Salvador, 17 de janeiro de 2026
Editor: Chico Araújo

Fundos de crédito privado podem atrair R$ 1 trilhão da poupança

Durante a Expert XP, Daniela Gamboa, head de Crédito Privado e Imobiliário da gestora, comentou que, mesmo com juros a 15% ao ano e a facilidade da renda fixa, é essencial ter a capacidade de acompanhar o mercado e entender a direção que ele está tomando

São Paulo, julho de 2025 – “Ainda existe cerca de R$ 1 trilhão na poupança, e a gente sabe que os fundos de crédito privado – mesmo os de maior liquidez – funcionam como uma porta de entrada para esse dinheiro que vem da poupança”. Essa foi a avaliação de Daniela Gamboa, head de Crédito Privado e Imobiliário da SulAmérica Investimentos durante o painel “Ciclos do crédito privado: onde estamos e para onde vamos”, na 15ª edição da Expert XP, nesta sexta-feira (25/7), em São Paulo. O painel trouxe um panorama do mercado de crédito privado no Brasil, abordando seus desafios e oportunidades diante das mudanças regulatórias e da alta taxa de juros.

No mercado, existe um consenso de que o crédito privado consolidará sua posição nas carteiras dos investidores, oferecendo diversificação e gestão ativa para otimizar retornos em um cenário de juros persistentemente elevados.

“A gente tem tentado, cada vez mais, conversar com o investidor e transmitir uma mensagem importante: precisamos parar de olhar o retorno do fundo achando que ele será totalmente baseado no carrego da carteira. Hoje, o gestor tem à disposição muitas outras ferramentas para agregar valor e retorno aos produtos”, disse Daniela.

Quanto à taxa de juros a 15% a.a., a executiva comenta que entende que é atrativo manter o dinheiro na renda fixa e esse carrego impõe um desafio, e reforça que mantém diversas ferramentas dentro da área de gestão para buscar retorno. “Não é nosso estilo fazer zeragem setorial. A gente não vai simplesmente sair de setores cíclicos, como varejo ou saúde. Temos um time de profissionais altamente capacitado justamente para fazer essa seleção ativa. Se houver um bom emissor no setor de saúde, vamos olhar com atenção. Se tiver um bom nome no varejo, a mesma coisa”, exemplificou.

Daniela Gamboa acrescentou também que é essencial ter a capacidade de acompanhar o mercado, entender a direção que ele está tomando e saber se posicionar da melhor forma possível, o que é mais factível com o auxílio de um gestor profissional. “À medida que o investidor perceber que o gestor profissional é capaz de montar uma carteira mais diversificada, com uma gestão ativa, ferramentas técnicas e monitoramento contínuo dos emissores, a migração vai se acelerar. O gestor tem um ferramental que o investidor não possui, e isso faz diferença.”

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