Salvador, 6 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Patrimônio É… abre edição 2024 sobre samba-reggae na Casa do Olodum

A Prefeitura de Salvador, através da Fundação Gregório de Mattos (FGM), retoma na próxima terça-feira (28) as rodas de conversa Patrimônio É… , que chega ao 8º ano de realização em 2024. Este ano, a edição será aberta com o tema “Samba reggae: do Pelourinho para o mundo” e, mantendo o formato itinerante e híbrido, este mês o encontro acontece na Casa do Olodum, às 17h, aberto ao público e com transmissão ao vivo pelo canal da FGM no YouTube. A entrada é gratuita.
A mesa contará com as participações dos multiartistas Viviam Caroline, Tonho Matéria e Raysson Lima, com mediação da jornalista Val Benvindo. O samba-reggae trata-se de um ritmo genuinamente baiano e, como o próprio nome sugere, o ritmo se forma a partir da mistura desses dois gêneros musicais, em diálogo ainda com o funk, o soul e outras vertentes musicais da arte latino-americana.
A história do samba-reggae se confunde com a própria história de um dos grupos mais representativos da cultura baiana, o Olodum. O ritmo foi criado por Mestre Jackson e Neguinho do Samba, dois dos responsáveis pela criação da escola de instrumentistas.
Convidados – Antonio Carlos Gomes Conceição, mais conhecido como Tonho Matéria, é cantor, compositor, publicitário, produtor cultural e mestre de capoeira. Com diversas obras lançadas no mercado, tornou-se um dos grandes representantes da música da Bahia. Durante a longa experiência profissional, passou pelo Olodum e Araketu e, como compositor, teve várias de suas letras eternizadas nas vozes de cantores baianos, o que o fez ser reconhecido em diversas premiações.
Jornalista de formação, Viviam Caroline tem especialização em Produção Cultural (Unijorge) e mestrado em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Aos 16 anos, é levada pela mãe para conhecer a Didá, projeto de Neguinho do Samba que pretendia criar uma banda de samba-reggae formada exclusivamente por mulheres. A relação com o tambor já dura 28 anos e, além de percussionista, Viviam se torna a força intelectual e relações públicas da instituição. Fundou o grupo Águas de Sambas, foi integrante da banda de mulheres Timbaladies e banda Yayá Muxima.
Raysson Lima, filho de Tonho Matéria, desde muito cedo se interessou pela música. Aos 3 anos de idade, já participava da Escola Criativa do Olodum, na condição de ouvinte, onde assistia às aulas e acompanhava os ensaios. Aos 11 anos, matriculou-se na Orquestra Neojibá e se encantou pela música clássica. Após isso, integrou os times de grandes bandas e artistas, como Timbalada, Claudia Leite, Ivete Sangalo, Arnaldo Antunes, Gilberto Gil, Carlinhos Brown dentre outros. Hoje, aos 19 anos, faz parte da Banda Filhos da Bahia, tendo a oportunidade de tocar, cantar e produzir.
Projeto – Criado em 2017, o Patrimônio É… promove, mensalmente, rodas de conversa sobre as diversas dimensões do patrimônio cultural da cidade. O objetivo é promover a educação patrimonial através dos encontros. Suas rodas de conversa reúnem grandes pensadores, acadêmicos, artistas e agentes culturais para dialogar sobre o patrimônio cultural da cidade, em articulação com a história, memória, arquitetura, espaço público, educação, gestão e economia da cultura.

Foto: Lucas Moura/Secom PMS

Veja também

bets
Bets começam a sair do ar nesta terça-feira
De 9 a 14 de outubro bancos deverão devolver saldos remanescentes Os sites e aplicativos de apostas esportivas...
chuva
Chuvas persistem em praticamente todas regiões do país
Nordeste tem alerta de baixa umidade Céu nublado, chuvas e trovoadas estão previstos nesta terça-feira...
_PA_7672
Finais de Águas Abertas chegam para apresentar novo cenário no 2º Distrito Naval
De 9 a 11 de outubro, Salvador recebe cerca de 1.500 atletas para o momento mais aguardado da temporada,...
PF
Polícia Federal apreende R$ 2,8 milhões no primeiro turno das eleições
Foram registradas ocorrências em 23 estados e no DF A Polícia Federal (PF) apreendeu R$ 2,8 milhões durante...

Opinião

WhatsApp Image 2026-09-30 at 23.25
Jaciara Santos: A sombra de 1964