Salvador, 8 de setembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Médica diz que Henry Borel chegou ao hospital tecnicamente morto

“Tentativa de reanimação da criança levou quase duas horas”, informou
No terceiro dia de julgamento de Jairo de Souza Júnior, o Dr. Jairinho e de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, no 2º Tribunal do Júri, no centro do Rio, foi ouvida a pediatra Maria Cristina de Souza.

A médica participou, com a equipe do Hospital Barra d’Or, da tentativa de reanimar a criança na madrugada do dia 8 de março de 2021.

Maria Cristina foi categórica em afirmar que “Henry já chegou à unidade sem pulso e estava tecnicamente morto”. Ele foi imediatamente atendido e recebeu os primeiros procedimentos em menos de um minuto após chegar ao hospital.

A pediatra contou que a tentativa de reanimação de Henry levou quase duas horas.

“Quando a equipe já avaliava encerrar o protocolo, encontramos Leniel. Ele pediu para que não desistíssemos de seu filho e continuamos”, afirmou Maria Cristina em seu depoimento.

A médica disse que Henry “chegou ao hospital sem pulso, inchado. Foi administrada uma dose de adrenalina e continuamos com a massagem cardíaca. Henry já estava tecnicamente morto”.

Maria Cristina também falou que “notou durante o atendimento hematomas e marcas arroxeadas em várias regiões do corpo da criança, como tórax, abdômen, coxas e punhos”.

Liminar
A defesa de Jairo Santos Souza Júnior, o Dr.Jairinho, obteve na Justiça, medida liminar em habeas corpus, garantindo que o interrogatório do acusado da morte do menino Henry Borel, seja realizado somente após depoimento de Monique Medeiros.

O pedido já havia sido feito no início do julgamento à juíza Elizabeth Louro, que preside a sessão, mas recurso foi indeferido.

Diante desse cenário, a realização do interrogatório em momento posterior mostra-se indispensável para garantir a plenitude de defesa, permitindo que Jairo tenha conhecimento prévio das acusações que lhe serão dirigidas em juízo.

“Não é possível que aquele que está sendo acusado tenha de se manifestar antes da acusação. Isso é básico em qualquer Estado de Direito. Para se defender adequadamente, é necessário conhecer o conteúdo exato da acusação”, afirmou o advogado de defesa, Rodrigo Faucz.
Agência Brasil

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