Salvador, 23 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Estudo aponta desafios da abertura do mercado de gás natural no Brasil

A regulamentação dos dispositivos da Nova Lei do Gás é fundamental para que o país possa desenvolver um mercado pujante e competitivo de gás natural. A conclusão faz parte do estudo Acompanhamento do Processo de Abertura da Indústria do Gás Natural, lançado nesta segunda-feira (22) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com apoio do Ministério de Minas e Energia. 

O relatório faz um diagnóstico do processo de abertura da indústria de gás natural, identificando avanços alcançados e obstáculos a serem enfrentados. A Nova Lei do Gás (14.134/2021) tem como principal objetivo a promoção da concorrência do mercado de gás natural, favorecendo a maior competitividade do preço do energético.

Segundo o estudo, apesar de ainda não terem sido regulamentados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), dispositivos para abertura do mercado já produzem resultados práticos no avanço do processo de transição para um mercado mais competitivo. “Isso porque os agentes não têm aguardado a regulamentação da nova lei para assumir riscos e firmar negócios”, diz o documento.

Além de explorar a potencialidade dos mecanismos da Nova Lei do Gás para formar um mercado nacional competitivo, a regulamentação da ANP confere consistência e previsibilidade de regras, diz o relatório. “São elementos importantes de segurança jurídica e, por isso, constituem incentivos fundamentais para o crescimento sistemático e sustentável do mercado de gás natural no Brasil.”

Outra questão abordada é a necessidade de harmonização das legislações e regulações estaduais para promover um mercado acessível e competitivo. Segundo o estudo, o caminho para aumentar a competitividade do mercado de gás natural brasileiro também depende de transformações nos arcabouços regulatórios estaduais, que demandam harmonização de regras para facilitar o acesso e a comercialização.

“Nossos esforços para aprimorar as normas e ampliar a competitividade do setor de gás natural têm como norte beneficiar os consumidores e o setor industrial. Com a melhoria do ambiente de negócios, será possível aumentar investimentos e reduzir preços, afirmou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

De acordo com dados da ANP, em fevereiro deste ano, o preço do gás vendido às distribuidoras e aos consumidores livres era aproximadamente 16% mais baixo nas regiões Norte e Nordeste, em comparação com valor praticado no Sudeste, e 14% menor em relação ao vigente no Sul e no Centro-Oeste. Os menores preços praticados no Nordeste refletem uma maior abertura e diversidade de ofertantes, contribuindo para pressões competitivas.

Agência Brasil

Veja também

unnamed (1)
Já com mais de 40 jogos no ano, Igor Fernandes valoriza ‘empenho coletivo’ do Náutico e projeta confronto com o Juventude
Jogando fora de casa pela Série B do Brasileirão, o Náutico somou um ponto importante diante do Goiás....
AME Pirajá
Multicentro AME Pirajá realiza Dia D do Outubro Rosa com oferta de mamografias
O Multicentro AME Pirajá, da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Salvador, realiza, neste sábado (24),...
Prefeito Bruno Reis na Câmara de Salvador-Foto-Betto Jr
Bruno Reis repudia violência sexual contra agente de endemias em Salvador: “Episódio revoltante, covarde e inaceitável”
O prefeito de Salvador, Bruno Reis, repudiou, nesta quinta-feira (22), o caso de uma agente de combate...
Blue Run Salvador - edição 2025 - Crédito - Fotoshow 2
Meia Maratona Blue Run Salvador Mater Dei terá mais de R$ 33 mil em premiações
Com percursos de 5, 10 e 21 km, prova acontece em 1º de novembro e recebe inscrições até 30 de outubro...

Opinião

ucsal
UCSal: semeando saberes e sonhos ao longo de 65 anos