Salvador, 30 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Salvador atua no combate ao Aedes aegypti com visitas programadas a imóveis residenciais e em pontos estratégicos

O período chuvoso pode contribuir para a proliferação do Aedes aegypti, o que representa uma ameaça real para a saúde pública. Desse modo, é necessário evitar os principais focos do mosquito, como recipientes com água parada, vasos de plantas, pneus, entre outros. Diante deste cenário, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), atua em diversas frentes em Salvador para combater o vetor responsável por arboviroses como dengue, zika e chikungunya.

Uma das principais ações envolve visitas programadas em imóveis residenciais em bairros e pontos estratégicos, como ferros-velhos, locais de reciclagem e borracharias. A partir disso, são direcionadas equipes de campo, as quais fazem um monitoramento do local, com aplicação de inseticida.

Algumas áreas da cidade, como a região do Subúrbio e bairros como São Caetano, Valéria, Fazenda Grande do Retiro e Itapuã, costumam ser as mais afetadas pela proliferação do Aedes.

Subcoordenadora de Ações e Controle das Arboviroses do CCZ, Lucrécia Lopes relatou a importância de atuar em conjunto no combate ao mosquito.

“É importante que ações de controle sejam mantidas, sejam vistas pela população. Costumamos fazer ações educativas em unidades de saúde e escolas para orientar a população no combate ao mosquito, reduzindo os focos. Quanto menos focos, menos mosquitos serão produzidos, o que reduz drasticamente a chance de transmissão. Também é importante lembrar sobre a vacina, que já está liberada. Ela surgiu há pouco tempo, mas a tendência é que o uso do imunizante ajude ainda mais no controle”, disse a subcoordenadora.

Apesar de ser conhecida há alguns anos, a dengue segue sendo uma doença “silenciosa”, avançando de forma rápida e repentina. Por isso, é necessário prestar atenção nos sintomas.

Além de febre, o paciente pode sofrer com dores de cabeça, musculares e articulares, dor atrás dos olhos, cansaço extremo, vômitos, manchas vermelhas na pele e dor abdominal intensa. Os principais sinais de alerta são dores abdominais, sangramento e outras alterações no metabolismo. Com o acompanhamento médico adequado, evita-se que os casos se agravem.

Para denunciar possíveis focos do Aedes, a população pode entrar em contato com o número 156. Ao ligar, deve-se informar o endereço exato com referências, o que agiliza ainda mais o processo.

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