Salvador, 26 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Secretária de Cultura vistoria obras do Vila Velha: “vamos garantir um teatro acessível a todos”

A vice-prefeita e secretária de Cultura e Turismo (Secult) de Salvador, Ana Paula Matos, vistoriou nesta quarta-feira (2) as obras de requalificação do Teatro Vila Velha, localizado no Passeio Público, no Campo Grande. Acompanhada de Tânia Scofield, presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), e do superintendente da Sucop, Orlando Castro, a gestora destacou pontos importantes do projeto de modernização do espaço, a exemplo da acessibilidade.

 

“Estamos executando a recuperação geral do prédio tornando-o mais funcional e adequado às demandas contemporâneas para um teatro que tem uma história marcante no campo cultural de Salvador. A garantia da acessibilidade se destaca na obra, a ideia é ter um espaço de fato acessível a todos”, pontuou Ana Paula. A última reforma no espaço foi feita em 1994. Além do teatro, a Prefeitura também está recuperando o Passeio Público.

 

As intervenções visam proporcionar conforto, segurança e qualidade técnica dos espetáculos. O projeto contempla um novo eixo de circulação para o teatro (passarela, escadas e elevador), além de volume na cobertura (área administrativa), qualificação dos ambientes internos e criação de depósito externo. Também estão previstas a implantação de novo sistema de ar-condicionado; a qualificação acústica do teatro; a adequação do sistema elétrico do teatro; a adequação à legislação de acessibilidade universal; e o Projeto de Combate a Incêndios.

 

“São 60 anos desse equipamento tão importante para o setor cultural e turístico da capital baiana e nada mais justo do que entregar à cidade essa reforma de um dos símbolos mais representativos da nossa arte”, completou Ana Paula.

 

História – Fundado em 31 de julho de 1964, o Teatro Vila Velha foi inaugurado com um show de estreia de nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Gal Costa e Maria Bethânia – intitulado “Nós, Por Exemplo”. Fruto do Tropicalismo e da contestação que marcou a cena cultural brasileira durante a ditadura militar, seguiu lançando nomes para o cenário artístico-cultural nacional.

Fotos: Adam Vidal / Secom PMS

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