A Timenow se destaca como exemplo de avanço interno e reforça, no Dia Internacional da Mulher, a importância de ampliar a participação feminina no setor
O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é um convite global à reflexão sobre a presença feminina no mercado de trabalho e sobre os avanços conquistados em áreas historicamente marcadas pela desigualdade. No ensino superior, as mulheres já representam 59,6% dos concluintes, segundo o Censo da Educação Superior do Inep/MEC de 2023. Mas, apesar da predominância geral, a distribuição entre áreas ainda é desigual.
Nos cursos de Educação (76,3%), Saúde e Bem-estar (72,9%) e Ciências Sociais (70,7%), elas são ampla maioria. Já em áreas tradicionalmente masculinas os percentuais se invertem. Em Engenharia e correlatas, a participação feminina é de 33,8%, revela também o Inep. Cenário refletido no mercado de trabalho, conforme dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea): as mulheres são apenas em torno de 20% dos profissionais ativos registrados no sistema Confea/Crea.
Mas o movimento de mudança é claro. Há 100 anos, a presença feminina nas escolas de engenharia e no mercado de trabalho era quase nula, com apenas algumas pioneiras quebrando tabus e abrindo caminhos que, gradualmente, estão sendo pavimentados, diz Márcia Fontes, diretora de Pessoas, Cultura e Transformação da Timenow, uma das maiores empresas de engenharia do país e referência nacional em gestão de projetos.
A executiva da Timenow avalia que o quadro atual revela tanto progresso quanto a necessidade de continuidade. “Hoje, vemos uma transformação estrutural em curso, impulsionada pela determinação das mulheres em ocupar espaços antes inacessíveis e pelo compromisso das empresas em reconhecer e valorizar esse talento.”

