Em Salvador, Margareth Menezes defendeu a aprovação, pelo Senado Federal, da PEC que propõe o fim da escala 6×1 e reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial. Ela participou, ao lado de artistas, movimentos sociais e representantes da sociedade civil, do ato nacional realizado neste domingo (30), na Barra.
“O fim da escala 6×1 significa mais dignidade e qualidade de vida para o trabalhador brasileiro. Significa ter tempo para descansar, cuidar da saúde, estar com a família e participar da cultura, do esporte e do lazer. Por isso, estamos aqui para defender a aprovação da PEC no Senado”, declarou Margareth.
Ela também destacou a importância da participação da classe artística para ampliar a visibilidade da mobilização e reforçar o papel da cultura na defesa dos direitos da população trabalhadora.
“A presença da classe artística é de extrema importância neste momento. São artistas e grupos reconhecidos que estão fortalecendo o ato e declarando publicamente seu apoio ao fim da escala 6×1”, afirmou.
Segundo Margareth, a redução da jornada também pode gerar impactos positivos na produtividade, na saúde dos trabalhadores e na economia.
“Com melhores condições de descanso, os trabalhadores tendem a adoecer menos e a trabalhar com mais qualidade. Ou seja, a saúde física e mental é boa para quem trabalha e para quem emprega. Além disso, a economia é favorecida quando milhões de trabalhadores passam a ter mais um dia para consumir, circular e participar de eventos. Isso contribui para o desenvolvimento do país, e não o contrário, como alegam setores resistentes à mudança”, destacou.
O ato ocorreu poucos dias após o presidente Lula reunir-se, na última quarta-feira (26), com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. No encontro, Lula pediu prioridade para a tramitação da proposta. Após a reunião, Alcolumbre anunciou que a PEC será analisada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania durante o esforço concentrado do Senado.
A PEC 221/2019 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio. No Senado, o relator na CCJ, Omar Aziz, apresentou parecer favorável, rejeitou as 12 emendas apresentadas e manteve o texto aprovado pelos deputados. Caso avance na Comissão, a proposta ainda precisará ser aprovada em dois turnos pelo Plenário do Senado para ser incorporada à Constituição.

