos. A diretora de Educação dos Povos e das Comunidades Tradicionais da SEC, Poliana Reis, ressaltou a importância de sua realização. “Além de ser um momento de soluções técnicas, é também formativo da pauta da Educação Indígena de fortalecimento das identidades. É uma oportunidade de fazermos um balanço sobre os nossos avanços, a exemplo da lei que reestrutura a carreira dos professores indígenas do quadro do Magistério Público do Estado da Bahia e que, agora, apresenta novas demandas, como concurso público e formação continuada. Neste encontro, discutimos como vamos manter o que já avançamos e como nos preparar para os novos desafios”.

O coordenador da Educação Escolar Indígena da SEC, Niotxarú Pataxó, explicou que nos dois primeiros dias do encontro serão discutidas as questões mais técnicas. “Vamos, inicialmente, dar orientações, por exemplo, de como utilizar e fazer apresentações dos recursos recebidos pela unidade escolar; dialogar sobre os sistemas (SEI-BA, RH-BA, SAGA e Escolado) e o aproveitamento do desempenho dos estudantes, entre o corpo da Educação Indígena da SEC com todos os participantes”. No terceiro e último dia, vai acontecer dentro do encontro o Seminário Regional de Proposição da criação da Universidade Indígena do Brasil, com a participação de reitores, estudantes indígenas universitários e pensadores indígenas. “Serão 17 seminários no Brasil e este será o primeiro. Vamos discutir qual a universidade que queremos para levar para o Ministério da Educação a nossa demanda”, enfatiza Niotxarú.

Fotos: Emerson Santos/ ASCOM SEC

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