Salvador, 25 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Prefeitura de Maricá nega desvios de recursos da saúde

A prefeitura de Maricá, na região metropolitana do Rio de Janeiro, publicou nesta terça-feira (27) uma nota de defesa em relação às acusações de desvio de recursos da área da saúde do município. Durante o dia, a Polícia Federal cumpriu 14 mandados de busca e apreensão, em busca de provas que possam indicar pagamentos discrepantes da prefeitura para a organização social Instituto Gnosis, contratada em fevereiro de 2020.

Segundo a prefeitura, não ocorreram aditivos de 151% no contrato com o Instituto Gnosis. O único aditivo teria sido o de 9,85% em 2022, o que respeitaria o limite legal de 25%. A administração municipal também nega que houve contratação de 75 médicos para apenas uma unidade de saúde. Cita o exemplo de 2020, quanto o município tinha 36 equipes de saúde da família e sete de saúde bucal. E diz que hoje esse número está em 57 equipes de saúde da família e 30 de saúde bucal.

Especificamente sobre o Hospital Che Guevara, afirma que a operação da Polícia Federal não teve como alvo a unidade, e que ela nunca teve vínculo com a organização social Instituto Gnosis. A prefeitura afirma ter zelo pelos recursos públicos e a prestação correta de contas, e que vai esclarecer e cumprir com todas as determinações judiciais.

Investigação da PF

A investigação da PF é baseada no relatório de auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio, realizada na Secretaria Municipal de Saúde de Maricá em 2022, que teria mostrado indícios de crimes na execução do contrato de gestão firmado com a organização social. O relatório mostrou, segundo a PF, que os aditivos fizeram o contrato ultrapassar o valor de R$ 600 milhões ou 151% a mais do que o inicialmente celebrado (R$ 240 milhões). O prejuízo estimado é de pelo menos R$ 71 milhões.

A PF informou que a operação Salus, desencadeada nesta terça-feira, busca obter provas sobre a ausência de transparência durante a execução do contrato de gestão e a falha dos mecanismos de controle sobre a atividade pública. São alvos da ação empresas e pessoas físicas, entre elas servidores públicos e empresários. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal de Niterói, que também determinou a suspensão do exercício de servidores municipais responsáveis pela execução, gestão e supervisão das verbas públicas destinadas à saúde municipal.

Agência Brasil

Veja também

55611295959_6d831fa6f5_o
Vontade das urnas precisa ser respeitada, afirma Fachin após votar
Defesa ao resultado das eleições ocorre em meio à crise no STF Após votar no segundo turno das eleições,...
onibus_adesivos
Semob acompanha movimentação no transporte público neste domingo após denúncias
A Secretaria de Mobilidade (Semob) informa que a operação de transporte público de Salvador já foi totalmente...
homem-negro-acorrentado
Ministério da Igualdade Racial quer apurar racismo em ato bolsonarista
Vídeo mostra militante bolsonarista conduzindo homem negro acorrentado O Ministério da Igualdade Racial...
lula votando
Lula vota e enaltece mobilização popular: "nunca vi nada igual"
Presidente agradeceu o apoio do povo brasileiro O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato...

Opinião

ucsal
UCSal: semeando saberes e sonhos ao longo de 65 anos