Salvador, 24 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Saldo de empregos formais mais que dobra na Bahia

Com 99.593 admissões e 79.461 desligamentos, a Bahia registrou um saldo de 20.132 postos de trabalho, em fevereiro de 2025. O resultado que colocou o estado na primeira posição do Nordeste na geração de empregos formais, também o posiciona como um polo de crescimento e desenvolvimento no cenário nordestino. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, refletem as iniciativas do Governo do Estado para ampliação das oportunidades e o fortalecimento das articulações com empregadores.
O governo estadual tem desempenhado um importante papel na atração de novos investimentos, o que tem impulsionado a criação de empregos. As obras do VLT do Subúrbio é um exemplo de projeto que tem ajudado a ampliar o número de postos de trabalho. A expectativa é que o VLT gere cerca de 2 mil empregos diretos e indiretos durante o pico das intervenções. Ize Geovana Almeida é ajudante de obra e faz parte desse grupo.
“Essa oportunidade que foi dada para mim, como mulher e PCD, foi muito importante, porque eu já estava há três anos fora do mercado de trabalho. Gostaria de agradecer a abertura das portas para as mulheres estarem inseridas no mundo do trabalho. Fico feliz em poder dizer a meus sobrinhos-netos que eu fiz, eu participei, tive a oportunidade de estar ali, com a mão na massa”.
Moradora de Simões Filho, Ivanildes Ferreira é soldadora e já imagina como será viajar no modal, que hoje ajuda a construir. “Cheguei nessa obra há dois meses, e para mim é gratificante. Espero que com o decorrer do serviço, cheguem outras mulheres, como pedreira, carpinteira, armadora. Quando o VLT estiver indo e vindo, eu vou estar ali, plena, contando que eu participei desse empreendimento”.
Qualificação e intermediação
O saldo positivo na geração de postos de trabalho tem relação direta com a estratégia adotada pelo governo baiano de reforçar programas de qualificação profissional e intermediação de mão-de-obra, oferecidos por meio do SineBahia. A política pública gratuita de intermediação de mão-de-obra tem um papel fundamental na democratização do acesso ao mundo de trabalho, com a colocação ou recolocação de trabalhadoras e trabalhadores baianos no mercado.
Nos últimos anos, o estado investiu aproximadamente R$ 50 milhões, em parceria com o Ministério do Trabalho, em ações e iniciativas que visam à inserção dos cidadãos ao mercado. “Temos feito os termos de cooperação específicos para customizar esses cursos em áreas importantes e estratégicas, como é o caso da energia eólica, indústria naval, área do petróleo, mineração, agricultura, cultura, dos serviços e turismo. Um conjunto de esforços que estão sendo realizados para que nós possamos ampliar a oferta de qualificação, de acordo com os investimentos que estão chegando aqui na Bahia”, indicou o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos.
 “O tripé desta atração está firmado, iniciando pelos investimentos robustos de infraestrutura que tem sido feito, em estrada, em escolas e a decisão do governador em ir a campo, dialogar. A Bahia tem sido receptiva aos investidores, sobretudo por conta da nossa riqueza energética. São obras que, somadas aos parques eólicos e solares, têm trazido uma consistência no crescimento, no desenvolvimento econômico e social do estado”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida.
Além dos investimentos na intermediação de mão-de-obra, bem como as oportunidades geradas através dos cursos de qualificação profissional, o Estado tem concentrado investimentos na área do empreendedorismo e da economia solidária, que são alternativas econômicas de geração de renda para os pequenos empreendimentos, apostando no microcrédito através do CrediBahia e estimulando o surgimento de novos negócios.
Outros projetos também reforçam a continuidade do desempenho da Bahia na geração de oportunidades de emprego, como a construção da Ponte Salvador-Itaparica, que deve criar aproximadamente sete mil novos postos de trabalho. A BYD, por sua vez, prevê a geração de dez mil vagas de empregos diretos até o final de 2025, além dos empreendimentos nas áreas de energia eólica e solar, que prometem movimentar a economia de cidades do interior da Bahia.

 Fotos: Thuane Maria/GOVBA

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