Salvador, 25 de outubro de 2026
Editor: Chico Araújo

Tratamento de esgoto atenderá 270 mil moradores da Baixada Fluminense

Unidade servirá cidades com baixo índice de desenvolvimento

As cidades de Queimados, Japeri e parte de Nova Iguaçu, todas na Baixada Fluminense, receberam nessa segunda-feira (22) a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Queimados. Construída pela concessionária Águas do Rio, a unidade tem capacidade para tratar até 51 milhões de litros de esgoto por dia.Nova Iguaçu

A nova estrutura representa um marco para essas cidades, que não contavam com sistema de tratamento de esgoto e apresentam baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O serviço contribuirá para a qualidade de vida de cerca de 270 mil moradores.

A construção ocorreu por meio de financiamento do programa Saneamento para Todos, do Ministério das Cidades e do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). Instalada em uma área de 38,4 mil metros quadrados próxima ao Rio Guandu, a estação faz parte de um investimento total de R$ 640 milhões para ampliar a infraestrutura de saneamento da região.

Meio ambiente
Além disso, impactará de forma positiva o meio ambiente. Com a operação da estação, os efluentes que hoje são lançados in natura na Bacia do Guandu passarão a ser tratados, reduzindo a carga de poluição no manancial responsável pelo abastecimento de 9 milhões de pessoas na região metropolitana do Rio.

Durante a inauguração, o ministro das Cidades, Vladimir Lima, destacou que só é possível executar grandes obras de infraestrutura no país com a parceria entre governos e capital privado.

“É importante a parceria com estados, prefeituras e concessionária. Só é possível fazer isso aqui acontecer a quatro mãos.”

A nova estação integra um plano de expansão do saneamento conduzido pela Águas do Rio, que já investiu R$ 6,3 bilhões em quase cinco anos de operação e prevê chegar a R$ 24 bilhões em infraestrutura sanitária nos próximos anos.

“Essa entrega é um passo importante para a região. São investimentos que transformam a vida dos fluminenses com mais saúde e geração de emprego, ajudando também a recuperar os nossos mananciais”, destacou o diretor-presidente da Aegea (Águas do Rio), Radamés Casseb.

Números
Em 2024, o país registrou 336 mil internações por doenças relacionadas à água e cerca de 11,5 mil mortes associadas a esse tipo de enfermidade, além de um impacto estimado em R$ 174 milhões para o sistema público de saúde, segundo dados do Programa Trata Brasil.

Agência Brasil

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