Salvador, 20 de setembro de 2026
Editor: Chico Araújo

Vice-prefeita de Salvador vistoria obras de requalificação da sede do Ilê Aiyê, que chega a 80% de conclusão

Fotos: Adam Vidal / Secom PMS

A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, realizou na última sexta-feira (18) uma vistoria técnica às obras de requalificação da Senzala do Barro Preto, sede do Ilê Aiyê, no bairro do Curuzu. As intervenções já alcançaram 80% de execução e contemplam os oito pavimentos e os 5,4 mil metros quadrados de área construída do equipamento. A obra é realizada pela Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), por meio da Superintendência de Obras Públicas do Salvador (Sucop), com investimento de R$ 7 milhões.

A visita teve como objetivo acompanhar o andamento das intervenções e alinhar os próximos passos para a conclusão dos serviços. Também participaram da vistoria o presidente e fundador do Ilê Aiyê, Vovô do Ilê; a secretária municipal da Reparação (Semur), Isaura Genoveva; a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield; o presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro; e o diretor de Cidadania Cultural da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), Chicco Assis, além de técnicos e representantes das instituições envolvidas.

Com projeto elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira, a requalificação prevê melhorias estruturais e de infraestrutura para adequar o imóvel às necessidades atuais da instituição. Entre as intervenções estão a climatização dos ambientes, tratamento acústico, implantação de rampas de acesso e adequações para pessoas com deficiência.

Preservar – Durante a vistoria, Ana Paula destacou a importância de preservar a história do Ilê Aiyê e, ao mesmo tempo, assegurar melhores condições para a continuidade de suas atividades culturais, sociais e educativas.

“Cuidar da Senzala do Barro Preto é cuidar de uma parte fundamental da história de Salvador. O Ilê Aiyê é patrimônio da nossa cidade, símbolo de resistência, afirmação da identidade negra e transformação social”, disse.

“Este espaço não é apenas a sede do primeiro bloco afro do Brasil, é uma casa de cultura, educação, memória e formação de novas gerações. Isso reforça o nosso compromisso de entregar ao Ilê, ao Curuzu e a Salvador um equipamento mais seguro, acessível, moderno e preparado para fortalecer esse legado por muitos anos”, afirmou Ana Paula.

Serviços – Entre os serviços já executados estão a requalificação de salas de aula, biblioteca, sala de dança, sala de informática, salas administrativas, espaços de costura, auditório, galeria, cozinhas e vestiários. As intervenções incluem substituição de pisos e revestimentos, pintura e instalação de aparelhos de ar-condicionado.

O auditório e a galeria também receberam intervenções específicas, como instalação de piso epóxi, climatização, bancadas e serviços de acabamento. Na cobertura, foi instalado um sistema de energia solar e realizada a substituição integral das telhas.

Neste momento, as equipes trabalham em serviços como instalação de bancadas e portas no auditório e na cozinha/cantina, substituição das pastilhas da fachada, intervenções na rampa e na passarela metálica, além de ajustes e melhorias nos acabamentos e na pintura de toda a edificação.

A obra contempla ainda a recuperação do sistema elétrico e a instalação do sistema de combate a incêndio, além de melhorias em diferentes ambientes utilizados pelas atividades culturais, educacionais e administrativas do Ilê Aiyê.

A requalificação beneficiará também a Escola Mãe Hilda, que funciona no espaço e desenvolve atividades de educação, formação cultural e valorização da identidade negra junto a crianças e jovens da comunidade.

Legado – Fundado em 1974, o Ilê Aiyê tornou-se uma das principais referências da cultura afro-brasileira. Além de sua atuação no Carnaval, a instituição mantém iniciativas nas áreas de educação, cultura, cidadania e enfrentamento ao racismo.

Com a requalificação, a Senzala do Barro Preto passa a contar com uma estrutura renovada para receber as atividades desenvolvidas pela instituição, conciliando a preservação de sua importância histórica e cultural com melhorias de acessibilidade, segurança, infraestrutura e conforto para usuários, alunos, trabalhadores e visitantes.

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