Salvador, 26 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Projeto EcoFolia Solidária bate recorde de famílias beneficiadas no Carnaval de Salvador

O Carnaval de Salvador é mais que um espetáculo de música e cultura, é também um exemplo de sustentabilidade e inclusão social. O projeto EcoFolia Solidária, que apoia catadores e catadoras de materiais recicláveis, bateu recorde de beneficiados, alcançando a marca de 3,5 mil famílias, e estima reciclar mais de 150 toneladas de resíduos sólidos ao longo da festa.
A iniciativa, realizada com o apoio do Governo do Estado, fortalece associações e cooperativas de catadores, garantindo melhores condições de trabalho e promovendo a inclusão socioeconômica desses profissionais. Durante todo o ano, essas entidades recebem assistência técnica, equipamentos e suporte para que possam gerenciar seus próprios postos de apoio nos grandes eventos.
Para Júlio Santana, coordenador de Inovação e Fomento à Economia Solidária da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), o projeto alia preservação ambiental e geração de renda. “São toneladas de resíduos que estão sendo desviados dos rios e mares. Imagine o Carnaval de Salvador, o maior do mundo, com essa quantidade de lixo nas ruas. Graças aos catadores e catadoras, a festa fica mais bonita e sustentável”, destacou.
Para os beneficiários, o impacto do EcoFolia Solidária vai além do Carnaval. O cooperativista Alan dos Santos compartilha sua trajetória e a transformação que o projeto trouxe para sua vida. “Minha mãe já era cooperada, e quando completei 18 anos, tive a oportunidade de fazer parte também. Lembro que meu primeiro dinheiro no projeto usei para comprar um guarda-roupa e uma cama. Desde 2016, essa iniciativa tem me ajudado muito. Precisamos das políticas públicas para garantir mais acesso na sociedade”.
A valorização desses profissionais também é destacada por Raquel Fonseca, neta de catadora e integrante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis. “O projeto é muito importante. Minha avó passou por condições muito difíceis, e hoje vemos a preocupação em melhorar a qualidade de trabalho dos catadores, oferecendo mais suporte e materiais adequados. Isso nos deixa felizes”.
Foto: Jefferson Machado/GOVBA

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